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“WONDER COACH” AMORIM?
Esperemos que estas “red flags” não passem de mero texto. E que Rúben Amorim seja o homem que, mais tarde ou mais cedo, volta a elevar o futebol do Sporting CP ao Olimpo do nosso país.
22 Nov 2020, 14:13

Quando, no início de Março, o Sporting oficializou a contratação de Rúben Amorim, muitos olharam com desconfiança para a decisão de Frederico Varandas. Os motivos? São simples de enumerar e, todos eles, estão relacionados:

  1. Uma curta experiência no Braga estava longe de ser suficiente para justificar a ida para o Sporting. Apesar das boas indicações dadas pelo técnico português, o que é que poderia justificar um salto tão precoce para o topo do futebol nacional?
  2. O Sporting não está numa fase em que se possa dar ao luxo de perder (ainda) mais terreno para os seus adversários diretos. Assim, um treinador jovem, com necessidade de crescer e de se desenvolver como qualquer “júnior” que dá os primeiros passos numa empresa, representa um risco elevado. O Sporting precisa de resultados imediatos e, muitos de nós, esperávamos por um treinador com créditos firmados. Durante estes anos do “consulado Varandas”, a equipa de futebol sénior tem reduzido claramente os seus níveis de competitividade, pelo que não há tolerância para baixar mais;
  3. Os valores da contratação. O Sporting e a sua direção andaram, meses a fio, a fazer cortes no plantel – alguns deles, em negócios absolutamente inexplicáveis -. Então, depois de emagrecer o plantel da forma como se emagreceu, cortando em qualidade e salários, há justificação plausível para gastar verbas nunca antes dadas por um treinador em Portugal?

São três grandes “red flags” que aqui enumero.

E não deixam de o ser. A ideia de jogo é boa e a vontade, o discurso e a maturidade são absolutamente surpreendentes. Que não restem dúvidas disso. O potencial de Rúben Amorim está à vista e todos estamos contentes com o que tem feito, especialmente esta temporada. Parece que, até no que à política de contratações concerne, o técnico tem tido voto na matéria. O nosso clube parece contratar com mais acerto e critério do que anteriormente, o que é uma excelente notícia. Melhor ainda quando o nosso treinador tem visibilidade num jornal estrangeiro e é apontado como um dos 10 treinadores mais promissores no Futebol Europeu (LER AQUI).

No entanto, é necessária cautela. Rúben Amorim não deixa de ser um jovem treinador, com muito ainda que fazer, aprender e errar. E os Sportinguistas têm de estar preparados para isso. E, já que foi a aposta feita pelo presidente, que caminhemos lado a lado com o nosso treinador, sem nunca perder a exigência que deve caracterizar o Sportinguista. Se tivermos de pedir satisfações sobre todos estes pontos, saberemos melhor do que ninguém a quem o fazer.

No final, esperemos que estas “red flags” não passem de mero texto. É tudo o que desejo. E que Rúben Amorim seja o homem que, mais tarde ou mais cedo, volta a elevar o futebol do Sporting Clube de Portugal ao Olimpo do nosso país.

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