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O MOMENTO DO CLUBE E OS SEUS ASSOCIADOS
Sou daqueles que não aprecia nem o estilo nem a forma de Varandas. Mas venham mais vitórias, mais campeonatos e não terei problemas em dar-lhe o benefício da dúvida e talvez até o meu voto.
01 Out 2021, 17:32

Passado o período eleitoral autárquico em que me abstive de fazer comentários no Leonino, deparei-me com um momento sempre importante no calendário – A Assembleia Geral do Sporting CP.

Reconheço, motivado pelos meus afazeres profissionais, não ter tido oportunidade de me debruçar sobre os vários documentos postos a discussão nem assistir à referida Assembleia.

Estava atido que o momento desportivo favorável nas Modalidades, com títulos importantes na temporada passada e uma vitória relevante no Hóquei em Patins na época em curso, perspectivava uma sessão pacífica e uma comunhão entre os associados e os seus dirigentes.

Apesar do futebol estar no âmbito da SAD não deixa de ser um tema essencial para os sócios do Sporting CP que não o dissociam da sua condição de pertença ao Clube. Como tal, também aqui considerei ser pacífica a posição dos mesmos quanto aos pontos da ordem de trabalhos face à conquista do campeonato de futebol sénior masculino.

Aparentemente quando se ganha está tudo bem e vaticinei que tudo iria correr bem…

Foi com surpresa que ao final da noite constatei que, pelo contrário, as contas do exercício passado, o orçamento e plano de actividades da temporada em curso, tinham sido chumbados.

Parece que afinal nem tudo está bem. Ou então, os associados mais participativos e mobilizados assim o entendem.

Enquanto sócio e accionista o que quero é que o Sporting CP vença em todas as Modalidades, tenha uma gestão sólida e desejavelmente equilibrada. O Presidente do Clube, com maior ou menor mérito tem conseguido trazer vitórias. É factual.

Sou daqueles que não aprecia nem o estilo nem a forma de Varandas. Mas venham mais vitórias, mais campeonatos e não terei problemas em dar-lhe o benefício da dúvida e talvez até o meu voto. Tudo o que se passou para trás deve ficar lá atrás se os interesses do Clube forem respeitados e a Glória for atingida.

Por experiência própria sei que não se pode agradar a toda a gente e, portanto, foco-me no essencial. Quem ganha de forma consistente e apresenta resultados deve ver reconhecido o seu trabalho e reconduzido.

Finalmente quero frisar que nas Assembleias Gerais como em qualquer momento da vida do Clube deve imperar a urbanidade e o respeito. As intervenções mais assertivas e apaixonadas devem ser admitidas. Ao invés, o insulto, os assobios, o boicote à democracia são para erradicar e inaceitáveis. Qualquer pessoa, seja sócio ou dirigente tem direito à sua dignidade e bom nome. Da mesma forma que no mandato que fiz parte assisti a sócios, hoje apaniguados de Varandas a manifestarem-se de forma pouco correcta contra a nossa direcção, também não me revejo em atitudes pouco consentâneas com a sua condição que outros sócios têm protagonizado contra esta.

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