summary_large_image
OS PONTOS, OS CENTÍMETROS E AS SOFIAS
Enquanto cartilhas de outras paragens alimentam o sonho de regressar à “margem de erro humana”, que beneficia sempre as mesmas cores, cabe aos Sportinguistas continuar a defender o VAR.
10 Abr 2021, 09:49

Terminada mais uma jornada da principal Liga de futebol portuguesa, houve algo capaz de unir a nação Sportinguista: um sentimento generalizado de insatisfação, face ao empate em Moreira de Cónegos. Isso foi muito interessante de ver, pois é revelador de como, ao longo desta caminhada, se aumentou o grau de exigência, inteiro mérito desta equipa que nos está a habituar mal bem!

Esse aumento de exigência é um sinal que o verdadeiro ADN do Sporting é… vencer e que isso, por mais anos que levemos sem ganhar o campeonato, está entranhado nos seus adeptos. Conformismos, fatalismos, “sermos os mais elegantes a perder” e dizer que o que “desejamos é que ninguém se magoe”… não, obrigado!

É certo que nem sempre iremos ganhar, que nem sempre iremos jogar bem, até porque do outro lado existem adversários que também têm os seus méritos, mas ficar desconfortável por não vencer é um ótimo sinal para se melhorar. Sempre!

Desconforto foi, também, o que ficou em alguns por ter sido assinalado um fora de jogo por “2 centímetros”. Aqui as regras são simples e objetivas: até poderia ser apenas por 1 centímetro, que estaria na mesma em fora-de-jogo. Qualquer introdução de outros fatores “subjetivos” ou de “margens de erro” nesta análise, seria “matar” o VAR e recuar aos tempos do antigamente, em que as “margens de erro” do “olho humano” eram sempre a favor dos mesmos.

Tendo sido o Sporting, e bem, um defensor da introdução do VAR, pela mão do anterior presidente, não deveremos ser nós a alimentar “cartilhas” de outras paragens. Lembro-me, por exemplo, que o agora “nosso” Paulinho, na primeira volta, viu, ao serviço do SC Braga, um golo seu anulado no José Alvalade por 14 centímetros, algo que, à vista desarmada, era impossível de detetar.

Deveremos, sim, exigir um aprofundar das tecnologias da análise do fora-de-jogo com a introdução de Inteligência Artificial, com o consequente retirar da “mão humana” da colocação da linha de fora-de-jogo no momento do passe. Isso tornaria a análise objetiva, seguindo sempre o mesmo algoritmo e sem a cor da camisola a influenciar o “frame”.

Até esse dia chegar, abram-se aos adeptos, e em tempo real, os diálogos do VAR com o Árbitro, e passem-se as imagens nos écrans dos Estádios e nas televisões. Mais transparência? Sim! Mais regras? Não!

Neste caso do VAR, não sei o que pensam as minhas colegas de #OpiniãoLeonino, Soraia Quarenta e Mariana Cordeiro Ferreira. Não sei se concordam ou não comigo, mas independentemente dessa concordância, queria deixar-lhes aqui uma palavra de elogio por, semanalmente, nos brindarem com a sua visão, expondo-se neste mundo que, para alguns, ainda é dos “homens do futebol”. Seja lá o que isso quiser dizer…

  Comentários
Mais Opinião