ROGÉRIO ALVES CHUMBA ASSEMBLEIA GERAL ´DESTITUTIVA´
MAG fundamenta decisão com “irregularidades formais” e defende que "os factos constantes do requerimento não integrariam o conceito de justa causa"
Redação Leonino
Texto
11 de Fevereiro 2020, 13:58

A Mesa da Assembleia Geral (MAG) recusou o pedido do movimento ´Dar Futuro ao Sporting´ de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), que tinha como objetivo destituir os atuais órgãos sociais do Sporting CP. Em comunicado, o órgão presidido por Rogério Alves informa que “deliberou, por unanimidade, indeferir o requerimento apresentado a 7 de janeiro de 2020 (…) no qual se solicitava a convocação de uma Assembleia Geral comum extraordinária, tendo como ponto único deliberar a revogação com justa causa do mandato dos titulares de todos os Órgãos Sociais do Sporting Clube de Portugal”.

A MAG justifica a decisão com “irregularidades formais, devidamente detalhadas na deliberação” e diz, ainda, que “todas as razões de facto e de direito que fundamentam o indeferimento encontram-se na deliberação da Mesa da Assembleia Geral remetida nesta data aos Requerentes”.

Todavia, para além do referido anteriormente, a MAG defende “que os factos constantes do requerimento não integrariam o conceito de justa causa”. Relativamente à validação das assinaturas entregues pelo Movimento ´Dar Futuro ao Sporting´, o órgão máximo do Clube informa que “a verificação dos requisitos estatutários que dizem respeito à elegibilidade das assinaturas”.

Leia o Comunicado na integra:

A Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal vem informar os Sócios e Adeptos do seguinte:

1 – Nesta data deliberou, por unanimidade, indeferir o requerimento apresentado a 7 de janeiro de 2020 pelos Sócios António Luís Barbosa Lonet Delgado e Carlos Manuel Barbieri Serra Mourinha, no qual se solicitava a convocação de uma Assembleia Geral comum extraordinária, tendo como ponto único deliberar a revogação com justa causa do mandato dos titulares de todos os Órgãos Sociais do Sporting Clube de Portugal.

2 – O indeferimento do requerimento fundamenta-se em irregularidades formais, devidamente detalhadas na deliberação.

3 – Ainda assim, a Mesa da Assembleia Geral entende que os factos constantes do requerimento não integrariam o conceito de “justa causa”.

4 – Todas as razões de facto e de direito que fundamentam o indeferimento encontram-se na deliberação da Mesa da Assembleia Geral remetida nesta data aos Requerentes e disponibilizada no sítio do Sporting Clube de Portugal.

5 – Por fim a Mesa da Assembleia Geral esclarece ainda, que competiu aos serviços do Sporting Clube de Portugal a verificação dos requisitos estatutários que dizem respeito à elegibilidade das assinaturas.

Lisboa, Estádio José Alvalade, 11 de fevereiro de 2020.

Fotografia de Sporting CP

  Comentários