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FILHO DE UM POLVO MENOR…
Eu não me esqueço do mal que ele quis infringir ao Sporting CP quando tudo fez em Junho/Julho de 2018 para que os jogadores do Sporting CP, na sequência de Alcochete, apresentassem a rescisão.
09 Jul 2021, 10:00

Na passada sexta-feira a RTP1 exibiu um programa, “Sexta às 9” onde o tema abordado foi a suspeita promiscuidade entre a Câmara Municipal de Lisboa, a Câmara Municipal de Odivelas e o Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol, liderado há 17 anos por Joaquim Evangelista.

Ora, nesse programa ficou exposto que o Sindicato dos Jogadores, não tendo como objecto social actividade que lhe permita o aluguer de instalações desportivas, recebeu do município de Lisboa nos últimos três anos mais de Um Milhão de Euros, para acomodar um clube da cidade que precisava de campos para treinar. Isto porquanto a edilidade, incompreensivelmente, não tem instalações desportivas suficientes para que os jovens do concelho possam praticar desporto…

O senhor Evangelista, mesmo sabendo que existia e existe uma pretensão válida por parte do FC Odivelas em retomar a sua actividade e naturalmente recuperar as suas instalações, decidiu ainda assim ocupar as mesmas que o Sporting CP, já no nosso mandato, ainda em 2013, e muito bem, entendeu libertar.

Faço esta resenha para esclarecer que há cerca de dois anos, mais propriamente na Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol de 22 de Junho de 2019, proferi uma intervenção que resumo aqui:

“Há cerca de um ano atrás o futebol português, por via do Clube do qual sou associado, viu-se envolvido em episódios que são de todos conhecidos e que foram de lamentar. O que sucedeu no Clube em causa, pelo impacto social e transversal que este representa na sociedade portuguesa provocou um abalo no futebol português.

Caso venham a verificar-se no futuro próximo, incidências, mais graves ainda, noutras instituições, terá de ser a Federação a assumir o papel de pilar da sustentabilidade e da credibilidade do futebol português. Mas ainda que esse potencial terramoto possa não ocorrer, mais se justifica que a Federação chame a si a defesa da transparência e da verdade desportiva.

Independentemente das nuvens que têm pairado sobre as estruturas do futebol português é importante manter o foco e o crescimento.”

Já nessa altura, ou seja, há dois anos atrás, era previsível este desfecho relativo a Luis Filipe Vieira.

O senhor Evangelista, delegado na Assembleia Geral em representação do Sindicato dos Jogadores, na sequência da minha intervenção, enfiou a carapuça e fez-me um ataque feroz, em defesa das suas damas – O SL Benfica e Luis Filipe Vieira.

Vou agora assistir de palanque ao senhor Evangelista a defender Luis Filipe Vieira. Eu não me esqueço do mal que ele quis infringir ao Sporting CP quando tudo fez em Junho/Julho de 2018 para que os jogadores do Sporting CP, na sequência de Alcochete, apresentassem a rescisão, para mais inspirados nas cartas apresentadas pelos jogadores representados por Jorge Mendes.  Provado que está que a anterior direcção do Sporting CP nada teve que ver com os ataques à Academia, foi uma atitude vergonhosa prejudicar uma instituição que tanto deu e continua a dar ao futebol português.

Evangelista, em vez de ter uma atitude correcta, conciliadora e compreensiva, defendeu publicamente o indefensável.

Passado este tempo chegamos à triste, mas fatal conclusão de que ambos, Evangelista e Vieira, estão claramente a mais no futebol português. Os vícios, acumulados ao longo de quase duas décadas ininterruptas de liderança das respectivas instituições, são notórios e serão as próprias a expurgar as suas excrescências.

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