summary_large_image
APROVAÇÕES, EMPRÉSTIMOS E ELEIÇÕES DO RIVAL
É com muita pena que verifico que se perderam mais quatro anos e nada foi feito quanto aos nossos sócios que estão fora da área metropolitana de Lisboa.
15 Out 2021, 18:30

Almocei esta semana com um amigo que tem responsabilidades de alto nível numa instituição financeira portuguesa. Sócios e Adeptos confessos do Sporting CP, trocávamos opiniões sobre o momento actual do Clube.

Admitimos ambos que o Conselho Directivo pudesse sentir bastante embaraço em não ver, nesta altura, as suas contas nem orçamento aprovados, sobretudo quando está pressionado para lançar um prospecto de um empréstimo obrigacionista, dentro de semanas, em Novembro, que é tão ou mais importante que o de 2018.

Apesar de ser um empréstimo promovido pela SAD, ainda assim não é “simpático” verificar que o seu principal e maioritário acionista esteja nesta instabilidade corporativa.

Por outro lado, a CMVM poderá eventualmente colocar reservas ao mesmo ou assinalar o facto, o que só por si não é positivo.

Varandas, Rogério e seus pares, em meados de Abril, porque a nossa equipa ia com 10 pontos de avanço sobre os rivais, prevendo a conquista do título de campeão nacional sénior de futebol podiam ter convocado a Assembleia Geral para aprovar as contas de 2020 e o orçamento de 2021.

Nessa altura, estou em crer, os sócios, muito provavelmente, iriam comparecer de forma massiva, ratificariam a proposta da direcção e aprovariam as contas e o orçamento.

Os obrigacionistas, por sua vez, estariam mais predispostos a subscrever um novo empréstimo obrigacionista de € 50 milhões motivados naquele momento pela expectativa de conquista do desejado campeonato e emocional entusiamo clubístico. Esse valor serviria para liquidar os cerca de € 26 milhões mais juros do empréstimo que se vence agora em Novembro. Esta gestão dinâmica da dívida, no meu entender, seria adequada e teria acolhimento quer dos sócios quer dos investidores.

Nesta conversa, as eleições mais participadas da história dos nossos rivais mereceram a minha análise pelo facto de cerca de 20 casas espalhadas pelo País terem permitido que os sócios do SL e Benfica pudessem votar de forma decentralizada.

Recordo que em Maio de 2020 escrevi um requerimento ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting CP, Rogério Alves, a solicitar a introdução na ordem de trabalhos de uma Assembleia Geral, o voto descentralizado nos Núcleos. Este requerimento tinha em anexo uma proposta de procedimentos que, apesar de serem anteriores às duas últimas eleições do SL Benfica, verifiquei que, por acaso, são muito similares.

Caso não haja uma antecipação das eleições no nosso Clube, as mesmas serão entre Março e Abril de 2022. É com muita pena que verifico que se perderam mais quatro anos e nada foi feito quanto aos nossos sócios que estão fora da área metropolitana de Lisboa.

Registo, portanto, com agrado os rumores que Rogério Alves não continuará nos Órgãos Sociais do Sporting CP. É no meu entender desejável e salutar. No entanto, como qualquer Sportinguista, estaria disposto a colaborar com ele e com a Mesa da Assembleia Geral num modelo que permitisse, no próximo acto eleitoral, aos nossos sócios, votarem nos Núcleos, dando-lhes a dignidade e notoriedade que há anos merecem e reclamam.

  Comentários
Mais Opinião