summary_large_image
ARCOS E FLECHAS NO PLANTEL E A (VELHA) ARBITRAGEM
O campeonato tem apenas duas jornadas, mas já há velhos hábitos que teimam em não mudar. Diga-se que sem o foco total dos Sportinguistas neste paradigma e dificilmente alguma vez mudará alguma coisa.
Imagem de destaque08 Out 2020, 10:00

O campeonato tem apenas duas jornadas, mas já há velhos hábitos que teimam em não mudar. Diga-se que sem o foco total dos Sportinguistas neste paradigma e dificilmente alguma vez mudará alguma coisa. Os anos vão passando, os protagonistas vão alternando, mas o sistema da arbitragem mantém-se sempre ligado a poderes obscuros. Como dizia um velho capitão dos tempos áureos do apito dourado, e adaptando à realidade atual, a arbitragem só tem uma cor: azul e vermelho. O VAR veio trazer mais justiça e menos variáveis de decisão humana ao jogo, embora ainda haja muito a alterar e melhorar. Ficam de fora algumas decisões mais subjetivas e com influência direta no desenrolar de um jogo, como o critério de faltas e disciplinar. São já vários os anos em que o Sporting é a equipa dos três grandes com o menor rácio de cartões amarelos/vermelhos versus faltas assinaladas. Esta época ainda agora começou e a tendência mantém-se como nas anteriores. No primeiro jogo em Paços de Ferreira fizemos 12 faltas e fomos admoestados 6 vezes com cartão amarelo. É um rácio absurdo e que podia ter tido influência direta no resultado. Nestes jogos iniciais, com o Sporting com menos um jogo, o Porto é admoestado com o cartão amarelo a cada 18.33 faltas, o Benfica a 4.71 e o Sporting a 4.57. É importante estarmos atentos a estes valores de forma a ir monitorizando as tendências e os critérios dos senhores do apito.

O mercado de transferências leonino prometeu e acabou na linha da meta com um sabor agridoce. Vai ficar marcado pela falta do avançado, que poderia ter sido o click que nos permitiria atacar com convicção voos mais altos, e pela chegada do nosso João Mário. A ausência do homem golo acaba por ser muito frustrante, ainda mais quando nas restantes aquisições se acrescentou quantidade e qualidade. Não há explicação possível – desde a época passada que era evidente a sua necessidade – e veremos no futuro os custos ou não desta incapacidade negocial. Destaco o aumento de qualidade global do plantel (a base era muito fraca) e sobretudo a competitividade na luta pelo lugar no onze em várias posições que iremos observar ao longo da época. Nesta fase dificilmente haverá dois adeptos que acertem no mesmo “melhor onze”. Gostava também de salientar a importância que Rúben Amorim terá nesta época. O sistema de jogo mais apreciado pelo nosso treinador é sabido e as contratações já terão sido feitas a pensar nele. Tenho curiosidade em ver como alguns elementos serão adaptados ao mesmo e de que forma se irá potenciar os dois reforços que acredito que farão a diferença este campeonato: João Mário e Pedro Gonçalves. Nota negativa para a incapacidade de colocar\vender vários dos jogadores dispensados. O seu custo associado aliado à ausência de receita da sua saída daria uma folga para o reforço de posições carenciadas no plantel.

O plantel leonino tem vários arcos e poucas flechas. Será fundamental ter três ou quatro jogadores, além de Sporar, a marcar mais de 10 golos. Estará aqui a chave da época e a resposta à não aquisição do avançado goleador.

Uma nota final para o João Mário. Um clube de futebol vive também de ídolos. De referências. Da sua história. Ainda mais um clube formador. Este devia ser sempre o ciclo de vida dos nossos meninos. O Sporting, os jovens jogadores do plantel, os adeptos e sobretudo as crianças agradecem.

  Comentários
Mais Opinião