“TÍNHAMOS UMA ‘SUPER’ EQUIPA”
Hugo Canela, ex-treinador da equipa de andebol do Sporting CP, recordou a conquista da Taça Challenge, num exclusivo Leonino
Redação Leonino
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27 de Maio 2020, 17:40

A conquista da segunda Taça Challenge do Sporting CP faz hoje, dia 27 de maio, precisamente três (LER AQUI) e o Leonino fez questão de relembrar este feito com um dos grandes protagonistas da conquista, Hugo Canela, antigo treinador da equipa de andebol verde e branca, que esteve ao serviço leonino entre 2016 e 2019, como míster principal.

Por curiosidade, esta conquista foi mesmo a primeira alegria que Hugo Canela deu aos leões, algo que nunca irá esquecer: “Foi o primeiro título que ganhei enquanto treinador e foi logo um título internacional. Foi espetacular, acho que isso diz tudo. Primeiro título que se ganha e ser logo internacional, podendo aumentar o número de conquistas europeias para o Sporting CP foi fantástico”, começou por dizer, em exclusivo, ao Leonino.

O caminho até à vitória

Além da conquista histórica, os leões escreveram as suas páginas na Europa ainda de outra forma, vencendo todos os jogos até à final. Hugo Canela lembrou-nos a receita para esse sucesso.

“A Taça Challenge é uma competição que tem umas caraterísticas muito especiais, tínhamos uma ‘super’ equipa e as equipas que fomos apanhando foram sempre acessíveis. Fomos sempre superiores aos nossos adversários e tivemos alguma sorte também no sorteio. O facto de termos sido 100% vitoriosos tem a ver com a qualidade que a equipa tinha, eramos bastante superiores”.

Na primeira-mão, jogada em Lisboa, os leões já levavam uma vantagem de nove bolas e iam confiantes até à Roménia, ainda que com algumas reservas.

“Ficámos mais convictos quando mudaram o local onde ia ser o jogo, porque a equipa que defrontámos não jogou no seu sítio normal, porque tinha havido confusão no jogo anterior, na meia-final. Assim, sabíamos que íamos jogar num pavilhão que teria mais pessoas, mas não era a casa deles e que iriamos com uma vantagem muito confortável, além de sabermos que tínhamos mais qualidade. Fomos muito confiantes, sempre com alguma dúvida, porque íamos jogar fora e devido ao que tinha acontecido na meia-final, sempre um pouco hesitantes, mas acho que estávamos muito confiantes de que íamos ganhar, porque a vantagem era muito boa e a nossa qualidade também”, relembrou.

Também o último treino, já em solo romeno, correu como o esperado: com muito foco e muita concentração, como nos conta o antigo míster e atleta leonino.

“Tenho ideia de que as pessoas estavam muito descontraídas, com os atletas muito concentrados e focados nas suas tarefas e naquilo que tínhamos para fazer. Foi um daqueles treinos em que os jogadores não se zangam, porque estavam todos altamente focados para um objetivo que era comum a todos e que todos tinham muita vontade de conquistar”, recordou.

Com a Challenge já mão

A insegurança foi pouca. A vencer já por alguns pontos, a equipa começou a descontrair e a aperceber-se da conquista. Para o treinador, as coisas correram da mesma forma, mas veio logo à sua cabeça o que ainda faltava: o campeonato nacional.

“Houve uma altura em que já tínhamos alguma vantagem e já estávamos mais descontraídos, mas olhei para o marcador e pensei: ‘Bem, vou ganhar este título’, mas no segundo minuto logo: ‘Agora tenho de vencer o campeonato’. Foi um momento para desfrutar das coisas, mas isto tem que ver com a forma como sou e só aproveitei cerca de um minuto. O Luís Cruz veio abraçar-me, depois os jogadores e já estávamos em ambiente de festa, mas só pensava em recuperar aquela malta porque agora tínhamos de ser campeões nacionais. Foi um minuto muito bom”, lembrou.

Alvalade em festa

Para terminar em beleza, atletas, equipa técnica e staff, chegaram a Alvalade na noite seguinte, pelas 22h00, onde foram recebidos com grande euforia por alguns Sportinguistas. Para Hugo Canela, esse foi o momento alto de todas as suas conquistas de leão ao peito.

“Essa é a parte muito boa das nossas conquistas. Na primeira pessoa, vermos a alegria que damos a milhares de pessoas, que são os adeptos e Sócios do Sporting CP. Gosto muito disso, que é a possibilidade de dar alegrias às outras pessoas é algo com que me identifico bastante. Sobretudo gostando do Clube onde trabalhava e sendo sempre bem tratado pelas pessoas e pelos Sócios”, explicou, antes de terminar esta conversa com aquilo com que mais se identificava no Clube.

“Lembro-me, enquanto treinador, de ter sempre o Pavilhão muito bem composto, com recordes de bilheteiras, acho que as pessoas se identificavam com aquela coisa do atleta que foi do Sporting CP e que agora era treinador e que tinha uma postura diferente. Saber que consegui dar uma alegria a essas pessoas que me acarinhavam foi uma alegria imensa e, lá está, a chegada é sentirmos esse abraço e calor que sabemos que causamos e que é fabuloso”, concluiu.

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