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ANO NOVO CHEIO DE ESPERANÇA
E continuam por se arrumar, de vez, as questões relacionadas com a readmissão de Bruno de Carvalho (e Alexandre Godinho). Creio que prolongar no tempo esta questão será mais prejudicial ao CD actual.
Imagem de destaque08 Jan 2021, 10:33

A equipa de futebol tem tido um rendimento que a todos os sportinguistas agrada. A caminhada, no campeonato, tem superado todas as expectativas e é bem real a possibilidade de defrontar o Benfica, com uma diferença de 6 pontos, contando que a nossa equipa consegue manter o percurso de vitórias até lá.

A mudança de paradigma no mercado parece ter sido fundamental para o que agora vivemos. Ao invés de se isolar o treinador das escolhas dos reforços, a intervenção (ou as exigências) de Rúben Amorim parecem ter trazido um critério muitíssimo melhor do que tinha sido seguido, até então.

Desperdiçam-se, hoje, menos recursos e o rendimento, em campo, é muitíssimo melhor. Este encarrilhar de processos parece ter proporcionado uma menor exposição pública do Presidente, o que o defende a ele e defende a equipa de futebol. Esta época no futebol é um exemplo de como a omissão do Presidente pode ser positiva, deixando que a estrutura por si criada funcione com um normal grau de autonomia. Neste caso, a estrutura resume-se ao bom senso do treinador, que tem tido um discurso positivo, sem deixar de se responsabilizar a si aos seus jogadores.

As expectativas são animadoras para os Sportinguistas e o verde torna a ser símbolo de esperança para todos nós.

Porém, não está tudo bem, no reino do Leão. Os acontecimentos dos últimos meses, protagonizados por um grupo de associados e pelo PMAG, deixam adivinhar a continuidade de uma conflitualidade que é patente, desde há cerca de um ano. O PMAG continua a funcionar como bloqueio aos direitos dos associados que, bem ou mal, ainda são os “donos” do clube. A constante negação das iniciativas dos sócios, com base em interpretações próprias que buscam sustentação num espírito da norma mais “etéreo” do que seria usual, só alimentam e instigam um sentimento de agressividade para com os Órgãos Sociais.

Posso até perceber que o PMAG queira agir como garante da estabilidade institucional. Mas essa estabilidade deve ser fomentada pela normal relação entre todos os órgãos sociais e não pela imposição do PMAG, que até nem tem, nas suas atribuições, essa tarefa. O PMAG é o garante dos sócios e não dos titulares dos órgãos sociais eleitos.

E continuam por se arrumar, de vez, as questões relacionadas com a readmissão de Bruno de Carvalho (e Alexandre Godinho). Contrariamente ao que possa parecer, eu creio que prolongar no tempo esta questão será mais prejudicial ao CD actual. Os sócios devem ser chamados a enterrar este assunto de vez, como disse. Ao impedir que os sócios exerçam os seus direitos (a coberto de identificar a figura do abuso de direito) , o PMAG só está a conter e a alimentar a motivação dos promotores de tais iniciativas. Apesar de o momento do futebol ser bom, logo que as coisas corram pior, este sentimento que vai crescendo em alguns associados  manifestar-se-á forma mais veemente e continuará a contribuir para uma instabilidade mais séria.

Um Bom Ano 2021 para todos!

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