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SEM PILIM NÃO HÁ SCOUTING, SEM SCOUTING NÃO HÁ ACADEMIA
Academia faz 20 anos. Hoje há pompa e circunstância merecidas em Alcochete. Parabéns, grande Sporting!
21 Jun 2022, 15:18

A Academia Sporting, de Alcochete, rebatizada de Cristiano Ronaldo, faz agora 20 anos. Ela que não formou, inteiramente, o astro português, mas que viu nascer muitos outros talentos: Nuno Mendes é apenas mais um nome de uma longa lista de grandes jogadores nados e criados na ‘cantera’ do leão. À cabeça deles, CR7 e Luís Figo, dois distintos Bolas de Ouro, que colecionaram em conjunto seis delas.

Esta Academia, e ainda antes dela, a formação do Sporting, é um grande motivo de orgulho, ainda mais até do que de rendimento – tanto desportivo como financeiro – de todos nós, Sportinguistas. Na conversa com correligionários ou rivais, não raras vezes discutimos o mérito e os feitos dos putos ou dos putos feitos homens formados pelo Sporting.

“Hoje é dia para pompa e circunstância (…) Que seja também o ponto de partida para reinventarmos a Academia”

O Sporting assinala a data hoje com um recheado programa que incluem palavras de ordem de Frederico Varandas, Aurélio Pereira – quem mais poderia ser –, José Manuel Torcato, Paulo Bento, José Couceiro, Tomaz Morais, Dario Essugo e mais alguns outros.

Hoje é dia para pompa e circunstância, e exaltar o nosso esforço, devoção, dedicação e glória. Que seja também o ponto de partida para reinventarmos a Academia.

“Precisamos de visão, planeamento e capacidade de ação. E dinheiro, claro”

Nos últimos 15 anos, o Sporting perdeu a vantagem competitiva que tinha face aos rivais na formação. Por demérito próprio e pelo crescimento alheio, as coisas ficaram mais equiparadas entre os três grandes na última década. Basta ver a proeminência de Rúben Dias, João Cancelo e Bernardo Silva no City e nas Quinas, e mais recentemente Diogo Costa, Fábio Vieira e Vitinha na Liga portuguesa, para perceber o quão cresceram os rivais. E olhar para o nosso umbigo e ver que o scouting, depois de anos abandonado, é a chave que destranca as portas de qualquer academia de excelência, e que o investimento em recursos humanos, tecnologia de ponta e infraestruturas (e que bom foi ver o projeto apresentado hoje!) terão de acompanhar a deteção e contratação precoce de talento. Apesar de os esforços das últimas direções para o reverter, não é ainda suficiente. Não são as vitórias dos iniciados e juvenis (parabéns putos, foram uns valentes!) deste ano que nos devem ludibriar e desviar de um caminho que temos de trilhar. O objetivo tem de ser reganhar esse papel charneira na formação em Portugal, na Europa e no Mundo.

Precisamos de visão, planeamento e capacidade de ação. E dinheiro, claro. Se não há, inventem-no. Porque sem pilim não se descobre, não se convence a rapaziada (e os pais da rapaziada), não se forma, não se depura o talento, não se aproveita, não se vende e não se ganha.

E o Sporting, meus amigos, o Sporting é feito para ganhar.

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