Futebol
Jogador que esteve ligado ao Sporting foi a Alvalade ver empate com Arouca e reagiu
21 Set 2026 | 12:34
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Futebol
22 Set 2026 | 08:52 |
Frederico Varandas esteve presente na Portugal Football Globes, na última segunda-feira e, à chegada ao evento, o Presidente do Sporting falou sobre a atualidade leonina. Em declarações aos jornalistas, o líder dos leões garantiu a continuidade de Rui Borges, a revolução do plantel, o caso de Ibrahima Ba e ainda alguns casos de arbitragem.
"Lugar de Rui Borges nunca esteve em causa"
"Sobre Rui Borges, é importante referir que todos erram. No dia a seguir, vi em vários órgãos de comunicação social que teria havido uma reunião da administração da SAD em que se estava a decidir o futuro de Rui Borges. Acontece. Vocês podem ser levados ao engano. Não houve reunião alguma. O lugar de Rui Borges nunca esteve em causa. Está a falar-me de um dado estatístico, a 17.ª vez em que o Sporting perde vantagem em ano e meio. É um facto, não há como desmentir. Posso dizer outros dados. É o treinador com mais vitórias em casa na Champions, treinador com mais vitórias seguidas em Alvalade, com uma percentagem de derrotas menor na história do Sporting. Fez duas épocas, fez sempre 82 pontos, uma vez campeão nacional, ganhou uma Taça de Portugal. O dado estatístico dos 17 jogos é relevante, um pormenor. Mas se perguntar a qualquer sócio se gostaria que tivesse estes dados estatísticos, o museu estaria espetacular".
"Quem quer estar aqui sem contestação está no sítio errado"
"Sobre a contestação, tenho de lhe dizer que a contestação faz parte. Quem quer estar aqui sem contestação está no sítio errado. A contestação faz parte da emoção. Os adeptos têm esse privilégio de se sentirem defraudados, angustiados e frustrados com os resultados e passado uma ou duas semanas mudarem de opinião. Se a contestação condiciona a base da decisão? Não. Vou dar exemplos. Trincão andou dois anos a ser contestado. Paulinho chegou e não marcava, era flop. Fresneda vai à seleção espanhola e foi patinho feio dois anos. Amorim foi contestado após terminar em quarto. Suárez começou a ser esta época contestado e assobiado, agora gritam o nome dele. O Sporting não toma decisões com base em contestação, mas com uma análise objetiva e racional. Se estamos contentes? Não. Enquanto presidente faço uma análise do momento, uma análise racional e objetiva. Nos dois primeiros empates, o Sporting foi futebolisticamente muito superior ao adversário. A terminar os jogos o Sporting sofre 2 autogolos em 2 remates que não vão à baliza. No terceiro empate, estamos a fazer um ótimo jogo frente ao Arouca. Estava 2-0, podia estar 3 ou 4. O Sporting foi muito superior até ao minuto 55 e de repente um jogador, com uma entrada completamente negligente, exclui-se do jogo e vê um cartão vermelho justo. Se eu alguma vez vou despedir um treinador à 7ª jornada com 3 empates em que aconteceu isto? Não, não vou despedir".
"Ba teve de se sacrificar e jogar antes"
"O Sporting faz uma revolução no plantel. Não sei se é o mais novo, mas é dos mais novos da história do Sporting. Os reforços têm uma média de 21 anos. Têm uma qualidade inegável. A administração e o treinador estão muito contentes com o plantel. Ba foi uma decisão consciente. Vinha pronto para setembro. Perdemos um jogador influente na defesa. Investimos 21 M€ num defesa que vai ser o novo Diomande. Ba estaria teoricamente disponível para setembro. Ele teve de se sacrificar e jogar antes. Vai estar apto, convocado e jogar a jornada seguinte. Foi uma decisão consciente. O Sporting tem Quaresma".
"Houve autogolos e expulsões, 'automutilações' que não podem acontecer"
"Se há coisa que corre muito bem foram os reforços que vieram a substituir peças fundamentais. Vocês veem a qualidade de quem veio. Se aos 17 jogos em que o Sporting cede a vitória, se isso me faz despedir o treinador? Não. Se a estatística positiva me faz pensar que ele é ad eternum? Não. Mas o Sporting joga bem. Em 3 jogos que acabei de dizer, houve autogolos e expulsões, 'automutilações' que não podem acontecer. O que define a continuidade de Rui Borges não é o contrato, é acreditarmos no processo e na forma como a equipa joga".
"Não quero ter o meu treinador a fazer as figuras que outros fazem"
"O Sporting acredita no seu treinador e que o seu treinador tem condições para atingir os objetivos, que é lutar pelos títulos e qualificar-se para a Champions. Era tão fácil o meu treinador nas duas últimas jornadas e ir para a conferência de imprensa agarrar-se a coisas externas do clube, como outros treinadores e outras figuras fazem com as quais não me identifico. Peço ao treinador para não fazê-lo, ele não faz. Tiro-lhe o chapéu. Não quero ter o meu treinador a fazer as figuras que outros fazem".
Hoje alguém fala do Hjulmand?
"Fizemos o mercado que quisemos, com grande antecipação. Tivemos um desafio em que queríamos substituir determinados jogadores com qualidade inquestionável. Hoje alguém fala do Hjulmand? Já temos grandes jogadores ali. O Sporting joga bem, cria muitas ocasiões, marca muitos golos. Não quero ter o meu treinador a falar de coisas que não controlamos. Quero os jogadores mais focados. Não podemos ter entradas como a do Debast, os jogadores têm de evitar fazer autogolos".
"Se todos os treinadores ganhassem o que Rui Borges ganhou... "
"Se todos os treinadores ganhassem o que Rui Borges ganhou... O nosso selecionador é dos melhores treinadores com quem trabalhei. Ganhou o que Rui Borges ganhou? Quantos treinadores ganharam o que Rui Borges ganhou? Têm de ter responsabilidade no que dizem. Foi campeão, dobradinha, foi quem levou o Sporting mais longe na Liga dos Campeões. Estamos contentes com termos perdido 6 pontos? Temos potencial para mais, o treinador acha que vai fazer mais e acreditamos no processo. Analisem como foram os 3 empates".
"Eu sairia há 6 ou 7 anos e o que aconteceu ao Sporting. Ganharia o que ganhou? A contestação acontece. O que seria do Sporting se os presidentes do Sporting decidissem em função da contestação? Imagine só as pessoas que já foram contestadas".
"Elogio muito o meu treinador, peço-lhe para não falar de arbitragem e ele não fala. Entendemos que este é o caminho para onde o futebol português deve ir. É fácil? Não. É justo? Não".
Rui Borges tem sido contestado no Clube de Alvalade fruto dos resultados recentes e nome do antigo treinador do Porto acabou por surgir na imprensa
22 Set 2026 | 03:00 |
A possibilidade de Sérgio Conceição assumir o comando técnico do Sporting é de 0%, sabe o Leonino. Apesar de o nome do treinador português ter voltado a surgir associado aos leões na sequência da pressão em torno de Rui Borges, o antigo técnico do Porto não é uma opção para Frederico Varandas.
A informação ganha relevância depois de Nicolò Schira ter colocado Sérgio Conceição entre os possíveis candidatos a suceder ao atual treinador leonino. Contudo, ao que o nosso Jornal apurou, esse cenário não tem qualquer correspondência junto da estrutura do Sporting e não mudaria sequer perante uma eventual saída de Rui Borges.
Para já, de resto, Frederico Varandas decidiu manter a confiança em Rui Borges depois do empate frente ao Arouca (2-2). A SAD analisou o momento da equipa após novo deslize no campeonato, mas entende que a profunda remodelação do plantel obriga a conceder tempo ao técnico para consolidar novas rotinas e inverter os resultados recentes.
Rui Borges continua, por isso, no comando e está preparado para liderar a equipa no regresso da competição, diante do Braga. O treinador sente igualmente que mantém o grupo do seu lado e não equaciona qualquer saída por iniciativa própria, apesar da crescente contestação entre alguns adeptos do Sporting.
Mesmo que o cenário se altere no futuro e a SAD acabe por optar por uma mudança no banco, Sérgio Conceição, livre depois de deixar o Al Ittihad, continuará fora da equação. As divergências acumuladas ao longo dos anos entre o treinador e Frederico Varandas são conhecidas, mas, acima disso, a informação recolhida pelo Leonino é clara: não existe intenção da administração em avançar pelo técnico.
Com uma sequência negativa de resultados e com exibições da equipa muito contestadas, muitos são os adeptos que pedem a demissão do técnico leonino
21 Set 2026 | 17:32 |
Ricardo Monsanto, treinador de futebol, analisou n´A BOLA TV as palavras utilizadas por Rui Borges na conferência de impressa pós-jogo entre Sporting e Arouca, que terminou com um empate (2-2), a contar para a sétima jornada da Liga Portuguesa.
Ricardo Monsanto: "Quem obrigou a equipa a vir para trás foi o treinador"
“O Rui Borges não tem o dom da palavra. Ponto. Não tem o dom da palavra, não sabe acertar as justificações corretas, não sabe seguir em frente muitas vezes. O Rui Borges diz: “ficar com 10 obrigou-nos a vir para trás”. Quem obrigou a equipa a vir para trás foi o treinador, não foi ficar com 10. Com 10 é possível o Sporting continuar a fazer uma pressão um pouco mais alta".
Ricardo Monsanto: "É uma falta de humildade tremenda de Rui Borges"
"Apesar do Rui Borges não ter um português muito bom, a questão aqui é a seguinte: a humildade. Durante algum tempo, quando o Rui Borges ganhava, queria dar-se a entender como o rapaz de Mirandela, muito humilde. Não, falta muita humildade ao Rui Borges. Especialmente quando perde e este empate soube a derrota".
“É uma falta de humildade tremenda o que o Rui Borges acabou de ter na conferência de imprensa. A expulsão justifica tudo? Não, não justifica tudo. Muitas equipas acabam com 10 jogadores e não sofrem dois golos por causa disso. Uma coisa era se ele estivesse a jogar contra a Juventus, contra o Atlético de Madrid, contra o Manchester United, numa competição europeia, contra outro candidato ao título, percebe-se perfeitamente. Agora, está a jogar contra o Arouca e ele teve a atitude que era natural o Arouca ter se fosse ao contrário. Essa é a questão. O Rui Borges não tem o dom da palavra e não se sabe sequer justificar".
Recorde-se que com este empate, o terceiro nesta edição da prova, o Sporting ocupa a terceira posição do campeonato, com 15 pontos. Numa altura em que as exibições da equipa são cada vez mais contestadas, muitos são os adeptos verdes e brancos que, através de publicações nas redes sociais, demonstram o seu desejo relativamente à demissão de Rui Borges.
Antigo dirigente dos verdes e brancos foi chamado a comentar a fase de má resultados que os leões estão a passar, além da continuidade do técnico
21 Set 2026 | 17:00 |
Bruno Mascarenhas considera que o universo do Sporting está dividido quanto à continuidade de Rui Borges. O antigo dirigente leonino reconhece que existe uma fação que ainda apoia o treinador, enquanto outra perdeu a tolerância após os resultados mais recentes.
Bruno Mascarenhas: "Sócios estão um bocado divididos quanto à permanência do treinador"
Em declarações ao jornal Record, o atual vereador da Câmara Municipal de Lisboa explicou as razões para essa divisão. “Neste momento, os sócios estão um bocado divididos quanto à permanência do treinador. Há uns que apoiam a sua continuidade, porque gostam da personalidade de Rui Borges, da sua forma de comunicar e porque entendem que ele está a construir uma equipa praticamente nova".
Bruno Mascarenhas destacou também o peso das alterações feitas no plantel, sobretudo no meio-campo, mas reconheceu que parte dos adeptos continua marcada pela derrota na final da Taça de Portugal frente ao Torreense e pelos três empates desta temporada em jogos nos quais o Sporting esteve em vantagem.
“Depois, há outros sócios que não perdoam a forma como se perdeu a final da Taça da época passada e estão sem qualquer tipo de tolerância para estes resultados, três empates que resultam de jogos em que o Sporting até esteve em vantagem. E, para os sócios, é natural que a culpa seja do treinador”, referiu.
Questionado sobre a sua posição, o antigo dirigente mostrou-se favorável à continuidade: “Sou daqueles que entende que o treinador merece um voto de confiança, precisamente porque ele esteve sujeito às circunstâncias do mercado e viu-se obrigado a construir uma equipa praticamente nova".
Bruno Mascarenhas: "Obviamente que este início de campeonato tem sido dececionante"
Mascarenhas acredita, ainda, que o Sporting poderá apresentar uma versão melhor na Champions: “Acredito que na Liga dos Campeões a equipa se irá transfigurar para melhor”, afirmou, apesar de admitir que o arranque no campeonato não tem correspondido às expetativas: "Obviamente que este início de campeonato tem sido dececionante e que, no futebol, as opiniões mudam tão rapidamente que em apenas uma semana o treinador pode ver aumentar muito a pressão para a sua saída".
A pausa para as seleções é vista como uma oportunidade para Rui Borges trabalhar alguns dos problemas coletivos. “É bom para o treinador aprofundar os automatismos da equipa. Vai permitir acalmar e trabalhar de forma descontraída”, explicou.
Para Bruno Mascarenhas, a principal fragilidade está identificada. “Onde se notam maiores debilidades é nos apoios defensivos. É onde tem havido mais falhas. Tem exposto demasiado os defesas-centrais. Talvez por isso o Sporting não tenha acertado ainda na dupla base”, concluiu.