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DDT DECIDIU! NÃO TEREMOS AG!
Quanto à entrevista do Presidente: um discurso miserabilista, sem carisma, com total alheamento da realidade, acreditando e tentando fazer passar a mensagem de que estamos no caminho certo.
12 Fev 2020, 08:00

Rogério Alves, doravante designado por Dono Disto Tudo (DDT), decidiu, mais uma vez, atropelar os estatutos que regem o nosso Clube, o Sporting Clube de Portugal.

Vamos por partes:

Eu não concordo com a banalização de Assembleias Gerais ‘destitutivas’, sob pena de tornarmos ainda mais ingovernável o nosso Clube.

Este Presidente há muito que deixou de ter condições de governabilidade. Não por culpa dos Sócios, não por culpa dos Adeptos, mas sim pela sua visível incompetência de gestão conjugada com a sua incapacidade de ser um líder agregador e mobilizador e, com isso, galvanizar o mundo Sporting.

Acredito na democracia, acredito nos mandatos. Agora, não me peçam que, por causa disso, tenha de ir até ao penhasco e atirar-me desamparado!

Este Presidente não tem condições para continuar a liderar os destinos do nosso Clube.

A narrativa de que só tem dois anos de mandato e que não teve tempo é, tão só, descabida.

O Dr. Varandas não tem perfil para Presidente. Podemos dar as voltas que quisermos, mas, infelizmente para o SCP, é um FLOP que, quanto mais tempo estiver na Presidência, mais danos irá causar. E o Dr. Varandas consegue, infelizmente, provar diariamente esta tese.

Este Presidente e esta Direção não deveriam ser destituídos, deveriam sim demitir-se dando assim uma prova inequívoca de Sportinguismo.

Voltando aos estatutos e à AG, não me parece que nos primórdios democráticos faça algum sentido o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, que foi eleito para a posição que ocupa pelo Conselho Diretivo, tome uma decisão sobre algo em que é parte interessada.

E isto leva-me a ponderar seriamente o regresso a um modelo que já usámos no passado, em que se votava de forma independente para cada um dos órgãos, Conselho Diretivo, Mesa de Assembleia Geral e Conselho Fiscal e Disciplinar.

Isto traria uma efetiva independência a estes Órgãos Sociais, para, por exemplo, julgarem temas como este, sem que sejam confrontados com um evidente conflito de interesses, que é julgar matéria com esta complexidade sem amarras e com o único propósito de defender os superiores interesses do SCP.

O DDT sempre fez o que quis e lhe apeteceu no SCP. Infelizmente não é a primeira vez que tem um cargo de importância no Clube, coincidência ou não, sempre em momentos negros na vida e na História do Sporting. E sempre nos habituou a uma narrativa onde as figuras de estilo, os adjetivos, os substantivos, são tão sofisticados mas que, bem espremidos, são uma mão cheia de nada.

Sobre Domingo passado importa deixar claro duas importantes notas:

1 – É obrigatório identificar os dois alegados agressores, responsabilizá-los criminalmente e, no caso de serem Sócios do Clube, abrir de imediato processo disciplinar com vista a uma possível expulsão de Sócio;

2 – Não podemos permitir, já que a Comunicação Social o fez em uníssono sabe-se lá a defender os interesses de quem, que o nosso Conselho Diretivo use o comportamento de dois criminosos como borracha para apagar aquilo que foi a maior manifestação de sempre contra um Presidente do Sporting ou de qualquer outro clube em Portugal. Foram mais de 4.000 pessoas, foram Homens e Mulheres livres, dos mais jovens aos com mais idade, e, muitos deles, sem qualquer ligação às Claques, que se manifestaram de forma genuína, legítima e pacífica sobre o Rumo que tem sido seguido pelo atual Presidente.

O Presidente do SCP tem sinais efetivos do descontentamento generalizado.

O SCP está difícil de governar porque este Presidente não o soube unir, ao contrário do que prometeu.

A narrativa que não podemos unir quem não quer ser unido é para tolos!

Nós seremos unidos, com um Presidente aglutinador, um Presidente exigente para com tudo e com todos, um Presidente que nos defenda em todas as instâncias do futebol Português, e aí poderá contar connosco, com 3,5 milhões de Sportinguistas para o defender nos cafés, nos restaurantes nos estádios, em todo o lado.

Agora, sejamos sinceros, o Presidente não aglutina ninguém; a exigência, como se percebe pelo futebol profissional, é inexistente; perdermos passou a ser normal; termos a pior época de SEMPRE está a ser levada com uma leviandade gritante e chocante, e já parece que é normal e habitual; e, por fim, não somos respeitados por ninguém. As instâncias não nos respeitam, os árbitros não nos respeitam, perdemos toda a força institucional. É nisto que, infelizmente, o SCP se tornou.

Por que é que esta Direção não convoca eleições antecipadas e deixa os verdadeiros donos do Clube, os Sócios, decidirem o nosso futuro?

Estará assim tão agarrada ao poder?

Quanto à entrevista de Frederico Varandas, infelizmente não tenho nada a acrescentar.

Um discurso miserabilista, sem carisma, com total alheamento da realidade, acreditando e tentando fazer passar a mensagem de que estamos no caminho certo (autismo puro em estado agravado) e que apenas as Claques são o único mal do clube. Estejamos todos cientes do seguinte: sem as Claques iremos estar nos estádios a cantar, com as mãos dadas, o ‘kumbaya’ – rumo ao sucesso!

As Claques têm sido um bode expiatório perfeito, mas a verdade é que também têm dado balões de oxigénio a esta Direção com comportamentos que não deveriam ter lugar no Sporting Clube de Portugal.

As Claques devem apoiar o Sporting durante os 90 minutos com os cânticos e com aquela energia que faz os miúdos quererem ser deste clube. E muita da alma e da chama que faz os miúdos serem do SCP, tem muito que ver com a energia que é passada pelas Claques durante todos os jogos, seja no futebol profissional masculino ou em qualquer modalidade.

As Claques são essenciais para o jogo, são essenciais para o ambiente, são parte integrante do espetáculo.

Contudo, na minha opinião, não se podem manifestar contra o Presidente durante o jogo. Se o querem fazer, e é legítimo e democrático que o queiram, façam-no no final dos jogos.

Não podem estar 45 minutos em greve, demitindo-se de ser Sporting.

Não podem atirar tochas e parar um jogo durante cinco minutos. Não têm esse direito!

As Claques terão bons e maus elementos, como acontece em todos os Grupos organizados. Contudo, com estas atitudes que em nada dignificam o nome das Claques, alimentam a tese de que as Claques são um grupo de vândalos, malfeitores e drogados. Esta tese é usada no sentido de que, qualquer incidente que exista, ela será SEMPRE usada e culpada dos mesmos de sempre e seu bode expiatório útil.

E aí, os GOA – Grupo Organizado de Adeptos não têm tido inteligência emocional. Estão a fazer exatamente o que este Conselho Diretivo quer e precisa para poder respirar e arrastar-se.

As Claques são essenciais e, como em tudo, terão de ter direitos e deveres. Espero que, daqui para a frente, sejam novamente as Claques de que o Sporting precisa, que apoiem a equipa e o Clube durante os 90 minutos, e que, se pretendem manifestar-se contra o Presidente, que o façam pacificamente quando os jogos acabam.

Isso sim, é fazer aquilo que é importante: defender os superiores interesses do Sporting Clube de Portugal!

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