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De volta a Inglaterra? Ruben Amorim apontado ao 13.º classificado da Premier League
23 Abr 2026 | 11:47
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29 Mar 2020 | 16:57 |
César Prates jogou no Sporting CP entre 1999/2000 e 2002/2003, tendo sido campeão nacional por duas vezes, além da conquista de uma Taça de Portugal e de duas Supertaças. O lateral direito fez 116 jogos com a camisola verde e branca e marcou três golos. O brasileiro deu uma entrevista ao UOL, onde contou como chegou ao Sporting CP.
"Quando cheguei ao Sporting CP eles tiveram que estipular o valor do meu passe, e ao estipular o valor eu fiz um contrato de seis meses também lá. E o que aconteceu: eu disputei a final da competição e com três meses da estreia eu fiz golo, 1-0 e foi golo meu. O lateral não passava do meio-campo e eu acabei fazendo os dois setores, eram os duelos com os extremos e eu ajudava, então, mudou todo o estilo de jogo. O Campeonato Português era uma loucura, porque os portugueses gostam de estudar o futebol, e eu cheguei com uma característica diferente, marcando e apoiando, eu não falhava atrás e ainda chegava na frente, eu tornei-me o melhor assistente da equipa. Então, o que aconteceu, mudou tudo, o Sporting efetuou a minha compra e eu nem sabia”, disse.
Depois a conversa mudou para Cristiano Ronaldo, jogador que estava a começar a aparecer na equipa principal dos leões.
"Sim, eu acompanhei tudo, ele estava lá connosco, era um menino que tinha 16 anos na época, eu tenho 10 anos mais do que ele. Ele tinha 16 anos, era um menino, e eu tinha 26 anos, era um período que ele estava lá. Ele era um menino que gostava de aprender desde cedo, então juntou a fome e a comida, porque eu também gostava de aprender e ele gostava de aprender. Conversava muito com ele. Eu era próximo, quando eu ia cobrar livres, ele estava sempre junto. Foi muito interessante o convívio com ele”, disse, antes de explicar que ajudou Ronaldo a aprender a bater livres.
"A equipa tinha dois batedores, era eu e o André Cruz. Para aprender a bater com o pé esquerdo, o André Cruz tinha uma característica, a minha característica era diferente, a minha batida na bola era diferente. Por ser destro, eu ensinava, ajustava o corpo dele, mostrava onde se posicionar para poder alcançar os dois lados da baliza para poder bater, tanto do lado direito ou esquerdo do guarda-redes, o tempo de partida quando o juiz apita, partes para a bola e surpreendes o guarda-redes, o ventinho da bola, como ajustar a bola por baixo de como, vai virar a bola também... São detalhes que eu aprendi com o Dorinho, no Internacional. O Dorinho foi jogador do Internacional, ele quem me ensinou isso aí e eu fui passando para frente. A fase que ele estava ali connosco, nós ganhamos o título no primeiro ano, e no segundo ano houve a transição, mudou o treinador e não era uma fase boa do Sporting, aquele ano nós só fomos campões da Taça de Portugal. Ele era torcedor do Sporting, com 16 anos, às vezes indo para o banco de suplentes, estava sendo amadurecido, então ele chorava, chorava, porque nós perdíamos e a equipa não estava numa fase boa. Estava sempre por perto passando a mão na cabeça ajustando ele, ajudando ele”, contou. Por fim, ainda sobre Cristiano Ronaldo, César Prates contou como o jogador se tornou, na sua opinião, o melhor do mundo.
"Olha, o Cristiano foi exemplo de uma obsessão focada e a minha carreira também foi isso. Se eu não tivesse a obsessão focada por aquilo que eu entendia, que era usar toda a minha força e velocidade e a aliar com técnica e com sabedoria dentro de campo para jogar bem posicionado, eu não teria chegado a lugar nenhum. O Cristiano foi essa obsessão focada e o que eu dou para ele é os parabéns. Ficamos felizes que ele tenha chegado ao lugar que ele me falou um dia que chegaria. Tem uma coisa que ficou muito clara para mim foi aquilo que eu ouvi do Cristiano, talvez poucas pessoas ouviram, depois ouviram publicamente ele falar, mas eu pessoalmente, estando com ele naquele dia e eu ouvi ele falando assim: 'que ele iria se tornar o melhor jogador do mundo'. É uma loucura, vimos ele transformar-se no melhor jogador do mundo. Entre ele e Messi, o Messi é um talento, nasceu para aquilo, mas o Cristiano não, ele nasceu com uma condição, um dom para jogar futebol, e ele se tornou nessa obsessão focada um jogador de alto nível. E é por isso que o considero o melhor do mundo. O talento já está em ti, no caso o Messi, o dom está dentro de ti também, mas tem outros casos que é preciso desenvolver. Eu aprendi na minha vida a desenvolver as coisas, por exemplo, eu estou aqui na minha casa, eu estou com o violão, tenho o meu sistema de som aqui, a minha família toda toca e canta, todos os meus tios, avós e o que acontece? Eu não, eu só queria o futebol, mas chegou um tempo que eu desenvolvi isso que estava dentro de mim, eu tinha o dom para tocar e para cantar, e o que eu fiz? Desenvolvi, com o Cristiano foi a mesma coisa, não é como alguns que não fazem técnica vocal, não fazem nada e já acontece, não, eu desenvolvi isso e com o Cristiano foi isso. Entre ele e o Messi, o Messi nasceu com aquilo, não se vê que ele treina normalmente, e o Cristiano não treina normalmente, o Cristiano chega antes e sai depois", finalizou.
Clássico da segunda mão da meia-final da Taça de Portugal foi o principal tema da entrevista com o antigo jogador do Clube de Alvalade
24 Abr 2026 | 03:00 |
Carlos Saleiro considera que o Sporting foi mais lesado pela arbitragem no Clássico do que o Porto, que se queixou no final da partida. Em entrevista em Exclusivo para o nosso Jornal, o antigo ponta de lança do Clube de Alvalade falou sobre o encontro das meias-finais da Taça de Portugal, comentou as aspirações na Prova Rainha e abordou a reta final do Campeonato Nacional.
Carlos Saleiro: "Foi um jogo bem conseguido"
"Abordagem contra o Porto? Acho que foi boa. A primeira parte foi, no meu entender, muito boa. O Sporting controlou praticamente. Naturalmente, na segunda parte, o Porto, estando em desvantagem, teria que vir para cima do Sporting e foi isso que aconteceu. De certa forma, também notou-se ainda mais o cansaço dos jogadores do Sporting, e com as várias saídas o Sporting foi baixando um pouco as linhas. E acabou, digamos, não foi em sufoco, mas ali com uma bola que poderia ter dado o prolongamento. Mas acho que foi um jogo bem conseguido. Depois de uma derrota que custou muito, acho que o Sporting reagiu bem e vai lutar por mais um título", começou por dizer ao nosso Jornal.
Sobre a arbitragem, o antigo jogador dos leões considera que a atuação de João Pinheiro correu bem, mas que o Sporting foi prejudicado em lances que podiam ter levado o jogo a outro rumo. "Se olharmos para aquilo que foi os casos, acabaram por ser bem decididos. Mas se a equipa que tem mais razões de queixa é o Sporting. Recordo-me do William Gomes que fez muitas faltas e não houve amarelos. Houve um pisão do Gabri Veiga no Hjulmand, que também poderia ter sido expulso. Por isso, olhando para aquilo que foi o jogo, eu diria que foi uma boa arbitragem, mas dentro daquilo que é beneficiar uma equipa ou outra, obviamente que o Sporting não foi beneficiado nesses pormenores que poderiam ter decidido o jogo de outra forma", vincou.
Carlos Saleiro: "O Sporting está com uma mão na taça"
Num possível confronto com o Fafe ou Torreense na final do Jamor, o ex-internacional sub-23 por Portugal não tem dúvidas que o Sporting é o grande favorito. "O Sporting pela sua história tem que partir como candidato. Eu penso, sinceramente, que o Sporting está com uma mão na taça. Agora, as coisas são jogadas dentro do campo e o Sporting vai ter que mostrar que é muito superior a equipas de escalão inferior. Eu recordo que há uns anos atrás o Aves ganhou ao Sporting na final da taça. Por isso, todo o cuidado é pouco. Agora, obviamente, olhando para aquilo que é a força de uma equipa e da outra, o Sporting tem 99% de hipótese de ganhar a Taça de Portugal" , analisou.
Acerca da quantidade de jogadores lesionados, Carlos Saleiro recusa a ideia que possa existir um problema no departamento médico do Clube. "Penso que não haja problema. Temos que olhar para aquilo que é a época do Sporting. É uma época de grande desgaste, o Trincão tem 54 jogos, é um absurdo. Isso faz, muitas das vezes, que os jogadores também se ressintam e que haja alguns problemas, até mesmo a nível muscular, entorses, pancadas... não temos controlo. Agora, muscular, obviamente que pode haver um cuidado extra, mas é sempre imprevisível quando uma equipa chega a esta fase final da temporada a disputar as competições todas" , refletiu.
Carlos Saleiro: "Foco total no campeonato"
No final, Carlos Saleiro mostrou confiança de que a equipa de Rui Borges vai terminar no segundo lugar da Liga. "Penso que sim. Sporting agora, até ao final da temporada, tem de focar-se totalmente só no campeonato, e com o objetivo de ficar em segundo lugar, e ter o direito de ir à Champions League", concluiu.
Empate entre leões e dragões continua a dar que falar e há declarações de um antigo líder leonino que estão a incendiar o futebol português
23 Abr 2026 | 17:58 |
Sousa Cintra não escondeu a revolta após o empate a zeros entre o Sporting e o Porto, no Estádio do Dragão, que valeu aos leões o apuramento para a final da Taça de Portugal. "O que se passou ontem foi tanta violência, tanta pancadaria… Aquilo não é nada de futebol, parecia-me uma guerra campal", disparou, em entrevista à Rádio Renascença.
Sousa Cintra: "Houve um massacre"
O antigo Presidente leonino lamentou ainda as consequências físicas do encontro, sublinhando que "os jogadores ficaram lesionados" e que "houve um massacre". Apesar do cenário, destacou a capacidade da equipa. "O Sporting é uma boa equipa e tem alternativas".
Ainda assim, Sousa Cintra deixou claro que este feito não chega para classificar a temporada como positiva. "Positiva era se o Sporting ganhasse o campeonato, isso é que era uma época positiva. Ganhar alguma coisa é sempre alguma coisa… ganhar a Taça de Portugal sempre é mais importante do que não ganhar nada", afirmou.
O empresário fez também referência ao percurso europeu e ao impacto financeiro. "Embora já tenhamos estado muito bem na Liga dos Campeões. Mesmo para a parte financeira do Sporting, é muito bom. A parte económica conta muito, e aí o Sporting teve um comportamento exemplar", justificou.
Por fim, deixou elogios ao grupo e à estrutura. "O Sporting está muito bem, tem jogadores de grande categoria, com grande classe, comprometidos com o clube". Destacou ainda "um ambiente familiar muito bom no balneário" e reforçou: "O futebol português precisa de clubes com a dinâmica do Sporting e com o comportamento ético que o Sporting tem, em todos os momentos", concluiu.
Capitão do Clube de Alvalade teve de ser assistido e substituído no decorrer da partida da Taça de Portugal e notícias não são nada boas
23 Abr 2026 | 17:53 |
Última hora! O Sporting vai avançar com uma participação disciplinar junto do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol contra Gabri Veiga, na sequência do lance ocorrido aos 14 minutos do Clássico frente ao Porto.
Vale lembrar que o médio espanhol dos dragões pisou Morten Hjulmand, acabando por lesionar o capitão dos verdes e brancos, que ainda continuou em campo, mas viria a ser substituído por Daniel Bragança no arranque da segunda parte.
De acordo com o jornal Record, o internacional dinamarquês, de 26 anos, sofreu uma lesão grave no tornozelo direito, podendo falhar o restante da temporada. O cenário, ainda sujeito a reavaliação - com o jogador já a ter realizado exames iniciais - aponta para ausência nos cinco jogos que faltam na Liga, bem como na final da Taça de Portugal, agendada para 24 de maio, no Jamor.
Refira-se que o lance em questão não foi alvo de qualquer sanção disciplinar durante o encontro entre Sporting e Porto, nem por parte do árbitro principal Miguel Nogueira, nem do VAR, que foi liderado por João Malheiro Pinto.
Esta temporada, com a camisola do Sporting, Morten Hjulmand – avaliado em 45 milhões de euros – participou em 43 partidas: 26 na Liga Portugal Betclic, dez na Liga dos Campeões, cinco na Taça de Portugal, uma na Taça da Liga e outra na Supertaça. Nos 3.823 minutos em que esteve em campo, o capitão dos leões marcou dois golos e fez seis assistências.