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ALTOS E BAIXOS, COMO SEMPRE
Espero que amanhã, contra o SC Braga, os nossos jovens tenham nova prova de afirmação e possamos trazer mais um troféu para Alvalade.
22 Jan 2021, 19:37

O empate com o Rio Ave foi o resultado possível tendo em conta um conjunto de factores que seguramente afectaram a equipa. Pese embora a forma como Varandas se expressa, no meu entender, tem razão na questão com a Unilabs. No entanto, não alinho nas teorias da conspiração de que os filhos de Luís Filipe Menezes (ex-autarca de Gaia) e de Fernando Gomes (actual presidente da FPF) tenham algo que ver com isso. Admito incompetência dos serviços clínicos do laboratório ou falta de rigor. Infelizmente o Sporting foi prejudicado, viu-se privado de dois jogadores, um deles, Nuno Mendes, um dos melhores do campeonato.

A vitória sobre o FC Porto deu-me enorme alegria. Chegar à final com dois grandes golos de Jovane Cabral. Recordo-me da fase em que Ruben Amorim entrou no Clube. Nessa altura Jovane, (que veio para a Academia indicado ao Sporting CP pelo Clube Batuque), decidiu sozinho vários jogos e foi o abono de família de Amorim. É um jogador fantástico. Temos outro jogador, na Academia, que é um “craque” e que devia ser um enorme reforço para o que resta do campeonato. Joelson Fernandes.

Saliento ainda a prestação de Gonçalo Inácio. Num clássico contra o campeão nacional, numa meia final de uma competição e fora da sua posição habitual, foi muito importante na estabilidade da equipa, dando segurança, muito mais do que Feddal que tem tido erros comprometedores para a sua experiência e custo.

Sou um defensor acérrimo do trabalho feito pela formação do Clube nos anos 2013-2018. Volto a referir aqui os nomes de Virgílio Lopes, Luís Martins, Carlos Bruno entre tantos outros que hoje já não se encontram.

Espero que amanhã, contra o SC Braga, os nossos jovens tenham nova prova de afirmação e possamos trazer mais um troféu para Alvalade.

Quanto ao despedimento colectivo tenho visto escrito muito disparate. As administrações são livres de escolher com quem trabalham. De terem os quadros que entendem defender a sua estratégia, que se ajustam ao seu estilo, perfil e comportamento. Tudo muito certo.

Agora comparar o despedimento colectivo de 2013 com 2021, não só não faz sentido, como é defendido por quem não sabe, não percebe nem tem capacidade para perceber. Desde logo pela forma e frontalidade com que o processo foi conduzido.

Em 2013 o Clube perdia uma fortuna por mês, tinha redundâncias e muitos vencimentos acima do mercado. A administração anterior promoveu a saída desses quadros para que fosse possível o Clube e SAD sobreviverem. Ajustar a despesa às receitas geradas. Por isso é que durante os cinco anos subsequentes a SAD e o Clube deram lucro. Foi possível a partir daí recuperar a nossa capacidade competitiva e chegar aos títulos com estádios e pavilhões cheios. Hoje, os ordenados no Sporting CP são baixos e os quadros são em grande parte, muito bons.

Em Abril de 2013 os funcionários do Clube foram todos chamados ao auditório e cara a cara foi-lhes transmitido o que se estava a passar. Com verdade, com coragem, assumindo os factos. Nada disso se passou agora. Ninguém da administração deu a cara nem assumiu o porquê.

O argumento financeiro não colhe. Foi uma decisão política, não tenho dúvida. Ao longo destes dois anos estoiraram-se dezenas de milhões de euros em contratações falhadas, pagaram-se dezenas de milhões de euros de comissões e agora é para poupar um milhão/ano que se afastam pessoas tão dedicadas, competentes e apaixonadas pelo Sporting CP? Caso contrário como se justifica que Paulo Gomes e Tomás Morais que se atropelam na Academia e fazem exactamente a mesma coisa possam coexistir? Bastaria ainda que Hugo Viana fosse competente e resolvesse o problema de ter € 7M de custo salarial dos jogadores excedentários encostados. A decisão é política, no meu entender injusta e fica na consciência, se a tiverem, dos mesmos.

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