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MIGUEL CAL – O GUARDIÃO DA MARCA SPORTING (?)
Enquanto Guardião da Marca Sporting, Miguel Cal, ao invés de valorizar a marca e de a potenciar, fez exatamente o contrário, desprestigiando-a e retirando-lhe valor.
01 Abr 2020, 15:00

Após o Presidente do Sporting Clube de Portugal ter sido chamado pelo Ministério da Defesa para, enquanto médico militar, prestar serviço no combate a esta pandemia que, cada um de nós e à sua maneira, está também a enfrentar, Miguel Cal, administrador da SAD e responsável pela área de Marketing e de operações do SCP, decidiu demitir-se.

Miguel Cal, podemos arranjar todos os nomes pomposos que queiramos, mas, a verdade é que era o Responsável pela Marca Sporting. O Guardião da Marca Sporting. E o mínimo que pode dizer-se do seu percurso nestes anos é que falhou por completo na sua missão.

Numa entrevista ao jornal A Bola, a 24 de janeiro deste ano, Miguel Cal proferiu as seguintes declarações, que agora cito: “Está tudo bem, será o melhor ano do Sporting ao nível de receitas”. Como é óbvio, ninguém contava com esta pandemia, e por isso não se podia imaginar este contexto que vivemos.

Miguel Cal, desde cedo, posicionou-se pelas entrevistas que foi dando, como alguém que iria reestruturar as operações do Sporting e que iria salvar o Clube de uma desgraça empresarial que ele próprio tinha diagnosticado.

Criticou o estado em que encontrou as operações e serviços do Sporting Clube de Portugal, por não ter um diretor de Marketing, um diretor de IT, pelo facto de os funcionários estarem desmotivados, entre outras coisas.

Foi esta a radiografia que Miguel Cal fez quando chegou, tendo-se proposto automatizar sistemas a nível informático para facilitar a operacionalidade e transformar completamente a experiência de Sócios e Adeptos, quer fosse pela diversidade de produtos na Loja Verde, ou pela facilitação dos Sócios comprarem bilhetes através do site, da App ou dos Núcleos, potenciando em muito a venda e o arrecadar de receita.

Em poucas linhas, esta era a radiografia que Miguel Cal fez do Sporting, e este era o seu plano de ação para resolver alguns dos muitos problemas que identificou.

Concretamente e, infelizmente, nada disto aconteceu.

A vontade era muita, os resultados da equipa de futebol profissional masculino, real alavanca do clube, também não ajudaram é certo, mas com esta saída prematura veio-se a confirmar aquilo que todos já tínhamos percebido e que um velho ditado português traduz bem: “Muita parra e pouca uva”.

Miguel Cal, na minha opinião, mostrou uma total inaptidão para estar nesta posição por vários fatores.

Enquanto guardião da marca Sporting, responsável pela sua valorização, é inaceitável fazer declarações públicas, como as várias que fez, em absoluto conflito com a função que ocupa e a ridicularizar e a diminuir a marca, afirmando, por exemplo, que os colchões de Alcochete estavam rotos e foram trocados ou que os pagamentos eram feitos em dinheiro transportado em mochilas, e mais um punhado de comentários paupérrimos, feitos apenas para que esta Direção pudesse ganhar novo balão de oxigénio, não pelo mérito do seu trabalho, mas sim pela promoção da divisão que, desde o primeiro minuto, foi a estratégia usada pela Direção do dr. Varandas.

Enquanto guardião da Marca Sporting, continuou na sua senda de ridiculizar e desvalorizar a marca Sporting, afirmando, novo exemplo, que os nossos camarotes e a nossa zona corporate, comparadas com a dos nossos rivais, eram pobres e de qualidade inferior.

Imaginem o que é um investidor, um patrocinador ou parceiro do Sporting Clube de Portugal ler ou ouvir estas declarações e depois fazer contas ao dinheiro que nos aporta.

Enquanto Guardião da Marca Sporting, Miguel Cal, ao invés de valorizar a marca e de a potenciar, fez exatamente o contrário, desprestigiando-a e retirando-lhe valor. Tudo isto, apenas e só, com um único intuito: fazer passar a mensagem de que o Sporting estava de rastos e que tudo o que esta Direção fizesse, por mais pequeno que fosse, tinha uma repercussão de efeito enorme.

Assim, contata-se que, Miguel Cal e esta Direção, em todas as suas ações demonstram que não agem em função dos superiores interesses do Sporting, mas sim dos superiores interesses, individuais e coletivos, da Direção.

Costuma dizer-se que “Com amigos destes não precisamos de inimigos”. A história fará o seu julgamento e ditará a sua sentença mais tarde, e esperamos todos que as reais razões para a saída intempestiva de Miguel Cal da administração da SAD sejam verdadeiramente conhecidas.

  Comentários
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O Sporting CP só se poderá levantar, no curto prazo, se o atual Presidente tomar a única decisão possível e aceitável, e que é demitir-se!
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Gonçalo Fernandes
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Gonçalo Fernandes
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