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Eleições Sporting: Bruno Sá expõe jogada de bastidores de Varandas: "O mundo não..."
03 Mar 2026 | 10:56
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10 Mar 2026 | 11:18 |
Os Sócios do Sporting vão às urnas no próximo sábado, 14 de março, para eleger o Presidente que irá liderar o Clube durante o quadriénio 2026-2030. Ao ato eleitoral apresentam-se apenas dois candidatos: o atual líder leonino, Frederico Varandas, e o empresário Bruno Sá, que surge como principal rosto da oposição.
Numa extensa entrevista ao Desporto ao Minuto, Bruno Sá explicou os motivos que o levaram a avançar para a corrida eleitoral. O empresário defende que o Clube precisa de uma nova visão estratégica, apesar de reconhecer que o Sporting atravessa um dos períodos mais positivos da sua história recente, marcado pelos dois títulos consecutivos de campeão nacional conquistados nas últimas temporadas. Confira tudo o que disse.
"Candidato-me à presidência do Sporting porque tenho uma visão diferente relativamente ao modelo de clube que a atual direção está a seguir e porque considero importantíssimo que o Sporting seja um clube democrático. Obviamente temos tido vitórias e títulos, mas o Sporting não pode caminhar para um modelo de clube de clientes. O Sporting é, antes de tudo, e sempre, um clube de sócios. Com transparência, paixão, proximidade e frontalidade.
Ao mesmo tempo, sinto que estamos a aproximar-nos de um momento importante do ponto de vista desportivo. O ciclo que trouxe grande estabilidade e sucesso nos últimos anos, promovido pelo projeto implementado pelo Ruben Amorim, está a chegar ao fim, e os indicadores sobre o que aí vem, na minha opinião, não são bons. É precisamente nesses momentos que os clubes precisam de liderança, visão e capacidade de antecipação. Não me parece que seja o que está a acontecer no Sporting.
Falo diariamente com muitos sportinguistas que acompanham o clube de forma muito próxima e que sentem que algumas questões estruturais estão a passar despercebidas porque o resultado desportivo, naturalmente, acaba por dominar a atenção. A minha candidatura nasce precisamente daí: da vontade de representar esses sócios que não se reveem neste modelo e alertar os que, de momento, não vêm além do resultado do jogo.
Esta é, de resto, uma candidatura muito importante pois é o garante da democracia no Sporting. Não só agora, no período eleitoral, mas nos quatro anos que se seguem. Se não vencer estas eleições, acredito numa votação forte que me permita ser a voz dos sócios nos próximos quatro anos. Sei que a atual direção não viu com bons olhos a minha candidatura, e o motivo é precisamente esse: não queriam escrutínio nos próximos quatro anos e sabem que se tiver uma votação forte, que está cada vez mais próxima, comigo, é isso que irá acontecer. Vão ter de ter muito mais transparência. Vão ter de prestar contas e dar explicações. De uma coisa os sócios podem ter a certeza: o voto na minha candidatura é o garante de democracia nos próximos quatro anos"
"Não colocaria a questão dessa forma. Estou convencido de que a direção liderada por Frederico Varandas faz aquilo que entende ser o melhor para o Sporting. A diferença é que a minha visão sobre o que é melhor para o clube é diferente. O Sporting sempre foi um clube de sócios, construído por gerações de sportinguistas que sempre foram o motor do clube. E aquilo que sinto hoje, ao falar com muitos sócios, é que essa ligação está a enfraquecer. Podemos ganhar - e todos ficamos felizes quando o Sporting ganha - mas o Sporting não pode vencer sem os seus sócios fazerem parte disso. Quando há dificuldades para os sócios acederem a bilhetes, quando o site não funciona, quando há decisões pouco claras, quando o sócios não são ouvidos, quando temos um estádio sem qualquer emoção, isso deve preocupar-nos a todo
Ao mesmo tempo, acredito que o Sporting precisa de ter um projeto desportivo definido pelo clube, estável e consistente, que não dependa apenas das circunstâncias ou de um treinador específico. Os treinadores são fundamentais, mas devem integrar um projeto do clube e não ser eles próprios o projeto. É por isso que avanço com esta candidatura: para reforçar a ligação do Sporting aos seus sócios e para garantir que o clube tem uma visão sólida e consistente para o futuro"
"Essencialmente dar resposta a estas questões que levanto. Em primeiro lugar, voltar a colocar os sócios no centro do clube. O Sporting foi construído por gerações de sócios e hoje muitos sentem que estão mais afastados. Tenho encontrado sócios que pagaram quotas durante décadas e que hoje, de forma sistemática, não conseguem sequer comprar bilhete para ir ao estádio. Isso não pode acontecer num clube como o Sporting.
Quero um estádio cheio de sportinguistas, vibrante, onde os sócios sintam que fazem parte do clube. Vamos rever os critérios de acesso a bilhetes, melhorar as plataformas do clube e garantir que os Núcleos voltam a ter a importância que sempre tiveram na vida do Sporting. Além disso, vou fazer alterações profundas na relação de transparência e participação com os sócios. As Assembleias Gerais têm de voltar a ser momentos vivos do clube, onde os sócios são escutados e respeitados. Defendo também mais mecanismos de participação, incluindo um Provedor do Sócio e maior clareza nas decisões estratégicas do clube.
E, como já disse, definir um projeto desportivo claro e estável, definido pelo clube e pensado a longo prazo. Os treinadores são fundamentais, mas devem encaixar num projeto que garanta identidade, continuidade e sucesso sustentado. Estou convicto de que é possível continuar a ganhar, e até ganhar mais, mas com um Sporting onde os sócios se sintam novamente parte essencial do clube.
Vamos reforçar o departamento de scouting, com um foco claro na identificação de jovens talentos com potencial desportivo e financeiro, valorizando também o jogador português para preservar a identidade histórica do Sporting. A formação continuará a ser um pilar essencial, mas com um reforço claro da cultura de vitória, de exigência e de ambição que sempre caracterizou o clube. Queremos jogadores formados no Sporting que estejam preparados para ganhar. Ao mesmo tempo, é fundamental que o Sporting tenha um modelo bem definido, desde a formação até à equipa principal, com identidade, princípios de jogo e uma estratégia clara de desenvolvimento de jogadores.
Será também feita uma revisão profunda da Unidade de Performance do clube, uma área que é determinante para prevenir lesões e maximizar o rendimento dos atletas. Foi uma bandeira eleitoral de Frederico Varandas mas, claramente, não está a funcionar. O Sporting tem de investir seriamente nesta estrutura, reforçando meios e competências, para garantir que os nossos jogadores têm as melhores condições físicas ao longo da época"
"Contratar Ruben Amorim e entregar-lhe 'as chaves do clube'. A questão é que essa decisão não nasceu de uma estratégia desportiva clara, mas sim de um momento de grande desespero. Basta recordar o contexto que o Sporting Clube de Portugal vivia na altura: sucessivas experiências ao nível de treinadores, contratações falhadas e uma enorme instabilidade desportiva. O clube atravessava um período muito difícil e a contestação era evidente. Nesse contexto surge Ruben Amorim, um treinador em ascensão, com um início de carreira muito promissor. Recordemo-nos que no mês anterior à sua contratação: em cinco jogos frente aos grandes, venceu os cinco. Dez milhões de euros para a última cartada foi muito? Não parece que esse tenha sido um problema quando a alternativa era a porta de saída do clube. Ruben chegou, perguntou 'E se corre bem?'. E correu.
O problema é que, a partir daí, o projeto desportivo do clube ficou demasiado dependente do treinador. Ruben Amorim acabou por assumir um peso enorme em praticamente todas as áreas do futebol do Sporting e não acredito que um clube como o Sporting deva funcionar assim. Os treinadores são fundamentais, mas o projeto desportivo tem de ser definido pelo clube e pela sua estrutura. Caso contrário, quando o treinador sai, o clube arrisca-se a perder também a direção do projeto. E os sinais que temos é que o Sporting caminha nesse sentido"
"Já disse publicamente, ainda antes de ser candidato, que, no momento da escolha, Rui Borges não seria a minha opção para o Sporting, porque não me parecia enquadrar-se no projeto desportivo que existia até então. Mas a pessoa que o contratou não foi a mesma que definiu esse projeto desportivo. E esse é, para mim, o grande problema. Neste altura continuo sem perceber qual é o projeto desportivo do Sporting, quem o lidera e qual é a visão para o período que se segue ao ciclo de Ruben Amorim.
Não vejo o apoio necessário ao treinador para poder implementar o seu modelo de jogo, que é diferente daquele que vinha sendo seguido por Ruben Amorim. Fala-se muito na saída de jogadores que eram a espinha dorsal do projeto Amorim, mas vê-se pouco planeamento em relação ao que deve ser o futuro. Da minha parte, aproveito para esclarecer aquilo que sempre disse: se for eleito presidente do Sporting, o que digo é que me irei sentar com Rui Borges para analisar o presente e tomar uma decisão em relação ao seu futuro no clube. Neste momento, o que desejo é que a equipa tenha estabilidade e sucesso"
"Não. O ciclo de Ruben Amorim no Sporting Clube de Portugal já terminou. Estou naturalmente muito grato pelos títulos e pelo trabalho que fez no clube, que ficará sempre marcado na nossa história. Mas o Sporting tem de saber fechar ciclos e olhar para o futuro. Um clube da dimensão do Sporting não pode ficar dependente de um treinador, por mais competente que ele seja. O que o Sporting precisa é de um projeto desportivo sólido, estável e pensado a longo prazo"
"Porque o Sporting Clube de Portugal tem de ser um clube verdadeiramente democrático. Se eu não avançasse com esta candidatura, o que teríamos neste período eleitoral e, principalmente, nos próximos quatro anos, seria uma ditadura no clube. E penso que nenhum sportinguista quer isso. O voto na minha candidatura é, acima de tudo, um voto na democracia do Sporting. Mesmo para quem possa achar difícil vencer estas eleições, uma votação forte na minha candidatura será uma garantia de que haverá escrutínio, exigência e defesa dos sócios nos próximos quatro anos. É por isso que espero uma votação maciça na minha candidatura, no próximo sábado. Não fiquem em casa, pois todos os votos contam"
"Preocupa-me porque há sinais que não podem ser ignorados. Nos últimos dois anos assistimos a um aumento significativo do passivo. Ao mesmo tempo, houve um crescimento anormal da dívida a fornecedores, quando o que existia na altura foi fortemente criticado. Depois tivemos a contração de dívida obrigacionista de cerca de 225 milhões de euros, com juros de 5,5% ao ano, essencialmente para fazer face a necessidades de curto prazo. Isto não é sustentável a médio prazo e levanta naturalmente preocupações.
A isto junta-se ainda a falta de informação clara relativamente ao financiamento utilizado para a compra da sociedade detentora do Alvaláxia e às dívidas que essa empresa poderá ter. Os sócios do Sporting têm o direito de saber exatamente quais são os compromissos financeiros que o clube está a assumir. O Sporting precisa de transparência, rigor e planeamento financeiro sério. Um clube desta dimensão não pode viver na opacidade quando se trata das suas contas"
"Acho que é perceptível. As relações com as claques não podem ficar assim. Isto revela uma falta de liderança brutal. O presidente do Sporting tem de ser o presidente de todos os sócios e adeptos, não apenas de alguns. Se existem problemas e divergências, cabe a um verdadeiro líder encontrar soluções e resolvê-los. Se tiver uma divergência com um filho seu, vai expulsá-lo de casa ou vai tentar resolver? Parece-me óbvio"
"Alguém sabe a resposta se perguntarem, por exemplo, aos capitães das modalidades se preferem jogar com ou sem claques? Eu sei. Estamos sempre mais perto de ganhar quando a família está unida, com o estádio a vibrar e o apoio do início ao fim. É isso que quero garantir"
"Qual relação? Não há relação. Temos um líder que teve uma divergência com uma determinada franja de sócios e adeptos e, premeditadamente ou por falta de capacidade, não resolve. Isto não acontece em família, e o Sporting tem de ser uma família. Um verdadeiro líder tem de saber resolver estes problemas"
"Penso que já respondi a essa questão. Quem ler esta entrevista e o meu programa percebe que a diferença de projeto nesta matéria é gritante. Diria mesmo que essa é a nossa principal diferença, e tenho um enorme orgulho nisso. Orgulho de estar neste espírito de missão, sobretudo por querer voltar a tratar bem os sócios e fazê-los sentir-se novamente parte do clube. E isso é tão, mas tão possível"
"Tenho ouvido de tudo um pouco. Também já abordei essa questão. Tenho constado que há mais sócios do que eu pensava atentos às questões estruturais de fundo do clube e não se reveem no caminho que o Sporting está a trilhar. Mas depois ouço muitas vezes: "Mas ganha…" Pois ganha, por enquanto, e quanto a isso, só pode ganhar quem lá está. Eu tenho a convicção de que vou ganhar mais, mas as pessoas vão andar mais felizes e sentirem que fazem parte do clube.
Estive em mais do que um Núcleo onde me disseram que o Frederico Varandas não aparece desde que era candidato. Soube apresentar a candidatura, mas, na condição de presidente, esqueceu-se. Comigo isso nunca vai acontecer. Sócios com mais de 40 anos de antiguidade não conseguem comprar bilhetes. Sentem-se abandonados, não lhes atendem o telefone, não se sentem envolvidos. Muitos não gostam do ambiente do Estádio nem do Pavilhão. Disseram-me mesmo “não me tiraram o amor, mas tiraram-me a paixão”. Sentem que não têm quaisquer direitos e, pior, que são ultrapassados pelos clientes. É muito mau"
"Obviamente. Em vários aspetos. Este modelo de formação centrado no jogador está a afastar jovens talentos do nosso clube. Falo com muitos pais, e o facto de os jogadores estarem constantemente a jogar com atletas dois anos mais velhos faz com que percam motivação e não cresçam num ambiente de cultura de vitória. A longo prazo, isto trará efeitos colaterais para o Sporting. E a verdade é que cada vez vemos menos jovens singrar na equipa principal. Isto também tem que ver com o projeto desportivo. Desde que o Amorim saiu, o que tem acontecido? Tínhamos o Travassos, mas fomos buscar o Vagiannidis, mesmo já tendo o Fresneda. Parece haver receio de apostar com mais afinco em alguns jovens.
Depois, temos de olhar para as condições que damos aos nossos jovens. Os sub-16 treinam em meio campo. No Sporting. Sim, no Sporting. Perdemos toda a influência que tínhamos no pólo EUL para o nosso rival Benfica, que era uma das nossas principais bases da formação. O Benfica entrou ali e hoje tem o dobro de nós, com tudo o que isso implica na abordagem e aliciamento aos nossos jogadores e isso já está a acontecer. Também não vai correr bem!"
"Hoje em dia, há uma enorme pressão sobre quem tem uma opinião contrária à direção atual. Eu próprio senti isso na pele. Sei que houve quem recebesse mensagens para não me dar palco quando ainda nem sequer era candidato. Depois, muita gente tentou convencer-me a não avançar com esta candidatura. Já durante a campanha, têm existido inúmeras manobras de bastidores que tenho denunciado. A opinião construtiva deve ser bem aceite. O Sporting não é uma ditadura.
Para dar um exemplo do que falo: nos meus sete anos à frente do restaurante, as únicas vezes em que recebi a visita da polícia foi depois ter escrito artigos de opinião sobre o Sporting. É este tipo de ambiente que temos de mudar. A atual direção não viu com bons olhos a minha candidatura, não por medo de perder, porque estão muito certos de que vão ganhar. Não fazem campanha e, pior, apresentam aos sócios um programa feito às três pancadas e mal formatado. Isto é uma falta de respeito para com os sócios. O que nos estão a transmitir é que podem dar-nos qualquer coisa e nós aceitamos tudo. Dá a ideia de que julgam que, se fossem folhas em branco, teriam, na mesma, o voto dos sportinguistas. Isto é um péssimo exemplo e um verdadeiro atestado de estupidez.
Mas, como digo, o grande motivo pelo qual não gostaram que me candidatasse é porque sabem que, mesmo que não ganhe, se eu obtiver uma votação em massa, terão escrutínio durante quatro anos e não poderão fazer o que querem sem dar justificação aos sócios. A minha candidatura é o garante de haver democracia no Sporting"
"Inúmeras equipas femininas foram extintas e muitas por falta de interesse em tentar apoiar mais. Estamos a falar de apoios residuais para a realidade do Sporting. E isso vai ao encontro de outra questão que quero resolver e que está no meu programa: aumentar e qualificar ainda mais o Departamento Comercial do Sporting, transversal a todas as modalidades. Nas modalidades, parece não haver vontade de dar o salto. O Miguel Afonso tem feito um bom trabalho, mas o Presidente do Sporting não se pode auto-aumentar seis vezes e depois discutir 100/200€ na renovação de um jogador importante para o clube. Não podemos ter jogadores que gostam do Sporting, têm qualidade extraordinária e querem vir para cá por muito menos do que outros clubes oferecem, nomeadamente o Benfica, e o Sporting nem sequer atender o telefone a quem os representa.
No andebol, jogamos de igual para igual com as melhores equipas da Europa. Era muito fácil dar o salto, mas o atual presidente parece que não quer. No ano passado, quando falhámos por pouco o acesso à Final Four da Liga dos Campeões, houve um aplauso unânime pelo fantástico jogo e pela grande campanha da equipa, mas quando olharam para a tribuna, o presidente já tinha saído. O presidente deve ser próximo, o primeiro a liderar pelo exemplo, e não é o que acontece. No futsal, há a ideia de que basta ter o Nuno Dias e está ganho. Mas o Nuno não é mágico, é treinador. Já o disse uma vez e repito: o Frederico Varandas é presidente da SAD; eu quero ser presidente do clube e da SAD. Essa é outra grande diferença entre nós"
"Depende do que considerarmos ser um bom resultado. Os sócios são soberanos e decidirão, mas não me canso de dizer que, não ganhando, sou a garantia de democracia e escrutínio à atual direção. Se conseguir um resultado que me dê essa legitimidade para dar voz aos sócios durante os próximos quatro anos, estaremos a garantir a democracia no Sporting"
"Tenho a certeza. Vejamos: estamos a falar de algo muito emotivo e irracional, como é o desporto. Enquanto a bola continuar a entrar, mesmo que seja seis ou sete vezes seguidas, nos descontos, parece que está tudo bem. Mas eu vejo que não está, e é por isso que venho alterar isso. Nestas eleições, votar em mim não é apenas escolher um candidato, é garantir democracia e escrutínio durante os próximos quatro anos. Quem sente, vive e conhece realmente o clube vai votar consciente de que este voto vai proteger os sócios e obrigar a direção a prestar contas.
Não tenham dúvidas: o voto na minha candidatura é garantir que os interesses do Sporting estarão sempre em primeiro lugar. É isso que define estas eleições. Como digo, os sócios decidem e eu estou convicto de que vão escolher um caminho com democracia e escrutínio".
Candidato à Presidência do Clube de Alvalade fez uma nova publicação através das suas redes sociais para explicar as suas afirmações
09 Mar 2026 | 10:11 |
Bruno Sá, candidato às eleições do Sporting marcadas para o próximo dia 14 de março, recorreu às redes sociais, no último domingo, para esclarecer que nunca afirmou que renovaria contrato com Rui Borges caso venha a ser eleito Presidente.
O candidato reagiu a uma notícia publicada após o empate dos leões frente ao Braga e criticou a forma como as suas palavras foram interpretadas. "A SIC decidiu publicar hoje, no dia seguinte ao empate com o Braga e numa altura em que surge alguma contestação ao nosso treinador, uma declaração minha que dá a entender que a minha opção seria renovar com Rui Borges. Nem vou comentar o timing escolhido para esta publicação, mas importa contextualizar o que foi dito, sobretudo para quem não teve o cuidado de ouvir e ver o vídeo completo".
Bruno Sá garantiu, depois, que nunca assumiu esse compromisso durante a campanha eleitoral. "Nunca, em momento algum, nesta ou noutra declaração, disse que, se for eleito, irei renovar com Rui Borges. Aliás, mesmo antes de ser candidato, disse publicamente que Rui Borges não seria o meu treinador naquele momento. Durante a campanha, o que tenho afirmado é que esse será um tema a avaliar, caso seja eleito".
O candidato acrescentou ainda que apenas procurou enquadrar a situação do atual treinador no contexto da decisão tomada pela atual Direção. "Relativamente à declaração em causa, e na sequência da pergunta que me foi feita, o que disse foi que, estando na posição de Frederico Varandas, tendo escolhido Rui Borges como treinador do seu projeto, e tendo em conta tudo o que já lhe foi exigido e o que já deu ao clube, deveria ter sido tratado de outra forma no que respeita à questão da renovação".
A terminar, Bruno Sá, que se prepara para enfrentar Frederico Varandas no único debate destas eleições, deixou um aviso para o momento atual da campanha eleitoral. "Estamos a entrar numa semana decisiva e toda a atenção e cuidado são poucos".
Confira a publicação:
Tema ganhou força nos últimos dias depois das declarações polémicas feitas por Frederico Varandas sobre André Villas Boas
06 Mar 2026 | 16:43 |
A direção do Porto não está a ponderar cortar relações institucionais com o Sporting, apesar de alguns associados do clube azul e branco terem defendido essa possibilidade nos últimos dias. O tema ganhou força depois das declarações fortes feitas por Frederico Varandas sobre André Villas Boas.
Após essas palavras, um grupo de sócios portistas apelou publicamente ao fim das relações institucionais com o Clube de Alvalade. O pedido foi formalizado através de uma comunicação dirigida à direção liderada azul e branca, defendendo uma rutura imediata com os leões.
No entanto, dentro da estrutura diretiva do Porto esse cenário não está em cima da mesa. Os responsáveis do Porto consideram que avançar com um corte de relações institucionais não teria efeitos práticos relevantes e, por isso, não está a ser equacionado neste momento.
Além disso, a mesma fonte indica que, na perspetiva do Porto, as declarações de Frederico Varandas não possuem peso institucional suficiente para justificar uma medida tão drástica entre dois dos principais clubes do futebol português.
Assim, apesar do clima de tensão recente, não existe intenção de alterar formalmente o relacionamento entre as duas instituições. Tudo indica que a rivalidade continuará limitada ao plano desportivo, sem consequências institucionais imediatas entre os dois clubes.
Ambiente do ato democrático voltou a aquecer depois de declarações feitas pelo adversário de Frederico Varandas e grupo da zona Oeste esclareceu situação
03 Mar 2026 | 13:25 |
O Núcleo do Sporting da Nazaré esclareceu o episódio relatado por Bruno Sá no âmbito das eleições do Clube de Alvalade, depois de o candidato ter mencionado um alegado caso de "ameaça" a um Sócio que tentou organizar convívios com a marca leonina.
Em declarações enviadas ao jornal Record, Leandro Calixto, vice-presidente do núcleo nazareno, explicou que os factos remontam a 2019, quando o Núcleo foi contactado oficialmente por um funcionário do Sporting a propósito de um evento organizado por um grupo de adeptos numa freguesia da Nazaré, onde estariam a ser utilizados o símbolo e o nome do clube sem autorização formal.
Segundo o responsável, o Núcleo limitou-se a transmitir essa informação aos organizadores do evento. Posteriormente, os promotores entraram em contacto a solicitar apoio institucional, pedido que foi analisado e aprovado em reunião de direção, com a condição de que todas as despesas e eventuais lucros fossem da inteira responsabilidade da organização.
O evento acabou por realizar-se sem incidentes, contando com a presença de centenas de adeptos da região do Oeste, num ambiente descrito como positivo e de celebração do clube. O Núcleo ainda afirma que foi mostrado a força do Sporting.
Vale lembrar que Bruno Sá, cabeça de lista da candidatura A, e Frederico Varandas, atual Presidente e líder da lista B, vão participar num debate agendado para 12 de março, transmitido pela Sporting TV, dois dias antes do ato eleitoral que escolherá a direção para o próximo quadriénio.