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Futebol
07 Fev 2026 | 12:14 |
O empresário e Sócio do Sporting, Bruno Sá, deixou clara a sua intenção de se candidatar à Presidência no Sporting contra Frederico Varandas. Numa extensa entrevista ao jornal A Bola, o responsável pelo restaurante “O Cantinho do Sá” explicou os seus motivos para avançar para o ato eleitoral de 14 de março. Confira tudo o que disse.
O que o faz avançar para a presidência do Sporting?
"Antes de mais quero esclarecer que esta não é uma candidatura contra alguém. Mas o Sporting é um universo muito grande, são 3 milhões de pessoas, 150 mil sócios, e acho muito importante haver aqui uma democracia e uma ideia de clube diferente da que está a ser trilhada por esta Direção, muito no caminho dos clientes, de empresa. Acho que estamos a afastar-nos da essência do Sporting. Identifico dois pontos fundamentais: venho em representação das pessoas que aos poucos se afastaram do clube com esta ideia de clientes, e para alertar de algumas coisas que eu, como vivo o dia-a-dia do Sporting, acho que podem acontecer e sinto que podem estar a hipotecar um pouco o futuro, principalmente a retoma da política desportiva pré-Ruben Amorim, que sinto estar a acontecer no pós-Amorim; o outro ponto fundamental é a relação com os sócios, que tem sido muito complicada".
O que é preciso mudar no Sporting?
"Estamos a desligar-nos da essência do clube, que são os sócios. Descalçar os sócios à entrada dos jogos, abandonar os núcleos, as assembleias gerais sem pessoas... nota-se mesmo isso, apesar de o Sporting ter vindo a ser um clube vitorioso, algo que agradeço muito ao presidente Frederico Varandas. Mas nota-se que o estádio raramente está cheio, o pavilhão está quase sempre vazio, apesar de os títulos terem acontecido. Noto tudo muito corporate, muito empresa, e o sócio do Sporting gosta da ligação ao clube e da emoção. Isso tem sido cortado, naquilo que eu penso ser um caminho perigoso de distanciamento do sócio, distanciamento dos núcleos, dos próprios GOA [grupos organizados de adeptos] que foram afastados, destas polémicas todas que houve com os Lugares de Leão, com os Vitalícios... Que caminho é este dos clientes que o Sporting quer trilhar? Será que é possível a venda de uma parte da SAD, da maioria da SAD?".
Pode explicar melhor a ideia do pré e do pós-Amorim?
"O Presidente, num cenário em que era vaiado, ouvia «ó Varandas o que fazes aqui», via lenços brancos e tinha os carros da Direção apedrejados, decidiu entregar o clube ao Ruben Amorim tipo chave na mão. Entregámos o clube a um treinador. Não é essa a ideia que eu defendo. Defendo uma estrutura-base no clube, que passe de presidente para presidente, esquecendo aquela prática consecutiva de quem vem a seguir dizer mal de quem vem antes. Estamos todos a trabalhar em função do Sporting. Tendo entregado o clube a um treinador, temos este problema: vamos sofrer algumas oscilações. O Rui Borges, apesar de ser uma pessoa com grande carácter e um bom homem, não tem tido a autonomia que o Sporting deu ao Ruben Amorim".
Tem noção de que é um outsider nesta corrida, perante uma onda muito forte do Presidente mais titulado da história?
"Tenho essa noção. Agradeço muito os títulos que o Frederico Varandas nos deu, as alegrias que nos deu. Agora, a minha missão aqui é um pouco voltar à essência do Sporting, reunir a família leonina. Representar os que não se reveem nesta Direção e alertar os outros, que não estão a ver além dos resultados e não percebem os problemas estruturais, a falta de um projeto desportivo. Quero mostrar que é possível ganhar, mas tratar bem as pessoas: tratar bem os núcleos, os GOA, os Vitalícios, os Lugares de Leão..."
O que pode vir a considerar como um bom resultado?
"Não sei. Para mim o importante, agora, é representar estas pessoas de que falei. Não consigo prever qual será o meu resultado. Os Sócios decidirão".
Está a posicionar-se para umas futuras eleições, numa era pós-Frederico Varandas?
"Não. Tive uma série de reuniões, ouvi muita gente. Tenho lidado diariamente com Sportinguistas, desde os Stromp aos cinquentenários, ligados às claques, ligados a vários ex-presidentes, ex-candidatos. Acho que este é o momento de avisar sobre o que pode acontecer. Não me sentia bem a esperar, como outros estão a fazer, por 2030. Tenho notado muita política neste Sporting, muitos grupos que pensam entrar aqui de uma forma política, apontando para a altura em que o Frederico Varandas sair. Avanço agora porque em 2030 pode ser tarde".
Que riscos corre o Sporting até 2030?
"O Sporting caminha numa ideia empresarial, de distanciamento dos sócios, da base, da essência do clube. A minha grande pergunta aqui: qual é o objetivo disto? Houve uma série de negócios com o Chelsea, o Essugo, o Quenda... Parece que o Sporting está recetivo a uma entrada de capital na SAD, mas não esclarece bem qual é a intenção: vender uma parte da SAD, a maioria da SAD? Mais uma vez voltarmos a um pré-Amorim, em que o Sporting vai ficar alheado de resultados? Sinto também um pouco receio do final de ciclo. Defendo muito a ideia de que «em equipa que ganha não se mexe» e noto que o Sporting já teve grandes dificuldades para ganhar no ano passado. Acho que estamos a viver muito do passado recente e a não olhar para a frente".
Que ligação tem ou teve às claques do Sporting?
" Fui atleta do Sporting. A minha vida era passada do pavilhão B para a porta 10A, a partir da qual acompanhávamos os jogadores até lá acima. Já conhecia muitas pessoas. O meu irmão na altura era da claque, eu conhecia alguns membros e depois integrei-a também durante algum tempo. Continuei como atleta do Sporting no basquetebol até fechar a secção. Entretanto abri ali o, como eu lhe chamo, confessionário do Sporting... [referindo-se ao restaurante do qual é proprietário, muito perto do estádio]".
Fala da Juventude Leonina?
"Sim. Foi uma passagem curta. O meu irmão é que era membro da claque. Eu tive alguma ligação. E hoje em dia tenho o restaurante aberto junto ao estádio e lido com toda a gente, de todos os grupos".
Essa ligação próxima com pessoas das claques pode prejudicá-lo, de alguma maneira, ou até beneficiá-lo?
"Acho que é bom termos passado pelos vários setores do clube. Lido com toda a gente do clube, acho que nas claques há pessoas boas e pessoas más, como em todos os grupos. Se me permitem recordar, um dos lemas da campanha do Frederico Varandas era que tinha pertencido à JL da Avenida de Roma. A minha passagem foi muito curta, como disse, e respeito os GOA, respeito todos os grupos do Sporting".
Admite conversar com os GOA se for Presidente?
"Gostava que fizessem uma pergunta a todos os capitães do Sporting: preferem jogar com claques ou sem claques? Qual é o ambiente para as equipas estarem mais próximas da vitória? Penso que é com claques. Obviamente vou abrir o diálogo, dentro das regras impostas pelo clube. Uma delas, e principal: todos têm de ser sócios. A minha visão é de responsabilização e abertura para o diálogo".
Preocupa-o a relação, provada ao longo dos anos, das claques com movimentos de extrema-direita que ultrapassam o âmbito do desporto?
"As claques têm sempre pessoas boas e pessoas más. É como em tudo na vida. Nós não controlamos tudo, só temos de garantir que os GOA cumprem as regras".
Que apoios à sua candidatura já pode anunciar publicamente?
"Tenho o apoio de muitos Sportinguistas. É algo que ao longo da campanha iremos mostrar. Há muitas pessoas que não querem dar o nome nesta fase. Essa foi uma das coisas que notei! As pessoas querem ligar-se a vitórias, esperam o momento certo para a entrada depois da saída do Frederico Varandas, um pouco como na política. Eu como de político não tenho muito prefiro avançar já".
Tem as listas prontas para todos os órgãos?
"Todas prontas".
Pode revelar nomes?
"Por enquanto não".
O que considera ter sido bem feito, menos bem feito ou mal feito por Frederico Varandas ao longo dos últimos oito anos?
"Obviamente houve muitas coisas bem feitas, que deram sucesso desportivo. Mas não me esqueço da tal entrega da autonomia a Ruben Amorim, por exemplo. E agora o que me preocupa é este caminho que estamos a trilhar de afastamento da essência do clube, dos sócios, um caminho dos clientes, empresarial".
Isso não pode ser benéfico para o Sporting do ponto de vista financeiro?
"Há algumas coisas que me preocupam, nomeadamente o grande aumento da dívida do clube à SAD, que mais uma vez faz-nos desconfiar aqui de uma entrada de capital externo. Quero que esclareçam se isto é ligado ao Chelsea, e se a ideia é vender uma parte ou a maioria da SAD. Algo que também aumentou muito foi a dívida a fornecedores. Neste momento a dívida é quase mais do que o dobro de quando entraram. O passivo não tem diminuído. Realmente temos tido saldos positivos semestralmente, mas é importante saber isto: sempre que há lucro semestral, os administradores são premiados. Talvez isso justifique muito a decisão de há um ano e meio vendermos o Essugo e o Quenda ao Chelsea, favorecendo quem lidera os órgãos sociais porque recebem um prémio".
Acha que há um exercício das funções previsto ao semestre, no sentido de poder haver os tais prémios?
"Acho que há uma relação. Uma das bandeiras desta direção é que o Sporting pertence 90% aos sócios. Os administradores, no ano passado, autopremiaram-se em cerca de 300 mil euros; o presidente auto-aumentou-se seis vezes. Acho que há aqui uma gigajoga entre a política desportiva e o benefício próprio. E por mim esse nunca será o caminho do Sporting".
Seja o Chelsea ou qualquer outro parceiro, vê como benéfica a entrada de capital externo na SAD? Traça uma linha nos 50% mais um para o clube ou admite outro cenário?
"Acho que tem de haver clareza na comunicação e dizer o que é que se está a pensar fazer. Na questão da SAD como neste novo empréstimo de 250 milhões. E acho que não há uma comunicação clara. Há um aproveitamento dos bons resultados para deixarmos passar as coisas todas. Defendendo eu a origem do Clube e a essência do clube e os sócios, nunca colocarei a hipótese de vender a maioria da SAD".
O que teria feito de diferente no mercado de inverno da equipa profissional?
"Mais que o mercado de inverno em si, gostava de questionar algo que se tem observado: nenhum jogador sai do Sporting a bem. O Gyokeres não apareceu para treinar no verão, agora o capitão exige sair... Há uma política de renovação e de promessa de saída que vai ser prejudicial ao Sporting. No final da época vão sair quatro titulares. E nota-se aqui uma ausência de planeamento, de estratégia, porque ainda não chegou nenhum substituto. Quatro titulares: Diomande, que renovou mas tem essa promessa de saída, Hjulmand, Morita e Quenda".
Tem falado em pré e pós-Amorim. Mas fala apenas do ex-treinador ou também de Hugo Viana?
"Nota-se que agora não há uma estrutura bem definida no Sporting. Parece que ninguém tem a autonomia que tinham o Hugo Viana e o Ruben Amorim".
Tem pessoas escolhidas para essa funções?
"Sim, essas pessoas já estão escolhidas. Obviamente as melhores estão todas a trabalhar em clubes. Se lá chegar, se for essa a decisão dos sócios, apresentarei as pessoas".
Falando das modalidades antigamente ditas amadoras, há uma proximidade grande das equipas de hóquei em patins, voleibol, andebol, futsal, basquetebol ao Bruno, até por força do restaurante perto do estádio. Acha pode ir buscar, aqui, alguns apoios?
"Além da política desportiva e da relação com os sócios, essa é outra questão: noto algum desinvestimento nas modalidades. No nosso modelo de gestão, o presidente lidera a SAD e o clube. E deve liderar pelo exemplo e pela presença. Acho que o nosso presidente não é muito próximo das modalidades. Temos conseguido alguns títulos (queria dar aqui um louvor também ao Miguel Afonso pelo excelente trabalho que faz, de conseguir títulos com menos recursos do que os adversários diretos). Mas acho mesmo que a liderança tem de exercer-se pelo exemplo. O Sporting está num patamar alto no andebol, por exemplo, podia dar um salto qualitativo quase para ganhar uma Champions League, como já ganhou no futsal. Mas tem havido um desinvestimento claro. Noto também que devia haver um departamento comercial mais forte, devia haver um merchandising de modalidades. As modalidades são o coração do clube e este presidente não é uma pessoa que conheça os atletas, que viva as modalidades. Isso acaba por ser prejudicial para eles. O que sentirá um atleta das modalidades que está a discutir 100 euros para renovar e depois vê o presidente e os órgãos sociais autopremiarem-se em 300 mil euros anuais por ganharem títulos? Os atletas campeões das modalidades do Sporting não recebem prémios. Isso é uma situação que terá de ser vista e revista, porque para mim não há diferença. Eu noto que o Frederico Varandas é um presidente só da SAD. Eu serei um presidente do clube e da SAD".
Antigo jogador dos verdes e brancos fez a sua antevisão à partida válida para a 21.ª jornada da Liga Portugal Betclic, entre leões e dragões
07 Fev 2026 | 11:44 |
Jefferson, antigo lateral esquerdo do Sporting, acredita que o clássico no Estádio do Dragão pode ser determinante na luta pelo título e mostra-se confiante numa vitória dos leões. Para o brasileiro, que representou o Clube de Alvalade entre 2013 e 2019, o conjunto orientado por Rui Borges tem demonstrado crescimento e maturidade competitiva, apesar das dificuldades inerentes a jogar no reduto portista.
"Se perder, por aquilo que o rival está a fazer, ficaria muito difícil"
Na análise ao momento das duas equipas, Jefferson sublinhou que uma eventual derrota do Sporting teria consequências pesadas, tendo em conta o rendimento do rival, mas destacou a resposta recente dos leões: “Quando perdes, tentas ir buscar mais forças para a próxima partida e sendo um clássico, dá mais motivação ao Porto. O Sporting tem vindo a crescer, a vencer sempre nos últimos minutos, o que também dá confiança à equipa. Mas se perder, por aquilo que o rival está a fazer, ficaria muito difícil”.
Apesar de considerar o Sporting favorito ao título, o ex-jogador reconheceu o grau de dificuldade do desafio no Dragão, lembrando o histórico recente desfavorável aos leões naquele palco: “É muito difícil jogar lá pelo ambiente, pela equipa, mas é mais um motivo para os jogadores chegarem e tirarem esse peso extra”. Jefferson alertou ainda para o papel do Benfica na corrida pelos lugares cimeiros, referindo que “ainda faltam muitos jogos...”.
“Basta 1-0 e pode ser o Luis Suárez"
O antigo lateral destacou igualmente o coletivo leonino e a qualidade individual do plantel, apontando possíveis protagonistas para o jogo decisivo: “O Sporting tem jogadores de seleção como o Trincão, o Pote, o Maxi, o Geny, e, claro, o Suárez que tem faturado bastante”. Convicto num triunfo dos leões, antecipou um desfecho curto: “Basta 1-0 e pode ser o Luis Suárez, que tem marcado vários golos no final do encontro, deixando o coração dos adeptos acelerado. Mas pode ser aos 90’, 90’+5, ou logo no primeiro minuto, para dar emoção à partida e dar aquela vontade típica de um clássico”.
"Vai ser um jogo difícil"
Do lado portista, Albertino, antigo avançado do Porto entre 1979 e 1982, considera que uma vitória dos dragões poderá praticamente decidir o campeonato. Em declarações ao jornal Record, o ex-internacional português, de 76 anos, apontou o favoritismo da equipa da casa: “Penso que fica arrumado. O favoritismo será sempre do Porto e, em casa, com o apoio dos adeptos, se jogar aquilo que nos têm habituado, penso que irá vencer. Mas vai ser um jogo difícil”.
Ainda assim, Albertino deixou um alerta para o impacto que um eventual desaire poderia ter nos azuis e brancos, lembrando a sequência recente de resultados: “Seriam duas seguidas...”. O antigo jogador relativizou também o peso dos clássicos na decisão final da prova, defendendo que os campeonatos se constroem sobretudo noutros jogos: “É sempre melhor jogar um clássico do que contra clubes pequenos. Mas o campeonato não é só clássicos e, normalmente, é contra os pequenos que se ganham títulos”.
Jovem internacional encontra-se a recuperar de uma intervenção cirúrgica para corrigir uma fratura no quinto metatarso do pé direito
07 Fev 2026 | 11:13 |
Geovany Quenda continua a seguir o plano de recuperação em Inglaterra, mais concretamente nas instalações do Chelsea, clube que tem acompanhado de forma próxima todo o processo clínico do jovem extremo do Sporting. O internacional português sub-21 deverá manter-se em Londres nas próximas semanas, não estando ainda definido um prazo para o regresso a Portugal, numa gestão articulada entre as equipas técnicas e médicas envolvidas.
De acordo com o jornal A Bola, no Chelsea não existe qualquer intenção de acelerar o processo ou antecipar etapas. A prioridade passa por assegurar que o jogador apenas regressa à competição quando estiver totalmente recuperado, evitando riscos que possam comprometer o futuro imediato ou a próxima temporada, precisamente aquela em que Quenda pretende afirmar-se em definitivo no clube inglês.
Apesar das cautelas transmitidas aos responsáveis do Sporting, a vontade do atleta é clara. Aos 18 anos, Quenda mostra-se ansioso por voltar aos relvados, ajudar a equipa e melhorar os registos da presente época. Ainda assim, o extremo demonstra consciência de que não pode colocar a carreira em causa, adotando uma postura responsável e alinhada com a estratégia definida pelo Chelsea.
O jovem internacional recupera de uma intervenção cirúrgica para corrigir uma fratura no quinto metatarso do pé direito, lesão que o afastou da competição desde 5 de dezembro de 2025. Nesse encontro, frente ao Benfica, no dérbi de Lisboa, foi suplente utilizado pelo Sporting, acabando por sair pouco depois devido a problemas físicos.
A evolução tem sido considerada positiva e o próprio jogador tem dado conta dos progressos através das redes sociais. Numa das publicações recentes, Quenda surge a utilizar uma passadeira anti-gravidade, equipamento que reduz o peso corporal e permite a realização de exercícios com menor impacto nas articulações e músculos, recurso cada vez mais utilizado em processos de reabilitação de atletas de alto rendimento.
Segundo a mesma fonte, o regresso aos relvados está apontado para a primeira ou segunda semana de março. Até lá, tudo indica que o extremo continuará a trabalhar em Inglaterra, sob vigilância apertada do departamento médico do Chelsea, num processo conduzido com prudência e foco no futuro.
Internacional moçambicano encontra-se a viver um grande momento de forma em Alvalade e decidiu a passagem dos leões às meias da Taça de Portugal
07 Fev 2026 | 10:30 |
Geny Catamo atravessa um dos melhores momentos desde que chegou ao Sporting e destaca-se, a par de Luis Suárez, como um dos jogadores em maior evidência no plantel. O rendimento apresentado despertou a atenção de clubes das cinco principais ligas europeias, numa altura em que o processo de renovação deverá voltar a ser discutido no final da temporada.
Somando os números pelo Sporting aos jogos realizados pela seleção nesta época, entre encontros particulares, qualificação para o Campeonato do Mundo e CAN, Geny Catamo apresenta um total de dez golos e seis assistências em 36 partidas. Este rendimento reforçou o interesse de clubes de Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França.
No último verão, o Aston Villa avançou pelo jogador, enquanto o Fenerbahçe apresentou uma proposta na ordem dos 20 milhões de euros. O Sporting, contudo, apontava para valores entre os 25 e os 30 milhões e o extremo acabou por permanecer em Alvalade. Atualmente, existe abertura para negociar no próximo defeso por montantes ligeiramente acima dos 20 milhões, embora a evolução da temporada possa levar a uma valorização desse patamar.
Apesar dessa disponibilidade, tanto da parte do jogador como da administração leonina, a renovação contratual já foi abordada, mas encontra-se em suspenso, ficando remetida para o final da época, salvo a chegada de uma proposta formal considerada convincente.
Recorde-se que, em julho passado, o Sporting investiu 2,25 milhões de euros para passar a deter 90% do passe do extremo. O Amora, primeiro clube de Catamo em Portugal, conservava então 75% dos direitos económicos, enquanto o Black Bulls, de Moçambique, mantinha 85%.
Esta temporada, com a camisola do Sporting, Geny Catamo - avaliado em 15 milhões de euros - soma 26 partidas. Nos 1.537 minutos que esteve dentro das quatro linhas, o canhoto, que tem contrato até junho de 2028, conta com seis golos e assistiu os companheiros de equipa em quatro ocasiões.