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NO RUMO CERTO
O rumo é, portanto, o certo: o das vitórias. E, caso estas se mantenham, brevemente, todos estaremos a gritar também por este Amorim, de olhos postos no futuro.
29 Jun 2020, 09:00

(Quatro notas curtas: Não me refiro às jornadas que aludiam a colocar o Clube com rumo e que geraram mais polémica pelos ausentes do que propriamente pelos presentes. É-me completamente indiferente o que ali se disse da mesma forma que não estou interessada em saber se Frederico Varandas proibiu  – ou deixou de proibir – Rogério Alves de integrar um dos painéis. Do pouco que ouvi, não me pareceu sair dali uma ideia verdadeiramente original e que não tenha sido já colocada, de uma forma ou de outra, a sufrágio, com exclusão da alusão à segunda volta, ideia que secundo. Note-se, contudo, que não acho a iniciativa criticável em si mesma, excepto se se destinar a lançar alguma candidatura, sem que os incautos que ali participaram tenham disso sido avisados. A única nota que deixo é que, na sua versão original, os painéis não contavam com qualquer mulher, sendo que a única participante apenas veio a ser chamada em função da desistência – ou o que se lhe quiser chamar – de Rogério Alves.

Por seu turno, Mathieu despediu-se dos relvados, por lesão, sendo que a homenagem que lhe foi feita, com os colegas a entrarem em campo com as camisolas com o nome daquele foi bonita. Esperemos que o Sporting Clube de Portugal possa aproveitar este atleta para outras funções, como foi anunciado ser intenção. Mathieu honrou sempre a camisola do Sporting e terá ainda muito para dar, ainda que fora do relvado.

Paralelamente, foi tornado público que o Conselho Fiscal e Disciplinar expulsou 24 sócios. Sendo uma decisão que, no fundo, me parece correcta, não pode deixar de se assinalar o erro de raciocínio de que enferma. Se a ideia era fazer depender a decisão do processo crime, o que sempre me pareceu errado já que existe plena independência entre os dois planos (o disciplinar e o penal), então resulta forçoso concluir que se teria de esperar pelo trânsito em julgado.

Uma última nota breve: hoje é dia de apresentação da nova roupagem do leão. Que seja a adequada a se celebrarem vitórias.)

 

O Sporting Clube de Portugal ganhou ao Belenenses, SA. Os eternos críticos dirão que se tratava de um jogo sem pressão e que nada representa, reconhecendo a vitória quase a contra-gosto. Até aqui, nada de novo, já que são os mesmos que insistem que foi o já referido protocolo com o Batuque que trouxe um dos melhores jogadores em campo [1].

Uma vez mais, em vez da tónica ser colocada na vitória e no magnífico jogador que Jovane Cabral se está a revelar, o que se tornou notícia foram as polémicas entre Viana e Rui Pedro Soares e a circunstância de, no intervalo, a equipa azul e branca ter pensado subir ao relvado na segunda parte. Quanto a estes dois incidentes e embora Viana não me mereça grande simpatia, não tenho grandes dúvidas sobre de que lado devemos estar. Já não vou, sequer, ao diferendo que Rui Pedro Soares provocou no clube que afirma dirigir mas não esqueço a sua carreira profissional prévia e tal basta-me para não entrar em desvarios de achar que possa ter razão.

Por outro lado, a decisão de repetição do penalty que tanta polémica tem dado revelou-se, segundo os próprios comentadores de arbitragem, correctíssima, pelo que a dita ameaça de recusa em jogar a segunda parte me parece mais chantagem emocional do que um protesto fundado. O que é certo é que arrepiaram caminho, sendo que, não restem dúvidas, para o Sporting Clube de Portugal é sempre melhor vencer no campo do que na secretaria.

De todo o modo, o que é certo é que, tal como já nos habituou, a comunicação social pegou mais nestes incidentes do que no de bom se revelou no relvado do Jamor.  E o que é certo é que fomos novamente felizes ali, embora desta vez com menor importância, seja relativa, seja absoluta.

Quanto ao jogo propriamente dito, Jovane Cabral parece ter encontrado o seu caminho e que é rumo à baliza. Do que se viu, Rúben Amorim está a apostar em sangue novo, vindo da formação, e esse mérito já ninguém lho pode tirar. Mesmo para os críticos, não dá para negar que a equipa está a encontrar a raça que lhe faltava. Daqui resulta, também, que a formação está a dar frutos e que não serão todos resultado desta direcção.

O rumo é, portanto, o certo: o das vitórias. E, caso estas se mantenham, brevemente, todos estaremos a gritar também por este Amorim, de olhos postos no futuro. Porque, como sempre aprendi, a sorte protege (principalmente….) os mais audazes.

[1] Facto que, conforme já tive oportunidade de deixar claro, é falso. O extremo não estava nesse contrato que conferia o direito de preferência dos leões sobre sete jogadores pré-identificados: Fabricio Kone; Admirson Soares; Walter dos Santos Waxel; Widilton Santos Waxel; Kevin Patrick Alves Fortes; Junior Jorge Coelho da Cruz e Julmiro da Silva. O que reiteradamente se tem afirmado esbarra, aliás, numa impossibilidade cronológica: o protocolo entre Sporting e o Batuque FC foi celebrado em setembro de 2017 e Jovane já vestia a camisola dos leões desde 2014/2015, nos juvenis, vindo do Grémio Nhagar.

A autora escreve de acordo com a antiga ortografia.

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