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E TUDO POTE LEVOU
É de realçar, ainda assim, o magnífico percurso que o Sporting tem feito até ao momento, alcançando um recorde de pontuação que contava com 25 anos de ininterrupta ameaça.
29 Nov 2020, 11:04

Mais uma semana na liderança para a equipa comandada por Rúben Amorim. Relembrando aquilo que escrevi numa das últimas crónicas, esta equipa tem vontade de chegar longe, o que tem um valor inestimável. O jogo de ontem foi tudo menos fácil para o Sporting. O começo foi atribulado e um lance infeliz de Luís Neto colocou o Moreirense em vantagem em Alvalade. No entanto, o Sporting prontamente seguiu em busca do golo e assim o logrou, claro, através do inevitável Pedro Gonçalves. Uma contratação certeira para esta época, que vem vestindo a capa de super-herói, ao estilo de Bruno Fernandes, assegurando golos e desbloqueando jogos que parecem impossíveis de vencer.

Com o marcador em 1-1, o Sporting foi tentando romper a defesa de um super organizado Moreirense, mas faltou sempre velocidade, dinâmica e algum rasgo de criatividade. Numa das poucas vezes que a equipa leonina o conseguiu fazer, o desinspirado Sporar esteve à beira de fazer o golo, não fosse a trave negá-lo.

À entrada para o segundo tempo, seguiu-se mais do mesmo. Uma noite de futebol algo apático, sem grande magia, apenas abrilhantada por alguns momentos de maior brilhantismo de Pedro Gonçalves. Primeiro, com um remate à barra da baliza de Pasinato – E que golo teria sido! – e, não muito depois, com um remate certeiro, que dá origem ao 2-1. Ainda que Pasinato fique mal na fotografia, há que dar o devido destaque a Pedro Gonçalves, que não tem medo de encher o pé, seja de onde for, e tentar resolver os jogos da sua equipa. Passando para a frente do marcador, o Sporting mais não teve de fazer senão gerir o tempo e o resultado, até ao apito final. Em suma, o Sporting teve um jogo muito complicado, contra um Moreirense super organizado. Ainda que os leões tenham dominado o jogo do princípio ao fim, fica bem visível que nem todos os jogos serão de goleada e que a equipa de Rúben Amorim terá de encontrar outros argumentos para vencer, para não ficar demasiado dependente de Pedro Gonçalves. É de realçar, ainda assim, o magnífico percurso que o Sporting tem feito até ao momento, alcançando um recorde de pontuação que contava com 25 anos de ininterrupta ameaça.

Nota, ainda, para a exibição de João Palhinha, que está feito um super jogador! Nada a ver com o “miúdo” que saiu de Alvalade, inexperiente e com dificuldades em afirmar-se em campo. A vitória de hoje deve-se muito, também, ao que o jogador correu, às linhas de passe que cortou, à quantidade de vezes que foi à luta, deu o corpo às balas e intercetou bolas. Uma surpresa agradável (mais uma) desta época 20/21 e que dá, sem qualquer dúvida, mais segurança à equipa.

Por fim, segue a minha nota de pesar para o falecimento, ao dia de ontem, do “Rei das Subidas”, Vítor Oliveira. Uma figura icónica que, infelizmente, parte demasiado cedo. Uma perda inestimável para o futebol português.

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