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NOVA ÉPOCA DE ESPERANÇA
Este rejuvenescimento do plantel acaba por trazer algum acréscimo de interesse e expectativa para o que será a competitividade do plantel.
Imagem de destaque03 Set 2020, 11:00

Iniciaram-se os trabalhos de preparação para a nova época, que todos esperamos que venha a ser bastante melhor que a última.

Não está ainda o plantel formado, a avaliar pelas notícias dos últimos dias, pelo que é de esperar que ainda se registem mais algumas (poucas) contratações. Verificamos que o plantel terá um número significativo de atletas jovens e formados no clube. Este rejuvenescimento do plantel acaba por trazer algum acréscimo de interesse e expectativa para o que será a competitividade do plantel.

Jogadores como Gonçalo Inácio ou Daniel Bragança são há muito falados como tendo qualidade para integrar o plantel do Sporting, juntando-se a Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Tiago Tomás, que acabaram por ter as primeiras oportunidades para jogar pela primeira equipa. Seria importante que estes rapazes pudessem ter ao seu lado atletas de referência, quer quanto à qualidade futebolística, quer quanto à experiência, que pudessem ajudar na evolução destes jovens, minimizando as dores de crescimento da equipa.

Infelizmente, pelo discurso dos nossos dirigentes, parece não haver dinheiro para trazer 2 ou 3 atletas de valia acima da média para ajudar na consolidação da qualidade da equipa de futebol. Vamos, então, esperar que este mercado seja mais certeiro do que tem sido, já que alguns dos reforços adquiridos já por esta administração estão na porta de saída, o que revela um certo grau de insucesso.

Palhinha foi reintegrado e, ao que parece, já não será transferido. Confesso a minha incompreensão sobre este processo. Fico com a ideia de que o Sporting tinha como prioridade transferir o atleta, ao invés de o encarar como um reforço. Só assim se explica que se tenha tentado acautelar a eventualidade de alguma lesão que pudesse pôr em causa a dita transferência. Mais confuso se torna quando todos sabemos que o atleta era uma opção muito válida para o seu actual treinador, quando ambos representavam a equipa que ficou à frente da nossa na Liga. É uma estranha forma de valorizar activos, dar esta mensagem de que o atleta, antes de qualquer outra coisa, é transferível. No entretanto, ainda se colocaram a circular notícias de que Palhinha queria sair. Lembro que Palhinha foi um dos atletas que não tirou proveito da invasão de Alcochete, quando o podia ter feito com proveito pessoal de relevo. Vale o mesmo para Acuña, com o acrescento de que o argentino é dos poucos jogadores cuja qualidade relativa é indiscutível.

Resulta a ideia de reduzir custos e lançar sementes para o futuro, ao optar-se por integrar tantos jogadores jovens no plantel principal. Não me merece crítica essa opção, mas chamo novamente a atenção para o facto desta política ter de ser acompanhada de outras medidas que acautelem e protejam o investimento que se faz nesta juventude. A acompanhar esta inexperiência deveríamos ter mais jogadores do calibre de Coates, noutras posições nevrálgicas.

No tocante às finanças, também não me merece reparo a opção feita. Já o tempo em que a mesma foi tomada merece-me críticas, uma vez que chega com um ano de atraso. Perdeu-se esse ano de reconstrução e vamos para o terceiro “ano zero” desde a destituição do anterior CD eleito. Lembro, também, que um plantel com tantos jovens deveria ter uma massa salarial inferior a 50M€. Creio que ficará acima, sem que a qualidade futebolística tenha reflexo no custo do plantel. Significa isto que há ainda muito por onde cortar para que essa margem financeira fique disponível para atrair jogadores de muito melhor qualidade para certas posições. É tudo uma questão de alocação de recursos.

Fica a esperança de que este ano as coisas corram muito melhor. E muito melhor significa estar perto dos principais rivais até ao fim, sempre tendo em vista uma oportunidade de manobra “Miguel Oliveira na última curva da corrida”. Em todo o caso, será inaceitável ficar atrás do SC Braga, cujo orçamento, mesmo com a nossa racionalidade, deverá ser bastante inferior.

O autor escreve de acordo com a antiga ortografia.

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