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O CASHBALL PARIU UM RATO
O Cashball foi uma cabala, urdida por mentes nojentas, para servir de cortina de fumo e, mais uma vez, prejudicar o Sporting.
20 Nov 2020, 12:35

A investigação denominada “Cashball” alimentou durante tempo demais, na comunicação social, a ideia de que, a par com a batota e trafulhice comprovadas dos seus principais rivais, o Sporting também tinha telhados de vidro e estaria a alimentar esquemas ilegais de deturpação da verdade desportiva.

Se, noutros clubes, este tipo de notícias é recebido pela maioria dos adeptos com um encolher de ombros, como quem diz “fazem todos o mesmo”, ou “é preciso é ganhar”, no Sporting, apesar de também existir a facção de sócios que afirma que não podemos ser “meninos de coro” e que temos de usar as mesmas armas desonestas dos outros, a maioria dos adeptos, felizmente, reprova totalmente estes métodos e quero-os afastados do clube.

Assim, numa altura em que as atenções estavam muito viradas para as investigações sobre as teias de influência e esquemas de batota doutro clube de Lisboa, não  deixou de ser muito oportuno aparecer um alegado “empresário”, até então um perfeito anónimo para o grande público, a dizer que andava a comprar árbitros e jogadores adversários a mando e para benefício do Sporting.

Como “prova”, apenas a sua duvidosa “palavra” e a apresentação dumas mensagens de whatsapp em que esta personagem era a única que se ouvia. Feitas todas as perícias técnicas e forenses nos telemóveis dos então funcionários do Sporting, nem um vestígio de trocas de mensagens com o tal “empresário” foi detectado. Nada. Zero.

Temos portanto um sujeito, próximo de um outro ser que já todos conhecemos bem, um tal de Boaventura, com ligações muito próximas e perigosas para as bandas de Carnide, que diz que corrompeu para beneficiar o Sporting. Chegou a dizer à PJ, inclusivamente, que apanhou um  avião para ir à Madeira “comprar” um jogador duma equipa adversária do Sporting. Mas, afinal, descobriu-se, nunca embarcou em avião nenhum, nunca foi à Madeira, e até pediu a devolução do dinheiro do bilhete. E é tão fácil apanhar um mentiroso.

O Sporting sai totalmente limpo deste processo. Podemos continuar a olhar para todas as vigarices e podres do futebol português e dizer “nós somos diferentes”.

Os meandros do futebol português, as teias de cumplicidade, influência, silenciamento e batota beneficiam escandalosamente, há décadas, os nossos principais rivais. Prejudicam bastante, por isso, o Sporting.

E prejudicam ao ponto de criar narrativas, propagadas com o auxílio da comunicação social serventuária, de que os clubes “são todos iguais”, que os “três grandes” comem, em igual medida, da mesma gamela da podridão ética.

Não, meus amigos. Podem tentar lançar a lama que quiserem. Não há nenhum dirigente do Sporting alguma vez apanhado em escutas a influenciar e a comprar árbitros. Não há nenhum dirigente ou alto funcionário do Sporting alguma vez apanhado a trocar emails sobre missas e padres e a pôr a nu, através da exposição dessas mensagens, a pouca vergonha em que se afundou um dos maiores clubes portugueses.

O Cashball pariu um rato. Foi uma mão cheia de nada no que envolvimento do Sporting diz respeito. Na minha opinião, o Cashball foi uma cabala, urdida por mentes nojentas, para servir de cortina de fumo e, mais uma vez, prejudicar o Sporting. Ainda bem, dizemos todos nós, sportinguistas, que o Sporting não tem nada a ver com isto. Porque o Cashball pariu um rato. Porque nós somos diferentes, não emanamos o mesmo cheiro que cobre os que compactuam com a vergonha.

Nós somos Sporting.

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