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SEM PODER, SEM INFLUÊNCIA E SEM AUTORIDADE…
Quando Varandas clama à “boca cheia” que apoia o Presidente do Conselho de Arbitragem só me dá vontade de rir. É conversa para “boi dormir” ou, no meu entender, para enganar os Sócios.
23 Out 2020, 14:30

No rescaldo do jogo de Sábado com o FC Porto, no qual o Sporting CP se bateu bem e merecia outro resultado, tivemos uma curiosa e surpreendente declaração de Varandas.

Segundo a sua própria teoria, formulada em Janeiro de 2019, escolheu, desta vez, a versão histérica para intervir. Ou seja, Varandas veio atacar a Arbitragem, culpando a mesma pelo desfecho insuficiente da partida.

É um facto que o Sporting CP foi prejudicado. O lance ao cair da primeira parte é passível de penalty e a consequente expulsão do jogador adversário. Essa vantagem numérica para a segunda parte poderia catapultar-nos para a vitória. Já nem falo nos dois pesos e duas medidas quanto à questão disciplinar. Também aqui o Sporting CP e o seu treinador foram prejudicados, face ao rival.

Sendo este um artigo de opinião e não um texto académico vou ser sucinto quanto à minha análise. A filósofa política Hannah Arendt versou sobre a autoridade e a crise da mesma no século XX, ou seja, a figura da autoridade, que sustentou durante séculos a sociedade, hoje não tem fundamento. Perdeu-se. Ou seja, e resumindo, aquilo que era a tradição e a religião já não são fundamentais para a sociedade actual e como tal, a figura da Autoridade esboroou-se.

Por sua vez a influência funciona pelo convencimento do outro, pela indução. Já o poder estabelece um comando, uma ordem.  A não observância do poder pode gerar uma sanção. O mesmo não acontece quanto à influência.

Quando Varandas clama à “boca cheia” que apoia o Presidente do Conselho de Arbitragem, Fontelas Gomes, só me dá vontade de rir. É conversa para “boi dormir” ou no meu entender, para enganar os sócios. Eu não encontro qualquer conteúdo ou fundamento nas suas palavras. Autoridade não tem nenhuma; Poder menos ainda e, quanto à Influência, Varandas ou alinha com o SL Benfica ou então revela uma não estratégia quanto à Liga, FPF e restantes parceiros do futebol português. Quando verificamos que impera o seu total alheamento e arrogante isolacionismo, e se afasta de tudo e de todos, constato que a sua Influência é inexistente. Logo, ele vir dizer que apoia Fontelas Gomes, vale tanto como o Zé dos Anzóis ou o Manuel das Iscas dizerem que o apoiam. Tem zero impacto e nem percebo o propósito da afirmação.

Pior, o Sporting CP tinha na sua estrutura duas pessoas capacitadas e de enorme bom senso que Varandas é responsável por afastar, sem razão ou motivo algum. Dois elementos com histórico ao mais alto nível na arbitragem portuguesa e que colaboravam, de forma aberta e transparente, embora em moldes diferentes, com o nosso Clube. Um como formador na Academia e outro como assessor nos dias de jogos. São pessoas conhecedoras do meio, de conduta e seriedade irrepreensíveis e que traziam uma respeitabilidade que foi desbaratada e, sem dó, afastados. Um a mando de António Salvador (Pedro Henriques) e outro (Hernâni Fernandes) que foi inúmeras vezes “perseguido” por Pedro Guerra e que Varandas também, de forma, a meu ver, mesquinha, deixou cair.  Elementos que podiam estabelecer pontes, esclarecer o porquê de certas decisões ou atitudes e transmitir de forma sustentada e fundamentada e nossa posição e eventual desagrado.

Quando a postura actual do Sporting CP é de confronto do nós contra eles, vai repristinar a péssima política seguida pelo Conselho Directivo de Godinho Lopes, onde figurava Paulo Pereira Cristóvão, figura que gerou um enorme desconforto e animosidade junto dos árbitros, como é publico e sabido. E sobretudo não esquecer a figura de João Pedro Varandas, o tal que, sendo um homem de confiança de Godinho Lopes, tudo leva a crer, indicou o irmão Frederico para o corpo clínico do Sporting CP, sem que este tivesse experiência profissional, de vida ou currículo para tão grande tarefa.

Será a esse período em que Varandas entrou no Clube, no tempo de Godinho Lopes e Paulo Pereira Cristóvão, supostamente pela mão do irmão e em que os árbitros eram vigiados e levavam com recados ofensivos no balneário a que Frederico Varandas se refere como jogar sujo?

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