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UMA GRANDE MENTIRA
A suposta corrupção de árbitros de andebol e de jogadores de futebol, afinal, foi um tiro que saiu pela culatra e o denunciante/arrependido passou a acusado de simular um crime.
21 Nov 2020, 10:10

Em setembro de 2018 escrevi um texto denominado “crónica de uma grande mentira”.

Escrevia esse texto relacionando o que dizia então há cerca de 4 meses consecutivos, sobre o Cashball e sobre Alcochete, e a percepção que criará no espírito das pessoas sem mais, sem provas, com julgamento imediato, com tolerância zero e sem direito a presunção de inocência, pois essa pelos vistos estava, e está, guardada para alguns de outras cores.

Hoje lembrei-me desse texto e recupero para título o mesmo de então. A “Grande Mentira” é uma técnica de propaganda que se baseia em que se uma mentira dita for tão, mas tão grande, ninguém achará que alguém é capaz de distorcer a verdade de forma tão infame.

Já a Propaganda é “informação” que não é objetiva e é usada primeiramente para influenciar uma audiência, e ainda mais uma agenda mediática, apresentado factos de uma forma seletiva e truncada para criar uma perceção, ou usando um tipo de linguagem carregada de emoção. A propaganda é utilizada por vários tipos de organizações desde Governos a Empresas e algumas vezes pelos Media, que não só a difundem como a produzem.

Compare-se agora, passados 2 anos e meio dos acontecimentos, logo mais a frio o que se afirmou e a condenação pública que se fez em relação ao Cashball e a Alcochete, a André Geraldes e a Bruno de Carvalho, com o que se dizia e ainda se diz em relação ao rival. Todos os assuntos quentes sobre o rival é que é “preciso garantir a presunção de inocência”, que é “preciso uma fatura que comprove”, que “trabalhava por sua conta”, que é “preciso provar a causa efeito” e mais um infindável rol de desculpas, sempre prontas a instalar a dúvida razoável nas nossas mentes para acharmos que os rivais “não, não fizeram nada disso, são inocentes”.

Esta semana vimos um pilar dessa tal ´Grande Mentira´ cair, a suposta corrupção de árbitros de andebol e de jogadores de futebol, afinal, foi um tiro que saiu pela culatra e o denunciante/arrependido passou a acusado de simular um crime.

Estaria este “arrependido” sozinho nesta maquinação? Não se sabe, mas quero saber… muito.

O pior de tudo foi que muitos Sportinguistas no meio daquela propaganda toda contribuíram decisivamente para que o incêndio tomasse proporções gigantescas para daí cavalgarem a sua vingança pessoal sobre os visados, e/ou aproveitando a cortina de fumo do incêndio para caminharem a passo rápido para a ascensão ao poder.

Assim, para definitivamente se fechar este capítulo no nosso Clube é muito importante a tomada de posição oficial do Sporting CP e em particular do seu atual Presidente, uma vez que foi um dos que não deu o benefício da dúvida aos envolvidos, alinhou com quem queria sujar o nome do Clube, e não se coibiu de escrever no seu Instagram que “muito menos acredita em teorias da conspiração”, dando assim a entender que acreditava na veracidade do que se dizia sobre o Cashball.

Agora o mínimo que poderá fazer é pedir desculpas públicas aos envolvidos e, enquanto figura institucional do Clube, por todos os meios jurídicos disponíveis tentar que se descubram os verdadeiros responsáveis, para que estes sejam castigados na justiça de forma a que o Sporting CP veja o seu bom nome reposto e seja ressarcido dos prejuízos que sofreu.

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