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Futebol
31 Mar 2025 | 09:39 |
Rui Borges chegou ao Sporting em dezembro de 2024, depois de herdar a equipa que Ruben Amorim tinha deixado em novembro - antes de ir para Manchester, onde pode estar prestes a perder Bruno Fernandes - e que passou brevemente pelas mãos de João Pereira. O novo treinador apressou-se em alterar o modelo tático da equipa para se adaptar ao que costuma fazer (de 3x4x3 para 4x4x2). No entanto, os resultados e as muitas lesões obrigaram o técnico a reverter o processo, e voltar à tática antiga... Algo que lhe valeu a melhor série de resultados em Alvalade.
São sete jogos desde a mudança, com duas vitórias e cinco vitórias, que chegaram de forma consecutiva. A verdade é que a diferença estatística é notória, principalmente a nível ofensivo. Os leões têm mais golos marcados, apesar de terem menos posso de bola, e têm mais grandes ocasiões de golo, apesar de fazerem menos remates: o volume diminuiu um pouco, mas a qualidade das oportunidades melhorou bastante com o regresso ao 3x4x3.
A nível defensivo, o Sporting ganha menos duelos com a linha de cinco, e faz menos recuperações do que fazia anteriormente. No entanto, um dado muito importante é que os leões estão a permitir menos remates ás equipas adversárias, comparando com o período em que usaram o 4x4x2.
De resto, Frederico Varandas já tinha abordado a questão: "Temos de recuar uns meses, o plantel foi construído pelo treinador na altura, ajustado para o sistema de jogo do treinador, um plantel que se foi aperfeiçoando em 4 épocas com o treinador, talhado para o sistema de jogo do treinador. Podemos dizer que foi um plantel que sempre deu bons resultados do ponto de vista competitivo. E, de facto, este ano por várias circunstâncias, com a mudança de treinador, é um plantel ajustado a um sistema de jogo que hoje não se aplica".
Também Rui Borges falou da mudança: "Penso que é natural. Tendo em conta a disponibilidade dos jogadores, fomos um bocadinho ao conforto. Não tivemos muito tempo para treinar, é difícil adquirir comportamentos. Fomos ao conforto, não fugindo à nossa ideia de jogo. Por mais que o sistema seja com três ou quatro defesas, sente-se que a equipa está a ganhar mais fôlego, energia".
Internacional belga procura afirmar-se na equipa principal dos verdes e brancos na temporada 2026/27, depois de uma época marcada por lesões
02 Set 2026 | 17:31 |
Zeno Debast parece ter ganho vantagem sobre Eduardo Quaresma na luta por um lugar no centro da defesa do Sporting. Os dois dividiram a titularidade nos primeiros quatro jogos da temporada, mas desde que o belga entrou no onze, na terceira jornada frente ao Alverca, a média de golos sofridos pelos leões desceu de dois para 0,5 por encontro.
Segundo o jornal Record, uma das principais diferenças está na forma como ambos constroem desde trás. Debast é mais ponderado, procura linhas de passe seguras e utiliza com frequência o passe longo para desequilibrar, enquanto Quaresma tende a assumir mais riscos através da condução e do drible curto.
Os dados da Opta mostram que ambos apresentam eficácia de passe superior a 90%, embora Debast já tenha colocado 16 bolas no último terço, contra 11 de Quaresma. O português, por outro lado, ganha vantagem nos duelos, com 16 vencidos contra cinco do belga, e soma ainda cinco bloqueios de remates, num perfil mais agressivo no confronto direto.
Miguel Garcia considera, por isso, que os dois centrais oferecem características distintas ao Sporting. “O Debast garante uma saída de jogo através de passes de qualidade. Depois já tem outra maturidade face à experiência que adquiriu também na seleção da Bélgica”, explicou, antes de destacar em Quaresma a capacidade “para fazer a saída através do drible curto com a bola controlada”.
Depois de duas épocas marcadas por problemas físicos e por várias utilizações no meio-campo, Debast procura agora afirmar-se definitivamente no eixo defensivo. O trabalho de reforço muscular realizado após o regresso do Mundial parece estar a dar frutos e, mantendo o rendimento atual, será difícil a Rui Borges retirá-lo novamente do onze.
Jogador foi apresentado recentemente como uma das novas caras para a temporada 2026/27 dos leões e já sofreu o primeiro azar em Alvalade
02 Set 2026 | 17:07 |
Djibril Gueye teve um arranque azarado no Sporting B. Oficializado na terça-feira como reforço dos verdes e brancos, o defesa-central de 19 anos sofreu uma lesão logo no primeiro treino às ordens de Tiago Fernandes e é baixa dos leões.
Segundo o jornal Record, o problema físico ainda não foi especificado, mas é suficiente para colocar o jovem senegalês no boletim clínico da equipa secundária. Para já, Gueye não está apto e fica fora da preparação para o próximo compromisso.
O Sporting B defronta o Feirense no próximo sábado, às 15h30, fora de portas, em encontro da quinta jornada da Segunda Liga. Tiago Fernandes não poderá, assim, contar com o novo reforço nesta fase inicial de adaptação ao grupo.
Gueye chegou ao Sporting por empréstimo do Leganés, num acordo que inclui uma opção de compra fixada em 4 milhões de euros. A SAD vê no central um jogador com margem de evolução na equipa B e potencial para, mais tarde, aproximar-se dos trabalhos da formação principal.
Na última época, o defesa alinhou sobretudo pela equipa secundária do Leganés, mas somou também três partidas pelos seniores: uma na Segunda Divisão espanhola e duas na Taça do Rei. Resta agora perceber a gravidade da lesão e quanto tempo ficará afastado.
Comentador desportivo abordou as duas saídas dos jogadores para Itália, que ficaram fechadas na última terça-feira, deixando o plantel de Rui Borges
02 Set 2026 | 17:00 |
Tomás da Cunha analisou as transferências de Pedro Gonçalves para a Fiorentina e Daniel Bragança para o Torino, deixando reparos à forma como o Sporting geriu os dois dossiês e destacando o peso que ambos tiveram no percurso recente dos leões.
Tomás da Cunha: "Pote? Esta gestão da saída de uma das maiores figuras do Sporting não foi a melhor"
Sobre Pote, o comentador considerou que a reta final em Alvalade não deve apagar tudo o que o internacional português representou. “Afinal não foi já o funeral futebolístico de Pote. Esta gestão da saída de uma das maiores figuras do Sporting não foi a melhor, mas fica a certeza de que última imagem (problemas físicos, também a sensação de pouca fome para mais) não apaga o impacto de Pedro Gonçalves na construção de um clube vencedor".
Tomás da Cunha foi ainda mais longe nos elogios ao antigo 'camisola 8'. “Foi o jogador-sistema de Amorim, resolveu muitos problemas sozinho. A venda nunca compensaria o estatuto que alcançou, ainda menos nesta fase de fim de ciclo”, escreveu, valorizando a influência que Pote teve durante os anos de maior sucesso recente dos verdes e brancos.
Tomás da Cunha: "Bragança foi muito azarado no clube (injustiçado até)"
Já sobre Daniel Bragança, o analista entende que o próprio mercado acabou por retirar margem negocial ao Sporting. “O mercado tinha os sinais todos de que Daniel Bragança estava disponível e iria sair do Sporting, o que tornava impossível uma venda por bons valores. Todas as partes aceitam o que há".
Ainda assim, Tomás da Cunha deixou também uma palavra de reconhecimento ao médio formado em Alcochete. “Muito azarado no clube (injustiçado até), entre lesões e a ausência de aposta. Tornou-se um médio bastante capaz de jogar perto da área”, concluiu sobre Bragança.