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DINÂMICA DE VITÓRIA
Esta terça-feira, temos um Sporting-Porto para a Taça da Liga, onde vencer tem de ser a palavra de ordem.
18 Jan 2021, 09:00

O prenúncio, na passada segunda-feira no Funchal, para a Taça de Portugal, não foi bom. Ao não apresentar-se com a melhor equipa em campo, o Sporting deu “alma” ao Marítimo de que seria possível eliminar os verdes e brancos. Uma derrota por 2-0 a favor dos insulares redundou na primeira derrota para competições nacionais e, consequentemente, a perda da segunda competição da época, restando agora, somente, o Campeonato e a Taça da Liga. Uma das poucas “leis” imortais do futebol é a seguinte: Em equipa que ganha não se mexe. Isto implica que a dinâmica de vitória seja um bem mais importante que a troca de um ou dois jogadores por lesão ou castigo, em jogos vindouros. Quebrando a dinâmica de vitória, a pressão e ansiedade aumentam para o jogo seguinte, perturbando o foco necessário para a obtenção de objetivos. E pode transformar-se numa espiral negativa. Precisamente por isso, o pior que se pode fazer é desvalorizar derrotas, ainda para mais quando ditam eliminação de provas. No Sporting, e não é só de agora, há sempre muitos que se apressam a desculpar as falhas, acreditando que é com wishfull thinkings que se resolvem as coisas. Nem tão pouco se viu um discurso vigoroso de que o adversário seguinte, o Rio Ave, teria de “pagar” pela eliminação na Taça de Portugal.

Em dia de clássico a norte, o Sporting defrontava o Rio Ave, com quatro jogadores que já passaram por Alvalade: Coentrão, Mané, Geraldes e Dala. Nem todos foram bem tratados na sua saída, o que faz com que os jogadores façam ponto de honra em dar o seu melhor contra o Sporting. Esta falta de savoir faire no trato com os jogadores tem custado muitos pontos ao Sporting ao longo da história. Prova disso são os jogos que João Vieira Pinto fazia contra nós, liderando equipas futebolisticamente inferiores, como ponto de honra, dadas as declarações pouco abonatórias de dirigentes do Sporting, iniciadas por Sousa Cintra. Já para não falar que, estranhamente, só com o Sporting é que os jogadores cedidos jogam. Em casos análogos, em jogos de rivais, há sempre uma lesão ou um castigo…. O que fica para a história, é que se mantêm os quatro pontos de avanço sobre os rivais, mas passa a dois jogos sem vencer. Esta terça-feira, temos um Sporting-Porto para a Taça da Liga, onde vencer tem de ser a palavra de ordem. Adquirir ascendente sobre a equipa nortenha e quebrar um ciclo negativo, antes que se torne numa bola de neve. Muita atenção à pressão que Francisco J. Marques e os “peões” azuis e brancos das TVs e redes sociais começaram já a fazer na arbitragem, desde sexta-feira, após o clássico. O objetivo deles é para esta terça-feira. Um teste também para a 3ª época desta Direção, visto que, em 13 clássicos, apenas logrou desfeitear por 3 vezes os adversários (Benfica na Taça Portugal 19/20 e Porto para Taça da Liga e Taça de Portugal também em 2019).

A semana passada, após a eliminação da Taça de Portugal e a apenas dois dias dum jogo importante, que podia valer “seis pontos”, o foco dos dirigentes do Sporting também não foi o melhor. Soube-se de um despedimento coletivo envolvendo pessoas, tanto da SAD, como do Clube (1) (2). Quando se tem um conjunto de jogadores com guia de marcha, com massa salarial anual de sete milhões de euros (3), torna-se chocante despedir funcionários com vários anos de casa. Mais ainda quando se vê alguns entusiastas apoiantes da atual Direção, em plena pandemia, regozijando-se pelo despedimento desses colaboradores. Alguns vieram mesmo para a página do Leonino, afirmando com satisfação, que o Leonino teria perdido as suas fontes. Não há muito tempo, com outra Direção, muitos sabiam que quanto mais cultura de medo e perseguição existe numa organização, mais denuncias e fontes anónimas vazam para o exterior. Percebo que o relógio eleitoral para 2022 já começou em contagem decrescente, mas duvido que esta estratégia funcione. O epílogo de 2018 deveria servir de aviso e não de exemplo a replicar.

Por último, lembrar que o Leonino comemorou o seu primeiro aniversário, no dia 15 de Janeiro. Um ano em que, por todos os motivos, foi extremamente exigente, com enormes desafios, desde a sua implantação ao seu crescimento. É pois com orgulho que, no momento em que escrevo este 53º artigo, constato que esses desafios foram superados, observando o Leonino, neste momento, como incontornável para os que acompanham a realidade Sportinguista mais de perto. Envio pois uma palavra de apreço para todos os que contribuem diariamente para publicação, para todos os atuais e ex-colunistas, bem como a si, caro leitor, que nos tem acompanhado.

Diretor Leonino

 

  1. https://leonino.pt/varandas-afasta-responsaveis-pelas-ags/
  2. https://leonino.pt/sporting-cp-avanca-para-despedimento-coletivo/
  3. https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sporting/detalhe/excedentarios-no-sporting-cinco-casos-em-banho-maria
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