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Claque do Sporting recusa assinar acordo e deixa forte recado a Varandas
10 Jul 2026 | 10:59
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07 Fev 2020 | 15:04 |
Frederico Varandas foi hoje ouvido no Tribunal de Monsanto no âmbito do julgamento do ataque à Academia de Alcochete. O agora Presidente do Clube, que na altura do ataque era o Médico, diz que foi atacado com uma tocha, mas que se desviou e que a mesma bateu no preparador físico Mário Monteiro. "Estava no meu gabinete. Os fisioterapeutas e os enfermeiros antes do treino estavam no balneário a tratar e preparar os jogadores. Apercebi-me de que algo de anormal estava a acontecer, ouvi barulhos fora do normal, murros, pontapés e portas a bater. Quando me aproximei do balneário estava muito fumo, a visibilidade era reduzida e percebi que estavam a atirar tochas e fumos. Já à porta do balneário um indivíduo atirou uma tocha na minha direção, mas eu desviei-me e acertou no Mário Monteiro, que estava atrás de mim", começou logo por relatar, antes de avançar para mais pormenores sobre o ataque. "Ouvi gritos e alguém a gritar que se não ganhássemos o jogo [final da Taça de Portugal] iam matar-nos. Alguns jogadores tinham-se refugiado no ginásio. No balneário estava tudo virado do avesso, a máquina da água virada ao contrário, roupas espalhadas por todo lado e os jogadores em pânico", finalizou. Varandas referiu, também, que ninguém queria ir ao Jamor para disputar a final da Taça de Portugal: "Nos dias seguintes os jogadores recusaram-se a regressar à academia, diziam que não tinham condições. Nessa altura, vou ser sincero, ninguém pensava no jogo, o ambiente era de terror. Queriam vencer o jogo, mas a nível emocional não estavam preparados". O Presidente do Sporting CP falou, ainda, do tom de intimidação que Bruno de Carvalho, Presidente na altura, denotou na reunião com o staff do Sporting na véspera do ataque à Academia. "Estavam o staff e departamento clínico. Secretários técnicos, roupeiros, Manuel Fernandes. Com Rui Caeiro, Carlos Vieira, Bruno de Carvalho e André Geraldes. Objetivo? Acima de tudo amedrontar os funcionários. Foi surreal. Bruno de Carvalho disse que estava farto que lhe enfiem o dedo no c.... Que a Taça valia tanto como um furúnculo que ele tinha no c.... Ele virou-se para o Paulinho e diz 'não olhes para mim preocupado, tu vais tratar da relva' e 'de hoje para a frente isto vai mudar. Quero toda a gente no treino amanhã [dia 14 de maio de 2018] à tarde'. Para mim em tom desafiador e a instigar a plateia na sala disse 'aconteça o que acontecer, amanhã quero ver quem é que continua comigo'”, disse.
Fotografia do Sporting CP.
Proposta já motivou algumas reações negativas nas redes sociais, sobretudo pela diferença em relação aos principais rivais nacionais
17 Jul 2026 | 16:52 |
O Sporting apresentou a proposta de orçamento para a temporada 2026/27, documento que será levado a votação numa Assembleia Geral marcada para 25 de julho. Entre os vários pontos em análise pelos sócios surge a possibilidade de atualização dos valores das quotas mensais, uma medida que tem gerado discussão.
A principal alteração diz respeito à categoria A, destinada aos sócios adultos, que poderá passar dos atuais 13 euros para 14 euros por mês. Caso seja aprovada, esta quota ficará acima dos valores praticados por Benfica e Porto, sendo que também as restantes categorias de associados, como a B, C e D, poderão sofrer aumentos.
A proposta já motivou algumas reações negativas nas redes sociais, sobretudo pela diferença em relação aos principais rivais. A contestação surge numa altura em que o Sporting atingiu um novo máximo histórico de sócios pagantes, ultrapassando os 125 mil associados.
Segundo a Direção, liderada por Frederico Varandas (que viu a Justiça dar-lhe razão num processo contra o Porto), a revisão dos preços das quotas surge como resposta ao atual contexto económico, marcado pelo aumento generalizado dos custos e pela subida das taxas de juro. O Clube considera que estes ajustes são necessários para assegurar a continuidade e evolução das várias atividades e projetos em curso.
O documento apresentado contempla ainda a criação de uma nova categoria de associado, denominada “sócio base”. A modalidade terá menos direitos do que os sócios tradicionais, não permitindo votar, participar em AG's ou integrar processos eleitorais, mas possibilitando o acesso a benefícios como descontos, eventos e atividades promovidas pelo Clube.
Ambiente em torno dos leões aquece antes da nova temporada e um dossiê sensível está a provocar forte agitação no Clube de Alvalade
15 Jul 2026 | 12:24 |
O Sporting enfrenta um novo foco de tensão fora das quatro linhas. Quando parecia existir margem para aproximar a administração liderada por Frederico Varandas dos grupos organizados de adeptos, o cenário sofreu uma reviravolta e o entendimento ficou seriamente comprometido, deixando um dos projetos mais ambiciosos da SAD praticamente sem efeito.
A proposta apresentada pelo Clube para criar um novo protocolo com as claques encontrou forte resistência. Segundo as informações do jornal Record, Directivo Ultras XXI, Juventude Leonina e Torcida Verde deverão rejeitar o acordo proposto pela SAD, sendo que apenas a Brigada Ultras Sporting estará disponível para assinar o documento.
A intenção da administração passava por recuperar a histórica Curva Sul do Estádio José Alvalade, através da criação de uma Gamebox específica, do apoio financeiro às deslocações dos grupos organizados de adeptos e ainda da implementação de uma zona de safe standing, com lugares em pé protegidos.
Entre os principais motivos para a rejeição estão a obrigatoriedade da identificação através da zona ZCEAP (Cartão do Adepto) e a situação das sedes das claques. Enquanto a Brigada já recebeu ordem para abandonar o espaço que ocupava no estádio, as sedes da Juventude Leonina, Torcida Verde e Directivo continuam envolvidas em processos judiciais, sem que tenha sido encontrada uma solução considerada satisfatória pelos adeptos.
Assim, o objetivo de Frederico Varandas de reunir novamente os grupos organizados na Curva Sul fica, para já, longe de se concretizar. Salvo uma alteração inesperada nas negociações, apenas a Brigada deverá formalizar o protocolo com a administração leonina.
Equipamento mantém as tradicionais listas horizontais verdes e brancas, mas apresenta algumas novidades em relação à época passada
14 Jul 2026 | 09:50 |
O Sporting apresentou oficialmente a camisola principal para a temporada 2026/27, revelando um equipamento que presta homenagem aos 120 anos de história do Clube. O novo modelo já se encontra à venda nas plataformas oficiais, com um preço de 100 euros para o público em geral e de 90 euros para os Sócios.
Nas redes sociais, os adeptos verdes e branco aprovaram o novo kit, mas manifestaram-se quanto ao preço do mesmo: "Levem já a minha carteira de vez" e "Bom, lá se vai o subsídio de férias e de Natal" ou "É lindíssima, vou ter mesmo de comprar" são alguns dos exemplos.
A nova camisola mantém as tradicionais listas horizontais verdes e brancas, mas apresenta algumas novidades em relação à época passada. O verde surge num tom mais escuro, o equipamento estreia o novo símbolo do Sporting e inclui detalhes dourados que assinalam o 120.º aniversário. O conjunto fica completo com calções pretos e meias verdes e brancas às riscas.
O Sporting destacou o simbolismo do novo equipamento e a ligação às raízes do Clube: “Listas que carregam o peso de 120 anos de história. Listas que contam a história de quem somos. De quem as eternizou. De um caminho de vitórias e derrotas: A quem nada foi dado e tudo foi conquistado. As tuas listas. As listas que representam quem tu és. Que te representam. Um legado. Listas que não têm fim. A próxima começa agora”, escreveu o Clube na mensagem que acompanhou o lançamento.
O equipamento marca também uma nova fase na história dos leões, sendo o primeiro a exibir o recente símbolo apresentado pelos leões. A camisola será utilizada pela equipa de Rui Borges ao longo da temporada 2026/27 e assinala oficialmente o início das comemorações dos 120 anos.