Futebol
Rui Borges precisa de dar ‘abanão’ no Sporting, mas encontra um grande problema
22 Set 2026 | 11:15
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13 Jan 2026 | 03:00 |
Hélder Amaral concedeu uma entrevista em Exclusivo ao nosso Jornal, abordando vários temas do universo Sporting. O antigo membro do Conselho Leonino deixou duras críticas à Direção liderada por Frederico Varandas, a Rui Borges e à gestão do plantel, referindo que as sucessivas lesões e a falta de alternativas estão a comprometer a competitividade do Clube.
H. Amaral: “Não é normal. Isto já não é azar, é mais incompetência"
O ex-deputado do CDS-PP não poupa palavras ao analisar a onda de problemas físicos: “Não é normal. Isto já não é azar, é mais incompetência. O tempo prolongado, comparativamente a outros clubes, e as reincidências acima da média mostram que não há avaliação séria e preparação em relação à última época. Isto acontece pela segunda vez, na mesma dimensão, praticamente na mesma época, e com alguns dos mesmos jogadores. Alguém precisa de explicar o que se passa”, começa por dizer.
A carência de laterais e o desperdício de talentos internos é outra das críticas: “Não temos laterais à dimensão do Sporting. Quando é preciso mais, nós não temos. Há jogadores em casa, a custo zero, que já tinham dado bons sinais nas pré-épocas, como o Afonso Moreira, mas foi vendido. E depois vamos buscar jogadores de fora, como o Ricardo Mangas, Biel ou o Allison, com a mesma idade e incomensuravelmente menos qualidade do que já temos. Isso não faz sentido. Alguém tem de explicar aos adeptos por que se desperdiçam opções internas e se recorrem a contratações externas sem critério”.
H. Amaral: "O treinador devia ser o primeiro a intervir, a perceber que este ciclo de lesões não é normal, mas não o faz"
O treinador Rui Borges é, na sua análise, o principal responsável pelo atual momento: “Rui Borges é esse 'fraco rei que faz fraca a forte gente'. O treinador devia ser o primeiro a intervir, a perceber que este ciclo de lesões não é normal, mas não o faz. Qualquer treinador de qualidade, com personalidade e ambição, teria dito à sua administração: 'assim não. Ele aceita treinar nessas circunstâncias e não se impõe perante os problemas do plantel, nem toma decisões firmes para proteger os jogadores e a equipa”.
Depois da chegada de Luis Guilherme, Hélder Amaral sublinha que são precisos novos jogadores em janeiro: “Acho que é mais uma estratégia que corre bem do que um plano completo de consolidação. Não podemos continuar a ter lesões recorrentes e escolhas questionáveis no plantel. Se queremos manter-nos competitivos e ainda lutar por títulos, temos de reconhecer as limitações do plantel e reforçá-lo”.
O ex-deputado conclui com um alerta direto à SAD: “O Sporting precisa de transparência, competência e coragem para enfrentar estas situações. Se nada mudar, a época pode estar seriamente comprometida. O Clube ainda tem condições de lutar pelo primeiro lugar, mas é necessário agir com firmeza, aproveitar oportunidades e corrigir erros. Sem isso, estaremos sempre a repetir os mesmos problemas e a depender da sorte, e isso não é aceitável para um emblema como o Sporting”, termina.
Recentes atitudes do internacional colombiano nas partidas dos leões são alvo de escrutínio, assim como outras lacunas da equipa leonina
22 Set 2026 | 14:31 |
Augusto Inácio considera prematuro despedir Rui Borges e entende que os problemas do Sporting estão longe de poder ser atribuídos apenas ao treinador. O antigo técnico leonino aponta responsabilidades à estrutura e aos jogadores, destacando ainda a postura de Luis Suárez e a falta de liderança dentro de campo.
Augusto Inácio: "Apontar a culpa só para ele acho que é redutor"
Em declarações ao jornal A Bola, o campeão nacional pelo Sporting em 1999/2000 lembrou a profunda remodelação realizada no plantel. “Tudo isto que se está a passar não se pode apontado apenas a um único homem. Sei que é o mais frágil quando a equipa não ganha, mas apontar a culpa só para ele acho que é redutor”, começou por referir.
Augusto Inácio entende que Frederico Varandas também deve ser incluído na análise, lembrando que foi a administração a avançar para uma mudança profunda no grupo. Para o antigo treinador, Rui Borges ficou obrigado a construir praticamente uma nova equipa e, por isso, “há altos e baixos nas coisas em construção”.
Ainda assim, Inácio reconhece que o próximo encontro poderá assumir enorme importância. “Acho que ainda é prematuro estar a despedir o treinador, acho que deveria dar mais algum tempo, que é o que Frederico Varandas está a fazer". Sobre a visita ao Braga, alertou: “Vai ser um jogo determinante”, admitindo que uma nova derrota poderá tornar o cenário “insustentável”.
Augusto Inácio: "Luis Suárez parece que é o melhor jogador do Mundo, parece que é o dono daquilo tudo, faz o que quer"
O antigo técnico apontou depois diretamente a Luis Suárez. “Olho o Luis Suárez e parece que é o melhor jogador do Mundo, parece que é o dono daquilo tudo, faz o que quer, protesta com os árbitros, protesta com os colegas, protesta com os adversários, protesta com tudo e com todos e está sempre protegido pelo presidente e pelo treinador".
Inácio considera que Rui Borges poderá ter de endurecer a abordagem ao balneário. “Às vezes isto dos jogadores de futebol e do espírito de equipa e estar à frente de um plantel de 27 ou 28 jogadores requer que algumas vezes - não sei o que é que ele diz lá dentro - se dê um murro na mesa”, afirmou, acrescentando que “há ali qualquer coisa que realmente não está a bater certo, mas há também que responsabilizar os jogadores”.
Augusto Inácio: "São todos culpados: presidente, administração, treinador e jogadores"
O antigo treinador rejeita igualmente as mensagens de confiança sem correspondência dentro das quatro linhas. “A continuar assim o Sporting não vai lá. A verdade tem que ser dita, olhos nos olhos, cara a cara”, afirmou, antes de repartir responsabilidades: “São todos culpados: presidente, administração, treinador e jogadores".
Augusto Inácio apontou ainda a falta de uma verdadeira voz de comando e entende que Gonçalo Inácio não possui o perfil ideal para capitão. Para o antigo técnico, a braçadeira deveria estar com Maxi Araújo: “Acho que o capitão do Sporting devia ser o Maxi Araújo. É ele quem leva a equipa para a frente, é uma pessoa que diz as verdades".
Estado do tapete do reduto dos verdes e brancos tem merecido algumas críticas e problema está encontrado, com os leões a iniciarem o tratamento
22 Set 2026 | 13:48 |
O relvado do Estádio José Alvalade tem apresentado sinais de desgaste nas últimas semanas, sobretudo junto às balizas e no corredor central. O Sporting já identificou a origem do problema: a presença de alguns fungos no tapete verde.
A situação já está a ser tratada, embora a intervenção mais profunda esteja prevista apenas depois da receção de Portugal ao País de Gales, marcada para quinta-feira, às 19h45. O encontro assinala a estreia de Jorge Jesus no comando da Seleção Nacional e será ainda disputado no atual relvado.
Depois desse compromisso, o Sporting terá uma janela importante para intensificar os trabalhos. Alvalade só volta a receber um encontro a 21 de outubro, frente ao LASK, para a Liga dos Campeões, proporcionando várias semanas para recuperar as zonas mais afetadas.
Para já, está afastada a possibilidade de uma substituição integral do relvado. Os responsáveis leoninos acreditam que o tratamento em curso será suficiente para devolver ao terreno as condições consideradas adequadas para a prática de futebol ao mais alto nível.
Uma mudança completa poderá, contudo, acontecer no final da temporada. O atual tapete foi instalado em 2025, na sequência do rebaixamento da estrutura que o suporta, integrado no plano de requalificação do Estádio José Alvalade.
O concerto de Plutónio, agendado para 5 de junho, já depois de terminada a época desportiva, poderá acelerar essa decisão. Com o relvado ocupado pelos milhares de fãs esperados para o espetáculo, o Sporting poderá aproveitar o momento para levantar o atual tapete e instalar um novo tendo em vista 2027/28.
Comentador desportivo deixou a sua visão sobre as recentes declarações do Presidente dos leões no que ao seu treinador diz respeito
22 Set 2026 | 13:04 |
Tomás da Cunha reagiu às declarações de Frederico Varandas sobre Rui Borges e colocou o foco naquilo que entende dever ser a principal questão para o Sporting: não o passado do treinador, mas aquilo que este poderá oferecer ao Clube daqui para a frente.
“Ouvi Varandas e já tinha ouvido Rui Borges lembrar o que conseguiu no Sporting. Está exactamente aí a questão: o clube precisa de pensar no que Rui Borges consegue fazer no futuro, não no que fez lá atrás”, afirmou o comentador desportivo.
A opinião surge depois de Frederico Varandas ter garantido que o lugar de Rui Borges nunca esteve em causa, desmentindo a existência de qualquer reunião da administração da SAD para discutir o futuro do treinador após os últimos resultados.
O Presidente do Sporting aproveitou ainda para defender o trabalho do técnico através de vários números. Varandas destacou as vitórias em casa na Liga dos Campeões, a sequência de triunfos em Alvalade, a percentagem reduzida de derrotas e os 82 pontos alcançados em cada uma das duas épocas referidas.
O dirigente reconheceu, ainda assim, o dado relativo às 17 ocasiões em que o Sporting perdeu vantagens durante o período de Rui Borges no comando. “É um facto, não há como desmentir”, afirmou, embora tenha relativizado o peso desse registo perante aquilo que considera serem os restantes resultados alcançados.
Rui Borges precisa de dar ‘abanão’ no Sporting, mas encontra um grande problema
22 Set 2026 | 11:15
Maxi Araújo toma posição no Sporting durante contestação de Rui Borges: “Juntos sempre!"
22 Set 2026 | 10:52
Titular do Sporting recebe oportunidade que esperava e admite: “Um sonho”
22 Set 2026 | 10:04