Futebol
Desastre total! Sporting perde em casa com o Académico de Viseu e está a 9 pontos da liderança
25 Out 2026 | 22:37
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14 Abr 2025 | 16:38 | Por Redação
Tomás da Cunha reconhece, de forma inevitável, o brilhante início de época do Sporting. No entanto, o especialista admite não entender as decisões tomadas ao longo da temporada, principalmente na falta de investimento em janeiro, visto que Biel "não conta" para Rui Borges e causa até alguma incerteza no especialista.
"O Sporting começou a temporada como uma das melhores equipas portuguesas do século, em números e futebol jogado. Defendia o título e procurava um histórico bicampeonato. Distanciou-se logo dos rivais, impressionou na Europa e atingiu um estado de comunhão quase irrepetível entre adeptos, jogadores e treinador. Amorim saiu de forma totalmente inesperada, embora Varandas tivesse dito que a possibilidade era conhecida e que havia um sucessor preparado. Desde então, as dúvidas instalaram-se", escreveu, no jornal Expresso.
"Houve resistência para perceber que João Pereira não tinha condições"
O comentador é perentório e garante que "João Pereira não tinha condições para dar continuidade ao projeto e cedo se percebeu que a rejeição do plantel não lhe permitia vida longa, por mais que o presidente leonino sonhasse em tirar um coelho da cartola". "Houve resistência para assumir o óbvio, mas não comprometeu a temporada", apontou.
"Nem o antigo treinador da equipa B nem Rui Borges puderam contar com Pedro Gonçalves, presente – talvez indevidamente – na despedida de Amorim, em Braga. Para além da infelicidade de certas lesões, a gestão física de elementos nucleares deixou os verdes e brancos constantemente debilitados ou em sobrecarga. Rui Borges tem razões de queixa, nesse sentido. A luta pelo título faz-se de forma desigual, no que diz respeito à profundidade de opções. Depois da mudança que trouxe de Guimarães, partindo do 4-3-3, decidiu regressar ao sistema 'Amorim' para recolocar o plantel na zona de conforto", prosseguiu.
"Ninguém pode acusar Rui Borges de intransigência"
No entanto, apesar da escolha acertada em voltar ao sistema que tanto sucesso trouxe ao Clube de Alvalade, com as "ausências prolongadas de João Simões e Bragança (Morita condicionado), não havia forma de dar continuidade à ideia de base", afirma Tomás da Cunha, recordando que o Rui Borges "puxou Debast para o meio campo", mas "entre o belga, Hjulmand, Alexandre Brito, Felicíssimo e Arreiol não existe quem pise zonas adiantadas e ofereça soluções criativas". Ainda assim, "a adaptação tática justifica-se e ninguém poderá acusar o treinador do Sporting de intransigência".
Tomás da Cunha garante que "os jogos demonstram que nem sequer falta capacidade estratégica" a Rui Borges, com o técnico "preparando a equipa para atacar os pontos fracos do adversário". Todavia, "o Sporting, neste momento, não tem um coletivo formatado para prolongar os ataques e procura proteger-se, utilizando a linha direta para o sueco" e "Harder ficou sem espaço", visto que "não dá para abdicar" do 'camisola 9' e "jogando longe da baliza, as limitações técnicas do dinamarquês atrapalham".
"Biel, suposto substituto de Pedro Gonçalves, não conta sequer. Ou falhou a escolha do médio brasileiro, que ainda não vimos em ação, ou falhou o enquadramento na ideia do treinador. O mesmo aconteceria com Edwards, que faz da técnica e da condução em espaços curtos os pontos fortes. Numa equipa que recua para o próprio meio campo em quase todas as segundas partes, a exigência é outra. O Sporting fez um esforço para manter as principais figuras do título e atacar o bicampeonato, só que não acrescentou qualidade nem profundidade em janeiro, quando já existiam motivos de alarme. Ficou com um plantel curto e cansado. Pode chegar ao objetivo, até porque só depende de si, mas deixou demasiadas coisas nas mãos do destino", terminou.
Com a segunda derrota consecutiva na época, o técnico leonino está em risco de sair do Clube, onde chegou em dezembro de 2024
26 Out 2026 | 09:47 | Por Redação
A continuidade de Rui Borges no comando técnico do Sporting encontra-se seriamente ameaçada, estando o treinador sob forte contestação após a derrota caseira por 2-1 frente ao Académico de Viseu. O futuro do técnico será desenhado muito brevemente.
Esta segunda-feira, a Academia Cristiano Ronaldo será o palco, esta segunda-feira, de uma reunião crucial entre o presidente leonino, Frederico Varandas, e Rui Borges. Em cima da mesa estará a discussão em torno do futuro do comando técnico e a definição da continuidade do treinador em Alvalade.
Após o encontro com o Académico de Viseu, Rui Borges não procurou desvalorizar a reação dos adeptos, reconhecendo que a pressão faz parte da realidade de um clube como o Sporting. "É natural, compreendo-a (insatisfação), mas lido bem com ela. Mau era se não houvesse insatisfação", disse, na sala de imprensa.
Embora admita legitimidade no desagrado, o técnico evitou alimentar a discussão sobre a sua continuidade. Questionado diretamente sobre se ainda sente ter condições para permanecer no comando técnico, voltou a apontar ao trabalho imediato. "Estou focado no treino de amanhã (hoje) porque tenho jogo com o Marítimo", respondeu, focando-se na partida da Taça da Liga.
À pergunta direta sobre se colocaria o seu lugar à disposição, o treinador, que recusa sair pelo próprio pé, foi igualmente evasivo: "Vou treinar às 11h30 porque há jogo na terça-feira (amanhã). E acredito sempre. Por isso é que cheguei ao Sporting", falou.
Treinador reconheceu que a equipa não está satisfeita por estar a nove pontos da liderança da Liga e compreendeu assobios e lenços brancos dos adeptos
26 Out 2026 | 09:25 | Por Redação
Rui Borges atribuiu a derrota do Sporting frente ao Académico de Viseu (2-1) à intranquilidade e à falta de capacidade de finalização. O treinador reconheceu que a equipa não está satisfeita por estar a nove pontos da liderança da Liga e compreendeu os assobios e os lenços brancos dos adeptos. Apesar da pressão e dos resultados negativos, garantiu estar focado no próximo encontro.
Foi um daqueles jogos em que tudo o que podia correr mal correu. O que podia ter sido diferente?
"A intranquilidade, acima de tudo. Entrámos num jogo em que o Académico vinha defender. Sabíamos que era perigoso em bolas longas, segundas bolas e em ser eficaz com os três homens da frente. Na única aproximação que tiveram, acabaram por fazer o 1-0 e a equipa ficou um pouco intranquila, naturalmente. Porque vínhamos de um jogo menos conseguido na Liga dos Campeões, porque no último jogo em casa empatámos... Dois resultados não positivos em Alvalade, o que acabou por criar alguma desconfiança nas tomadas de decisão, principalmente no último terço. Mesmo assim, a equipa foi tentando, foi abusando dos corredores laterais, porque sabíamos que em zonas centrais eles iam estar bastante fechados. Fomos tentando várias aproximações, às vezes com mérito do adversário em conseguir tapar e defender a baliza, outras vezes com demérito nosso, que não finalizamos da melhor forma e saímos penalizados. Na segunda parte, o Académico volta à única aproximação que tem a fazer o 2-1, e é natural que haja intranquilidade. Mas não posso apontar falta de vontade à equipa, mas infelizmente não foi possível".
Sporting já está a nove pontos da liderança, está a chegar ao final da linha no Sporting?
"Estou aqui para falar do jogo, que não foi muito bem conseguido. Não foi por falta de energia, foi por falta de capacidade de finalização. Infelizmente, estamos a nove pontos, não queríamos estar, mas estamos. Não temos sido capazes, em alguns jogos, de sair vitoriosos, que é isso que queremos. E uma equipa como o Sporting, obviamente, não está satisfeita por estar a nove pontos do líder do campeonato".
Depois do resultado, dos assobios e dos lenços brancos, sente que os adeptos mereciam um pedido de desculpas?
"A insatisfação dos adeptos é natural. Estamos num grande clube. Perdemos em casa e há três jogos que não vencemos em Alvalade. A insatisfação faz parte".
Continua a sentir que tem forças e condições para continuar?
"Estou focado no treino de amanhã já, porque tenho jogo terça-feira. A insatisfação é natural, compreendo-a, mas vivo bem com ela".
Vai colocar o seu lugar à disposição? Acredita, ainda, que o Sporting pode ser campeão?
"Vou treinar às 11h30 da manhã, porque temos jogo na terça-feira. Em relação à segunda parte, acredito sempre. Por isso é que cheguei ao Sporting".
Dois jogos seguidos em que o Sporting era favorito à vitória e não vence. Entende que a equipa possa ter subestimado os adversários?
"Não. Hoje, não foi esse o caso. Foi alguma intranquilidade, é compreensível. Enquanto treinador, o que posso fazer é passar e tentar ao máximo passar tranquilidade. É o que tentamos fazer. É natural que com o desenrolar do jogo, com golos que não estávamos à espera quando estávamos por cima do jogo, com os resultados menos positivos que tivemos em Alvalade nos últimos dois jogos, essa intranquilidade fosse aparecendo e nos levasse a tomar as piores decisões".
Ainda se sente solução e porquê?
"Estou focado no próximo jogo, em trabalhar, que é isso que eu faço. Foi isso que me trouxe até ao Sporting, o meu trabalho, e é nisso que me foco. Vai haver fases boas, vai haver fases menos boas. Faz parte da vida".
Situação do camisola 6 do emblema verde branco tem merecido particular atenção por parte dos responsáveis do Clube de Alvalade
26 Out 2026 | 03:00 | Por Redação
O Sporting está muito preocupado com os sucessivos problemas físicos de Zeno Debast, sabe o Leonino, numa altura em que o defesa central continua afastado da competição e sem data certa para regressar. A situação do camisola 6 merece atenção, tendo em conta a sequência de lesões que tem condicionado a sua utilização.
Os problemas começaram a ganhar expressão em outubro de 2025, quando o atleta sofreu uma lesão no joelho esquerdo frente ao Marselha, para a Liga dos Campeões. A recuperação acabou por ser mais demorada do que inicialmente previsto, com o internacional belga a ficar afastado dos relvados durante vários meses.
Já em janeiro de 2026, voltou a enfrentar problemas físicos, antes de sofrer, em maio, uma lesão muscular na zona do fémur da perna esquerda, que o afastou das decisões finais da época. Essa última lesão teve também consequências ao nível da seleção. Apesar de ter integrado a convocatória da Bélgica para o Mundial de 2026, não conseguiu somar qualquer minuto.
O arranque da nova temporada também não correu como desejado. Debast falhou as duas primeiras jornadas do campeonato e, depois de recuperar espaço nas opções, voltou a parar após sentir um desconforto muscular na sequência dos compromissos internacionais. A última partida do central pelo Sporting aconteceu a 19 de setembro, frente ao Arouca, tendo falhado os encontros seguintes (Lens, LASK Linz e Ac. de Viseu).
Perante este historial, a condição física de Debast tornou-se um tema de particular atenção para a estrutura. A sucessão de paragens tem limitado a sua continuidade competitiva. Em Alvalade, a prioridade passa por garantir uma recuperação segura e perceber se o defesa conseguirá ultrapassar este ciclo de problemas físicos.
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