DUARTE GOMES ANALISA PARTIDA DO SPORTING E FALA DE GOLO ANULADO AO BENFICA: "FORA DE JOGO INDISCUTÍVEL..."
Antigo árbitro analisou a exibição da equipa de arbitragem no dérbi referente à primeira-mão das meias-finais da Taça de Portugal
Redação Leonino
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1 de Março 2024, 10:18
Duarte Gomes, Rúben Amorim, Roger Schmidt, Sporting, Benfica

O Sporting venceu na noite da passada quinta-feira frente ao Benfica por duas bolas a uma. Pedro Gonçalves e Viktor Gyokeres marcaram os golos da partida do lado leonino e Aursnes marcou o único das águias. Duarte Gomes analisou os momentos do jogo e a exibição da equipa de arbitragem.

“9′ Golo do Sporting marcado por Pedro Gonçalves, após cruzamento da direita de Hjulmand. O avançado do Sporting estava em posição legal. Esteve bem o árbitro assistente ao validar a jogada.”, analisou sobre o primeiro tento do confronto.

“31′ Amarelo bem exibido a Otamendi, não pelo braço na bola como indicou o árbitro (surgiu de ressalto), mas pela rasteira no instante anterior que de facto derrubou Gyokeres, impedindo-o de prosseguir ataque prometedor. 38’Coates entrou em carrinho deslizante, tocando na bola e tirando-a antes que João Neves chegasse ao lance. A abordagem do central uruguaio (na área do Sporting) foi arriscada mas totalmente legal. Esteve bem o árbitro ao nada assinalar.”, pode ler-se.

“41′ Di María, em queda e com evidente reação de frustração, levantou a perna esquerda para promover contacto desnecessário com Matheus Reis. A atitude provocatória do avançado argentino foi claramente antidesportiva e, a ser vista por Fábio Veríssimo (muito difícil na circunstância), devia ter valido advertência.”, atirou o antigo árbitro.

“74′ Nova excelente intervenção do VAR, em lance que só será “polémico” por tratar-se de golo marcado em momento especial de um jogo sempre emotivo: quando Di María rematou, Tengstedt estava (novamente) em posição de fora de jogo, na zona frontal e perto de Franco Israel. O avançado dinamarquês cruzou o caminho do guarda-redes adversário (de dentro para fora), impedindo-o momentaneamente de ver a jogada.”, prosseguiu ainda sobre o tento:

“Percebam: não é apenas o remate que tem que ser visto, é toda a trajetória da bola até à baliza. Além disso, a presença de um jogador tão próximo que não podia interferir de modo algum no lance (o avançado encarnado até se desviou para não ser atingido pela bola), acaba sempre por impactar na reação, concentração ou abordagem ao lance do adversário. Fora de jogo indiscutível.”, concluiu.

Confira aqui a agressão de Di María a Matheus Reis:

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