OBJETIVO CONSEGUIDO: LIDERANÇA ALCANÇADA COM SUCESSO
Comandados de Nuno Dias venceram o eterno rival, por 2-0, garantindo a liderança isolada da Liga Placard
Maria Pinto Jorge
Texto
9 de Fevereiro 2020, 16:03
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O objetivo era, acima de tudo, não errar. A vida é feita de oportunidades, e de as agarrar, assim como os golos. Se as oportunidades de golo surgem, temos de as aproveitar e, esta tarde, num Pavilhão João Rocha com 2.739 Sportinguistas, foi mesmo a equipa de verde e branco que soube usufruir dessas oportunidades e marcar esses. O Sporting CP venceu, por 2-0, o SL Benfica, no dérbi eterno, subindo à liderança do campeonato… mais uma vez, uma oportunidade que surgiu e que os comandados de Nuno Dias agarraram sem medos. Estou a repetir-me, certo? Parecem os passes certos de Léo ou as defesas consistentes de Gonçalo Portugal que, diga-se de passagem, esteve intransponível na 17.ª jornada da Liga Placard.

Com Nuno Dias a apostar num cinco inicial totalmente fora do comum, com Gonçalo Portugal (GR), Léo, Pauleta, Cavinato e Pany Varela; o mesmo não jogou pelo seguro, mas também não comprometeu, mesmo sabendo que não poderia contar com Cardinal – a cumprir castigo – e a deixar Merlim de fora por opção.

Num duelo em que os leões foram, sem dúvida nenhuma, mais eficazes que as águias, os momentos de tensão e de troca de bola foram muitos, mas o Sporting CP acabou por inaugurar o marcador bem cedo, aos 7 minutos de jogo, por intermédio de Taynan que, isolado, rematou uma bomba para o fundo das redes da baliza defendida por André Sousa, que regressou ao João Rocha depois de ter trocado o verde pelo encarnado no final da época anterior.

Festejo de Taynan no primeiro golo leonino

Foi com a entrada de Taynan e Deo que Nuno Dias conseguiu dar uma maior criatividade à sua equipa, assim como maior troca de bola. Além disso, a segurança ofensiva surgiu com a entrada na quadra de João Matos, capitão leonino.

Pouco tempo passaria até os leões fazerem o segundo golo. Desta vez, foi Pauleta que, servido por Léo, apenas teve de encostar. Estava feito o 2-0 (9’). Ainda que, antes disso, os encarnados tivessem tido algumas oportunidades – nomeadamente por intermédio de Miguel Ângelo, ex-leão, que rematou por cima.

O segundo golo dos verdes e brancos obrigou Joel Rocha a (tentar) mudar a atitude dos seus homens e, mesmo com inúmeras tentativas de chegarem ao golo, Gonçalo Portugal mantinha-se como um autêntico muro, que fazia esquecer a ausência de Guitta. De duas vezes (11’ e 12’) através de Fernandinho, o SL Benfica esteve muito perto de marcar, mas, de ambas, a sorte passou ao lado da baliza leonina – uma delas defendida por Gonçalo e aliviada por Alex e, a segunda, a ir ao lado.

Os primeiros 20 minutos passaram-se assim, com 2-0 para os leões e um ambiente incrível no Pavilhão João Rocha.

No regresso dos balneários, a toada continuou a mesma, o Sporting CP, para defender o resultado na sua casa, começou com uma forte circulação de bola. Aos 26 minutos, Robinho teve, nos pés, uma grande oportunidade para diminuir a vantagem, mas, mais uma vez, quem lá estava? Gonçalo Portugal. De seguida, aos 27’, duas defesas de rajada do guardião leonino mantiveram o marcador intacto.

Nuno Dias, apesar de querer manter o foco, lançou o jovem Tomás Paçó, uma boa forma de dar confiança a um atleta que pode ser uma das principais figuras do futuro verde e branco.

À passagem pelo minuto 29, Pauleta esteve muito perto de bisar. Espelho das jogadas de ataque que os leões continuavam a construir, muito graças à estrutura fixa montada por Nuno Dias. Depois, Cavinato (31’), rematou à meia volta, tendo sido uma das maiores possibilidades do Sporting CP para dilatar o resultado.

Faltavam precisamente 5 minutos e 20 segundos quando Joel Rocha optou por começar o 5 para 4. Com Bruno Coelho a guarda-redes avançado, as águias rodavam a bola entre a defesa leonina, mas esta mantinha-se coesa e não deixava a bola passar. Com Erick Mendonça, João Matos, Léo e Pany Varela, estava construída a linha que ninguém poderia transpor. E assim foi. Foi preciso dar o corpo às balas, que o diga Pany e João Matos, mas, como Nuno Dias afirmou na antevisão a esta partida, pudemos mesmo contar com “entrega e sacrifício totais”.

A partida acabaria mesmo por terminar 2-0 para os leões, depois de 40 minutos muito intensos para as duas formações. Neste momento, o Sporting CP é líder isolado da Liga Placard e, tal como é digno destas cores, segue em frente na busca de mais.

No próximo fim-de-semana, a turma de Alvalade viaja até ao Fundão, em partida a contar para a Taça de Portugal, dia 15 de fevereiro, pelas 16h45, mais uma prova que os leões pretendem conquistar.

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