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COISAS QUE SÓ A NÓS ACONTECEM – CAPÍTULO TAÇA DA LIGA
Infelizmente parece que para nós o caminho é sempre mais difícil de percorrer, há sempre mais obstáculos a contornar.
23 Jan 2021, 09:20

A resiliência do nosso Clube e dos nossos Sócios e Adeptos é imensa. Essa resiliência é posta à prova com especial incidência na Taça da Liga, talvez por serem poucos jogos e por isso serem quase sempre decisivos, talvez por frequentemente nos cruzarmos com os rivais, a verdade é que da longa série das “coisas que só a nós acontecem”, algumas das mais ridículas e caricatas situações acontecem na Taça da Liga.

A Taça da Liga tem logo à partida o seu quadro competitivo “formatado” à medida para terminar com pelo menos um dos grandes na final, tentando através desse formato afastar do acesso à final four os clubes mais pequenos. Mas como seria difícil afastar o Sporting dessa forma, é durante a competição que se concentram as vontades de afastar o Sporting da posição de vencedor.

Esta competição nem é particularmente interessante, não dá grande prestígio, e mesmo assim o tratamento que nos dão é este. Imaginemos por 1 minuto o que não fariam caso fosse uma competição prestigiante ou desse acesso, por exemplo, à Liga dos Campeões… quer dizer, pois, isso é o que nos fazem/reservam no Campeonato.

Foi logo no segundo ano de competição que aconteceu o célebre lance do penalty assinalado contra o Sporting num lance em que o nosso jogador – Pedro Silva – cortava a bola com o peito. Conseguia assim o Benfica concretizar esse penalty e arrastar o jogo para o desempate por grandes penalidades, onde acabariam por ganhar. Passados que estão 12 anos, a comunicação do Benfica fez questão de recordar nas redes sociais esta semana essa vitória, que ficou conhecida pela Taça Lucílio Batista”, demonstrando assim que a falta de vergonha é coisa abundante naquela casa.

Passados uns anos, em 2014, quando o Sporting começava a demonstrar que estava de novo a querer disputar as competições, aconteceu um célebre atraso na entrada em campo para a segunda parte da equipa do FC Porto, para que o jogo do Sporting acabasse antes e assim tirar daí os devidos benefícios. Ora esse comportamento, no mínimo pouco ético, foi dirimido na justiça desportiva, justiça essa que em vez de aplicar os regulamentos preferiu fazer de marketeer criativo dando à luz o conceito de “intencionalidade sem intenção de prejudicar terceiros” que ficou conhecido como o “dolo sem intenção”, ilibando assim o FC Porto de tal comportamento e não permitindo que o Sporting seguisse em frente.

Assim, e ao olhar de um Sportinguista, dado o histórico, quando se vê o caso dos “falsos positivos” – que são normais em testes, assim como o são os “falsos negativos” – em que a pronta reação que isso gerou por parte do Laboratório, e o facto de as entidades responsáveis não terem permitido a utilização dos nossos jogadores, fez-nos imediatamente desconfiar que para além de a razão estar do nosso lado, a regra que foi aplicada foi a mesma de sempre e que se aplica de forma transversal, a regra que “na dúvida decide-se contra o Sporting” seja no campo ou fora dele… E eu acrescento que às vezes nem dúvidas existem.

Infelizmente parece que para nós o caminho é sempre mais difícil de percorrer, há sempre mais obstáculos a contornar, mas que tem um retorno, o retorno das vitórias se tornarem mais saborosas, foi assim contra o FC Porto e espero será assim contra o Braga.

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