UM GOLO QUE VALEU A FASE DE GRUPOS DA EHF EUROPEAN LEAGUE
Depois do empate na Roménia, os leões de Rui Silva carimbaram a passagem à próxima fase da competição vencendo o HC Dobrogea por 22-21
Maria Pinto Jorge
Texto
29 de Setembro 2020, 21:31
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Esta noite de terça-feira, dia 29 de setembro, jogou-se, no Pavilhão João Rocha, o apuramento para a fase de grupos para a EHF European League, entre Sporting CP e HC Dobrogea. E como na casa das modalidades ninguém passa, os leões de Rui Silva venceram por 22-21 e encontram-se, agora, na fase de grupos da competição europeia.

Skok na baliza, Francisco Tavares na frente – com o total de sete golos – fizeram a diferença. O capitão Frankis Carol acabou excluído e Tiago Rocha saiu depois de limitação, mas nada disso impediu o passaporte dos leões para a fase de grupos.

Rui Silva optou por entrar em campo com o seguinte sete inicial: Skok, Bingo, Frankis, Ruesga, Jens Schöngarth, Darko Đukić , Tiago Rocha; algo que prometia boas armas para este início.

Equilíbrio e defesa. Estas são as duas palavras que melhor definem a primeira parte do encontro e que, juntas, apenas resultam numa coisa: poucos golos.

Ao primeiro minuto, o Sporting CP até começou com a ‘mão direita’: grande remate de Carlos Ruesga e estava aberto o marcador na casa das modalidades leoninas. Desta feita, foram mesmo os leões que começaram a tomar balanço e faro para o golo. Três minutos passados e 3-1 para os homens da casa. No minuto seguinte, primeira falta a dar dois minutos ao capitão Frankis Carol.

Passados sete minutos no relógio e a equipa romena já havia recuperado os dois golos que os leões tinham de vantagem e o resultado era 3-3. No entanto, Đukić voltou, prontamente, a colocar os verdes e brancos na frente.

O primeiro livre de sete metros deste duelo deu-se à passagem do minuto nove, a valer uma cartolina amarela para Bingo, no qual, frente a frente, esteve Fábio Chiuffa – que marcou, assim, o seu regresso ao Pavilhão João Rocha – e Skok, mas o brasileiro acabou por levar a melhor.

Um terço da partida tinha passado e um verdadeiro golaço de Frankis Carol faz com que o Sporting CP chega a uma mão cheia de golos, marcando o 5-4. Este equilíbrio, cada vez mais notório, fazia com que o guardião da baliza do HC Dobrogea se fizesse valer e se colocasse em destaque. Ele e os postes da sua baliza que, por sua vez, também complicavam a vida aos leões.

À passagem pelo minuto 13, os homens de verde e branco encontravam-se numa vantagem númerica de dois jogadores, quando o jogo estava empatado a cinco bolas. Ainda assim, sem conseguirem aproveitar da melhor forma essa vantagem, no regresso à normalidade, o jogo voltou a igualar a seis golos.

No entanto, pelos 17’, mais um encontro de Skok com Chiuffa, em que novamente o ex-leão leva a melhor e coloca, pela primeira vez, o HC Dobrogea na frente do marcador. Por isso mesmo, a partir deste momento, Frankis, enquanto capitão, continuava a marcar passo e a colocar, sempre que os remates eram eficazes, os leões na frente. Quatro golos para o cubano.

Ao minuto 23, Rui Silva resolve lançar Francisco Tavares na frente, o que acabaria para se demonstrar uma grande mais-valia para os leões. Nesse mesmo momento, mais uma grande defesa da ‘muralha eslovena’, Skok, a evitar que a vantagem dos romenos aumentasse. 9-8 e time-out pedido por Rui Silva.

A defesa leonina via-se bastante coesa e, lá na frente, tanto Francisco Tavares como Frankis Carol iam convertendo os contra-ataques em golos. No entanto, ao intervalo, o Sporting CP encontrava-se a perder por 12-10.

No regresso dos balneários, Rui Silva continua a apostar em Francisco Tavares, mas, agora, também com Salvador Salvador para alinhar o ataque. Mais um duelo entre Chiuffa e um guarda-redes dos leões, desta feita Manuel Gaspar (31’), mas que, desta vez, acabou em defesa do jovem guardião. Ainda assim, no ataque seguinte, os romenos aumentam para quatro a sua vantagem (14-10). A maior vantagem até ao momento.

Víamos três minutos da segunda parte e três golos para o HC Dobrogea. Mesmo desta forma, os leões conseguiram-se recompor e começaram a recuperar. De quatro golos de diferença passaram, assim, para apenas dois, muito graças a Francisco Tavares (15-13, 36’). Logo de seguida, Salvador Salvador, com uma bomba, deixa o Sporting CP a apenas um golo de distância do empate.

Skok melhora, sem qualquer dúvida, a sua concentração nesta segunda parte. No entanto, nesse mesmo momento, os leões perdem o seu melhor marcador e ficam com menos um elemento durante dois minutos quando têm de atacar. A 20 minutos do final do encontro, Sporting CP em superioridade numérica, a conseguir reduzir para 17-16.

À passagem pelo minuto 45, finalmente o empate a 17 golos, este último marcado por Theo, num momento em que Frankis se coloca numa grande situação de assistências (três seguidas), mas que acaba por ser excluído da partida, depois de seis golos marcados.

O relógio parecia não parar no Pavilhão João Rocha. A apenas 10 minutos do final, Arnaud fez a linha e Francisco Tavares fez ‘bingo’.  Tudo empatado, novamente e, logo de seguida, Francisco Tavares, coloca os leões na frente, depois de livre de sete metros. O resultado era 19-18.

Tic-tac, tic-tac. Faltavam apenas cinco minutos e Skok sabia muito bem disso. Livre de sete metros e, adivinhem: tremenda defesa do guardião esloveno, que mantém a vantagem e permite que, na resposta, Francisco Tavares ganhe mais um duelo de um para um e deixe o Sporting CP a vencer por 21-20.

Estava tudo guardado para os minutos finais. Os empates iam e vinham, portanto, apenas o melhor ataque e a melhor defesa poderiam dar como garantida a passagem à fase de grupos da EHF European League. Assim, sete golos de Francisco Tavares: o ponta volta a não vacilar e a marcar mais um livre de sete metros, colocando o marcador em 22-21, quando faltavam apenas três minutos para o final do encontro.

Skok mantinha a baliza intacta. Pedido de time-out por parte do míster dos leões que, desta forma, nada podia dizer aos leões além de defender o 22-21 conseguido. E foi isso que fizeram. O Sporting CP está, agora, na fase de grupos da EHF European League, com o coração nas mãos, mas com a garra em campo.

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