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NEM UM CÊNTIMO PARA PSEUDO-CLAQUES
Que os núcleos falem. Que as filiais falem. Que deem a sua opinião. Pois não se pode decidir sem se saber ouvir.
29 Jan 2020, 09:00

Errar é humano. Só não erra quem não tem nada que fazer ou não tem qualquer responsabilidade.

Mas há que reconhecer que quando se cometem erros, pelo menos deve-se tentar ouvir os outros, mesmo que não se queira, a fim de reconhecer quais as falhas e como se podiam ter evitado.

Senão vejamos: a direção do Sporting CP sem ter o conhecimento de quem deveria ter dispensado (como por exemplo o Bas Dost e outros) menosprezou qualquer cuidado na contratação de atletas que não tinham as mínimas condições, na maioria dos casos a competência e capacidade, para jogarem no Sporting Clube de Portugal! Clube com uma história de grandes ídolos e grandes feitos no passado. Algo que, como é do conhecimento de todos os Sportinguistas e não só, não temos tido exemplos desse velho passado.

Pois assim é que, na realidade, não houve o cuidado de fazer as devidas contratações tal como os já ditos despedimentos de funcionários. Ora, então vêm as contratações e aí eu digo: sem responsabilidade! Pois que as diferenças de contratações e receitas monetárias não foram grandes. Ora, tendo atletas competentes, foi-se comprar e gastar sem que tivessem tido as precauções de uma gestão cuidada com vista à otimização de recursos, sendo que os resultados alcançados até ao final da primeira volta são aqueles que todos nós sabemos.

Exige-se assim o devido cuidado de, num futuro próximo, contratar atletas competentes para um elevado desempenho e rendimento na equipa de futebol sénior e não só.

Ainda as CLAQUES

Como referi na semana passada, na minha opinião, as claques devem ser todas organizadas, sabendo quem são os líderes de cada uma delas, seja de que clube for, ficando com a certificação cadastral obrigatória em arquivo, para que em caso de desacatos – dentro ou fora do estádio, quando se realizam os respetivos jogos – todos, depois de identificados, sejam responsabilizados pelos atos praticados. Sou a favor das claques organizadas, com as respetivas regras, e que as mesmas sejam sempre acompanhadas aquando das entradas dos respetivos estádios, com a segurança necessária e normal para o mesmo. E que em caso de desacatos como atrás referidos, será bom que isso nunca aconteça, depois de identificados, os mesmos serem inibidos, por algum tempo ou definitivamente, dependendo do grau da responsabilidade que tenha tido na desordem.

Quanto às claques que não são reconhecidas pelos seus clubes, que nesse caso são pseudo-claques (ou outros nomes que queiram dar), tal como referido no texto anterior, os portugueses não devem gastar qualquer cêntimo que seja no acompanhamento desses grupos aos estádios, ou não tenha quaisquer outros atos relacionados com as claques, devendo ser o próprio clube ou cada um dos seus elementos (caso o clube não tenha qualquer ligação assumida com os seus membros) a assumir a responsabilidade e respetivos custos.

Cada um dos seus elementos deverá ser responsabilizado pelos seus atos praticados em desacatos ou outras situações que coloquem em risco pessoas e bens. E caso haja coragem para implementar estes e outros procedimentos, vamos todos assistir, com as respetivas famílias, ao desporto que todos nós gostamos.

Com isto, que a verdade desportiva comece a fazer sentido começando pelas claques. Para que as pseudo-claques se organizem e os clubes que em nada se querem responsabilizar pelas mesmas, se ponham fora de qualquer tipo de apoio, cumpram o que todos os clubes com claques organizadas, passem a ter os mesmos deveres e obrigações.

Reitero os meus votos:
Que os núcleos digam as suas opiniões.
Pois não se pode decidir sem se saber ouvir.

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