Futebol
Sporting avisado para segurar Fresneda: "Grandes equipas da Europa interessadas"
17 Set 2026 | 15:24
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Futebol
14 Abr 2026 | 21:25 |
O Sporting - que não vai contar com Iván Fresneda - prepara-se para enfrentar o Arsenal, esta quarta-feira (20h00), na segunda mão dos quartos de final. Na véspera do encontro Rui Borges fez a habitual antevisão em conferência de imprensa já no Emirates Stadium e disse acreditar na passagem às meias finais.
Missão trazida para Londres
“Vou ser muito frio: a equipa tem de ser igual a si própria. Tal como tem sido até aqui, independentemente do adversário e da competição. Não preciso de falar de ‘fome’, porque esta equipa demonstra todos os jogos a ambição, a coragem e o prazer que tem em campo. Temos de desfrutar do jogo, também, com a responsabilidade de ir atrás de algo inédito para o Clube e para nós. Estamos cientes das dificuldades contra um grande Arsenal e de fazer o que ainda ninguém fez, ou seja, ganhar a esta equipa. Sabemos disso, mas acreditamos muito. A confiança é infinita”.
Semana de decisões em três frentes diferentes e a importância da Champions
“Sou frio no meu pensamento, estou calmo e a nossa ‘chama’ é a ambição. Estamos nas oito melhores equipas, onde ninguém pensava que o Sporting estaria, se calhar, e é fruto da qualidade individual e coletiva desta equipa. Serão duas grandes equipas em campo e será uma semana importante. Estamos em final de época, os jogos são cada vez mais decisivos, mas estamos inseridos em tudo e isso identifica o Sporting: estar nas competições até ao fim e a querer ganhá-las. Independentemente do que acontecer amanhã, nada apaga a grande época desta equipa”.
Foco exclusivo no Arsenal
“Estamos a disputar um lugar na meia-final, por isso é o jogo mais importante e vamos com tudo. Com uma ambição e coragem enormes, a pensar apenas e só neste jogo, querendo ganhar. É isso que queremos para continuar a marcar a História do Clube. O nosso foco, amanhã, é apenas e só o jogo com o Arsenal”.
Mensagem passada ao grupo face aos desafios desta semana
“A minha mensagem é clara e se há semana em que não preciso de falar é esta. Para amanhã estão preocupados em saber o ‘onze’ porque todos querem jogar. Já sabem da responsabilidade de representar o Sporting CP e, por isso, não preciso de me desgastar muito nesse sentido, mas sim na ideia da equipa e descansá-los para estarem frescos ao longo desta semana. Olho para os olhos deles e sinto a vontade de disputar o jogo e de acreditar na passagem. Tanto o futebol como a vida dão oportunidades a quem acredita muito e se há equipa que acredita muito é esta.”
Recentes resultados negativos do Arsenal
“Estamos a falar de uma grande equipa. É natural que uma grande equipa não ganhe sempre, mas acho que até os vai motivar ainda mais. Muito ‘ligados’ e com intensidade elevada para passar às meias-finais. Acredito que não são um ou dois jogos menos bem conseguidos que definem a época que estão a fazer e a grande equipa que é”.
Iván Fresneda é baixa confirmada por motivos físicos
“Tem sido um jogador importante, tem feito uma grande época, mas não se encontra a cem por cento fisicamente e, por isso, optámos por deixá-lo em Lisboa. O jogo de amanhã exige cem por cento de todos. O Edu dá-nos umas coisas e é um lateral competente, o Vagiannidis é lateral de raiz e ofensivo e o Blopa dá-nos velocidade, intensidade e competitividade. São três jogadores diferentes em quem acreditamos e que podem jogar”.
Possíveis ausências do lado adversário
“Não dificulta. Falamos de uma equipa que tem três grandes jogadores para algumas posições. Claro que as características mudam um outro comportamento em termos estratégicos, mas não muda a sua identidade. Nós, treinadores, e jogadores temos de ter capacidade de leitura para anular isso”.
As razões para acreditar na passagem
“Agarramo-nos uns aos outros e àquilo que me trouxe até aqui: ao meu trabalho. Se há equipa que acredita, que é ambiciosa e que é comprometida, é esta. É sinal de que temos capacidade. As coisas acontecem por algum motivo, eu sou muito positivo e esta equipa, quando é posta à prova, tem qualidade para superar o desafio. Nos últimos 20 jogos em sua casa, o Arsenal tem duas derrotas. Sabemos das dificuldades, mas temos essa esperança e num dia em que acreditamos pode acontecer”.
Importância do jogo na carreira do técnico e a diferença de valores entre plantéis
“É mais um jogo importante, para mim. Estamos na competição que toda a gente sonha disputar, [o jogo] marcará a carreira de todos nós e em primeiro lugar a História do Sporting, e é isso que queremos. Esta equipa merece marcar a História do Sporting. É o que eu sinto, porque é um grande grupo de trabalho e tem-no demonstrado. Por isso, é acreditar. Quanto aos valores, é subjetivo. O Mercedes anda a 200kms/h, mas o Peugeot também e o valor do Mercedes é o dobro. Temos de conhecer atalhos, a estrada, saber desviar-nos e, se calhar, chegar-nos à frente”.
O ponto forte adversário nas bolas paradas
“É uma grande equipa nas bolas paradas, mas já não faz golos assim há algum tempo. Criou esse rótulo pela sua competência. Tem jogadores que nas batidas, em dez, batem dez na zona em que o treinador pede e, depois, tem sempre seis ou sete ‘armários’, jogadores atleticamente muito fortes nos duelos. É uma equipa fortíssima nas bolas paradas, mas nós também o temos sido e estou muito confiante na capacidade da equipa”.
Papel do contra-ataque na partida
“O Sporting não é só forte no contra-ataque e o primeiro jogo mostrou isso, até porque a posse de bola foi equilibrada. Gostamos de ter e mandar com bola, é o que tentaremos, mas sabemos que nestes jogos pode haver mais momentos de ataque rápido, onde temos de ser mortíferos. Sabemos que pode não haver muitas oportunidades, como no primeiro jogo, onde até tivemos mais e saímos com uma derrota. Acima de tudo, temos de ser muito equilibrados em todos os momentos do jogo”.
Consultor de comunicação e comentador televisivo teceu a sua opinião sobre o atual momento do Clube de Alvalade e mandou um recado
17 Set 2026 | 17:33 |
O empate do Sporting frente ao Famalicão (1-1) voltou a colocar Rui Borges no centro do debate. As exibições menos conseguidas têm irritado aos adeptos leoninos e a sombra "Sérgio Conceição" paira no ar. Rui Calafate afirma que o técnico de Mirandela está na 'corda bamba'.
Rui Calafate: "O seu lugar está em risco"
"Mais uma vez em Famalicão o Sporting perdeu a vantagem nos últimos minutos. Mais uma vez se fechou lá atrás depois de estar a ganhar. Rui Borges perdeu o élan com as bancadas na final da Taça de Portugal e a maior parte dos sportinguistas está descrente da sua capacidade para ser o homem certo para este novo ciclo. O seu lugar está em risco. Até quando aguentará?", escreveu, no seu texto de opinião ao jornal Record.
No mesmo artigo, o comentador falou dos pontos fracos da equipa. "Há bons reforços mas o ponto fraco é a defesa, com o corolário dos 'buracos' de Gonçalo Inácio e da falta de confiança em Rui Silva. Há processos que ainda se estão a consolidar mas Altimira não é Hjulmand, nem Zalazar é Trincão", pode ler-se.
Rui Calafate: "A equipa não tem liderança em campo"
Rui Calafate refere que falta um líder de respeito. "O espanhol e o uruguaio são magníficos futebolistas, mas ainda não estão em ponto de rebuçado e a máquina ainda não está a engrenar, para lá de ser visível - como chamei a atenção - que a equipa não tem liderança em campo. Falta uma voz de comando e Gonçalo Inácio tem a braçadeira mas não tem autoridade", visou.
O emblema leonino volta a entrar em campo no próximo sábado, dia 19 de setembro, frente ao Arouca. O encontro, a contar para a sexta jornada da Liga Portugal Betclic, diante da turma orientada por Vasco Seabra, jogar-se-á às 20h30, no Estádio José Alvalade.
Rui Borges tem trabalhado um dos aspetos que mais preocupou no arranque, mas a evolução leonina começa a ficar evidente nos últimos jogos
17 Set 2026 | 17:18 |
O empate diante do Famalicão (1-1) voltou a expor um problema que Rui Borges tem procurado corrigir nas últimas sessões de trabalho: os momentos de desconcentração durante as segundas partes. Ainda assim, apesar do desaire em Vila Nova, o Sporting apresenta sinais claros de crescimento no setor defensivo, sobretudo quando comparado com as três primeiras jornadas da Liga Portugal Betclic.
Os números ajudam a perceber essa evolução. Desde a vitória diante do Alverca (3-1), na terceira jornada, os verdes e brancos têm permitido cada vez menos remates aos adversários: foram seis diante do Rio Ave, três frente ao Nacional e cinco na deslocação a Famalicão. Nos dois últimos encontros, Rui Silva teve apenas de travar dois remates à baliza em cada partida, sendo que, frente ao Nacional, o valor de 0,08 golos esperados (xG) evidencia as dificuldades criadas ao adversário.
O cenário é bastante diferente daquele registado no arranque da temporada. Na Reboleira, frente ao Estrela da Amadora, o Sporting permitiu oito remates, três deles enquadrados, e sofreu dois golos, com os tricolores a apresentarem 1,10 xG. Na receção ao Vitória de Guimarães, os leões consentiram 12 remates, novamente três à baliza, e sofreram dois golos perante cerca de 1,24 xG. Até diante do Alverca, já se notava alguma evolução, embora a formação ribatejana tenha realizado 10 remates, três enquadrados, num jogo em que terminou com 0,49 xG.
Ao todo, o Sporting sofreu seis golos nas primeiras seis jornadas, sendo atualmente a sétima melhor defesa da competição. No entanto, quatro desses tentos foram consentidos logo nas duas primeiras jornadas. Nos últimos três encontros, a equipa de Rui Borges permitiu apenas 14 remates, contra os 30 registados nas três primeiras rondas, uma diferença que demonstra a evolução do coletivo no momento defensivo.
Há ainda outro dado que chama particularmente a atenção: o Sporting apresenta o segundo menor valor de golos esperados contra na Liga, com apenas 3,57 xG sofridos, ficando atrás do Braga (3,16), que tem dois jogos em atraso. Nos remates permitidos, os leões ocupam o quarto lugar, com 44, enquanto o Benfica lidera com 34. Já nos disparos enquadrados concedidos, o Sporting surge em terceiro, com 13, a par do Braga, atrás de Benfica (10) e Gil Vicente (11). O Porto, apesar de ter sofrido apenas dois golos e ser a melhor defesa em termos de golos sofridos, permite 62 remates e 15 à baliza. Os números, portanto, mostram uma realidade defensiva leonina mais sólida do que os seis golos sofridos inicialmente podem sugerir.
Colombiano atravessa um momento de grande confiança e prepara-se para reencontrar um adversário diante do qual já deixou uma marca bastante especial
17 Set 2026 | 17:00 |
Luis Suárez atravessa uma das melhores fases da carreira desde que chegou ao Sporting. O avançado colombiano voltou a marcar diante do Famalicão, no empate a uma bola, e chegou aos seis golos em sete jogos esta temporada, confirmando o melhor arranque da carreira do internacional colombiano.
O próximo desafio coloca novamente o camisola ´97´ diante do Arouca, uma equipa que já conhece bem a capacidade goleadora do avançado. O primeiro encontro entre os dois aconteceu na segunda jornada da última edição da Liga, na estreia oficial de Suárez em Alvalade, e terminou com uma goleada expressiva dos leões por 6-0.
Nesse encontro, o cafetero assumiu o protagonismo e apontou dois golos, numa partida em que também Ricardo Mangas e Francisco Trincão bisaram. Mas a história entre o colombiano e o Arouca não ficou por aí. Na deslocação ao Estádio Municipal, o avançado voltou a marcar e foi decisivo num triunfo por 2-1.
O segundo golo de Suárez nessa partida surgiu já aos 90'+6, num momento de enorme dramatismo e debaixo de muita chuva. O colombiano respondeu de cabeça a um cruzamento milimétrico de Geny Catamo e garantiu os três pontos para o Sporting. Ao todo, soma quatro golos em apenas dois jogos frente ao Arouca, tornando o Clube a sua segunda maior vítima desde que chegou aos verdes e brancos. Só o Rio Ave sofreu mais, depois do bis de Suárez na goleada por 4-0 em Vila do Conde.
O momento atual do avançado também responde ao desafio lançado por Frederico Varandas durante o verão. Depois das polémicas que envolveram o futuro do colombiano e de o presidente leonino ter afastado a possibilidade de saída abaixo dos 80 milhões de euros, deixou uma previsão: "Fez 38 golos e este ano vai fazer 40".