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UM GRUPO DE LEÕES QUE NINGUÉM PONHA EM CAUSA
Foi pública a divergência que nos opôs quanto à estratégia a seguir após o ataque, do qual fomos todos vítimas, em Alcochete. Mas isso não nos afastou no respeito que temos uns pelos outros.
29 Out 2021, 18:48

O Leonino fez ontem notícia do artigo de opinião do colunista do Jornal A Bola, Henrique Monteiro, e das suas considerações sobre o Clube, Claques e Brunistas (LER MAIS AQUI).

Referiu-se ainda a um ex-colega da direcção de que fiz parte, como maçador.

Verifico com tristeza que continuam a existir clivagens no Sporting CP, que o mesmo está longe de estar unido e que ainda há vozes com responsabilidade que insistem em criar divisões que são escusadas.

Sempre o disse e repito. Gosto das claques e acho que as mesmas fazem falta. Ajudam as nossas equipas e trazem alento nos momentos difíceis. Não entender isto é não entender nada do nosso Clube e da paixão que nos move. Bandidos há em todo o lado e esses deixemos para a polícia. Que a Justiça funcione. Agora não se confundam alguns bandidos infiltrados com a maioria dos adeptos que são excelentes pessoas, trabalhadoras, mas que preferem assistir aos jogos e participar na festa estando nas claques. Enquanto sócio, dirigente e desde há uns anos ex-dirigente do Sporting CP nunca me senti ameaçado e movimento-me sem qualquer receio no Estádio, no Pavilhão e onde quer que o nosso Sporting CP jogue.

Ainda quanto aos comentários de Henrique Monteiro, quero aproveitar para deixar uma palavra aos meus ex-colegas de direcção com quem tive a honra de trabalhar. Foi pública a divergência que nos opôs quanto à estratégia a seguir após o ataque, do qual fomos todos vítimas, em Alcochete. Mas isso não nos afastou no essencial e no respeito que temos uns pelos outros.

Começo pelo Luís Gestas. Montou o melhor departamento de desporto para pessoas com deficiência do País e tornou o Sporting CP como o mais eclético do Mundo. Fomos campeões europeus numa modalidade chamada Goalball.

Um departamento que apesar da sua dimensão e número de modalidades era financeiramente sustentável, com brilhantes resultados sociais e desportivos.

O José Quintela, o Carlos Vieira, o Rui Caeiro, têm reconhecido mérito profissional e a marca que deixaram no Clube, respectivamente na comunicação, nas finanças e nas modalidades perdura até hoje.

Tenho o maior orgulho em ter feito parte desta equipa, que inverteu a perigosa e quase crónica tendência de definhamento, recuperou o espírito e a garra de vencer, trouxe património, dinheiro e títulos ao Clube. Todos eles merecem respeito.

Para terminar, o Leonino também anunciou a possibilidade de ser realizada proximamente uma nova Assembleia Geral, para alteração estatutária. Relembro que há cerca de um ano, apresentei um Requerimento à Mesa da Assembleia Geral do Sporting CP, a solicitar a introdução na ordem de trabalhos, do voto descentralizado nos Núcleos. Infelizmente, passado este tempo o requerimento ainda não teve resposta. Por uma questão de transparência e equidade espero ver acolhida a minha proposta à discussão.

Defendo como sempre o defendi e preparámos o caminho para isso, o reforço da democracia interna e da maior participação dos sócios fora de Lisboa na vida no Clube. Que seja agora o momento.

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