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A ETERNA QUESTÃO
Não somos campeões há tanto tempo que queremos resultados agora. Já. Independentemente de isso poder hipotecar o futuro de tantos jogadores da formação.
25 Out 2020, 09:00

Há muita coisa que acontece neste clube há já tantos anos e ninguém pensa em formas de resolver. Aconteceu com Godinho Lopes, aconteceu com Bruno de Carvalho e continua a acontecer com Frederico Varandas e, face à mentalidade de tantos, (dos que mandam e dos do que não mandam, mas querem mandar) a minha teoria é a de que vai continuar a acontecer.

Falo, claro, da falta de perceção de futuro, principalmente no que à formação diz respeito. Não somos campeões há tanto tempo que queremos resultados agora. Já. Independentemente de isso poder hipotecar o futuro de tantos jogadores da formação.

Falo, claro está, de Luís Maximiano. O guarda-redes que foi titular toda a temporada anterior, que tantas vezes nos salvou de resulados menos bons, esta época vê-se sentado no banco por Adán. Já aqui antes defendi a titularidade de Max e, hoje, só não volto a fazê-lo porque quero chamar a atenção para o problema.

Adán tem neste momento 33 anos, Max tem 21, é óbvio que o guarda-redes espanhol tem mais experiência, já passou pelo Real Madrid, pelo Bétis e também pelo Atlético, mas só conseguiu essa experiência porque lhe deram a oportunidade para crescer, para ganhar ritmo e para aprender com os erros, coisa que o Sporting não está a fazer com Max.

Percebo a questão de não termos margem para errar, afinal de contas já lá vão quase 20 anos desde a última vez que erguemos a taça de Campeão Nacional, mas não me venham dizer que o problema principal da temporada passada estava na baliza. Quero mesmo que me digam, com sinceridade, se a prioridade era um guarda-redes. Tivemos Renan, Renan lesionou-se, veio Max que agarrou e mesmo com Diogo Sousa como terceiro guarda-redes, ainda fomos buscar Adán.

O Max estava a fazer um bom trabalho, com alguns erros, obviamente, que fazem parte do crescimento, mas vamos aqui fazer um termo comparativo direto para conseguirmos perceber: Rui Patrício. O antigo guarda-redes do Sporting, que saiu na sequência de todas as rescisões, cometeu muitos erros também no início, mas foi-lhe dada oportunidade para crescer, foi-lhe dada a oportunidade para melhorar e a verdade é que se tornou num guarda-redes de renome por esse mesmo motivo.

Ao Max essa oportunidade foi dada uma temporada, ele agarrou-a como quem defende um penálti decisivo e, agora, vê a oportunidade fugir-lhe por entre os dedos, porque alguém que manda achou bonito trazer um guarda-redes estrangeiro mais velho “porque tem mais experiência”. Nos golos que Adán sofreu, sendo o mais sincera possível, não vejo diferença nenhuma nos erros cometidos por ele, dos erros de Luís Maximiano.

Agora, Amorim é que sabe, o homem manda em quem é titular, mas peço é ao Sporting que não se esqueça daquele miúdo que há um ano e meio agradeceu ao clube no Sporting160 por tudo aquilo que fizeram por ele. Max chegou mesmo a dizer que tem uma dívida de gratidão para com o Sporting. Só gostava que o Sporting CP reconhecesse isso, antes que ele possa pensar que está esquecido e vá brilhar para outro lado.

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