Futebol
Rui Silva voltou ao onze, mas mostrou-se chateado com 'problema' no Sporting
28 Out 2026 | 11:21
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20 Ago 2020 | 14:24 |
Matheus Nunes tem 21 anos e, na época passada, realizou um sonho ao estrear-se na equipa principal. Em entrevista ao Jornal Sporting, o médio fez um balanço positivo das suas prestações de leão rampante ao peito.
Um jogador que subiu a pulso, começando no Ericeirense, passando para o Estoril Praia. Resgatado pelo Sporting CP para atuar nos sub-23, fez 40 jogos e 3 golos. Na equipa principal estreou-se no empate a duas bolas, contra o Vitória SC, em Guimarães. Após esse jogo, tornou-se num elemento fundamental da equipa de Rúben Amorim e fez mais 9 jogos. No total são 5 vitórias, 3 empates e duas derrotas, ao serviço da equipa sénior dos Leões.
“O jogo que me correu melhor foi o último, contra o SL Benfica, apesar do resultado. Estava mais solto, mais calmo e mais tranquilo para fazer aquilo que o míster me pediu. Por isso, foi aquele em que me senti melhor e que fiz melhor aquilo que sei” – começou por dizer o jogador brasileiro.
No entanto, e apesar de alguns resultados menos bem conseguidos, o atleta faz um balanço positivo da sua prestação: “Acho que esses jogos serviram, sobretudo, para me adaptar a tudo aquilo que é novo e que é diferente relativamente ao outro lado [formação]. Serviram para perceber como é jogar na I Liga e adaptar-me ao estilo de jogo do míster. Sempre quis estar aqui e, por isso, tenho que aproveitar a oportunidade e trabalhar cada vez mais para ajudar o Sporting CP a chegar ao lugar ao qual pertence”.
O jogador tem vindo a crescer e a melhorar o seu jogo em todas as partidas e, quando questionado sobre as suas prestações nos próximos jogos irão ser ainda melhores, foi perentório: “Com certeza que sim. Tenho trabalhado muito para melhorar, ficar mais tranquilo e poder mostrar a minha qualidade aos Sportinguistas. Tenho a certeza que, jogo após jogo, vou melhorar e mostrar a minha qualidade. Além disso, as coisas vão sair melhor e mais naturalmente quando estiver mais relaxado”.
O jogador recordou também as palavras do míster antes do jogo da sua estreia, relembrando que lhe deu “muita confiança” e que Rúben Amorim transmite “muita crença a todos e sobretudo aos mais novos. Diz-nos que somos iguais aos outros e que, por isso, temos de estar tranquilos para jogar quando ele nos chamar”.
“Sim, estava nervoso, como é óbvio. Essa estreia foi diferente das estreias nos sub-23 ou na equipa sénior do GDU Ericeirense. Estou no maior Clube de Portugal e num dos maiores da Europa. No primeiro jogo senti alguns nervos, mas depois foi passando”. – lembrou ainda o jogador.
Matheus Nunes e Rúben Amorim jogaram na mesma posição, mas o brasileiro diz não se recordar porque “era muito novo e não acompanhava o futebol português a não ser a formação”. No entanto, esclarece que o atual treinador dos Leões lhe dá muitas indicações: “Quando percebe que posso fazer melhor, corrige-me e diz-me aquilo que preciso de melhorar. Vai-me dando uns toquezinhos em certos exercícios”.
“Para mim é um orgulho poder estar aqui com eles e de certeza que eles também estão felizes. Eu não sou da formação, mas sei que os miúdos da formação sonham sempre em chegar à equipa principal. O Edu [Eduardo Quaresma], por exemplo, está aqui há 10 anos e trabalhou muito para chegar aqui. Atingir este patamar é uma gratificação muito grande”. – indicou o jogador realçando também que mais jogadores vão chegar da formação leonina até à equipa principal:
“Vi jogos dos juniores e juvenis e sei que temos miúdos de muita qualidade que se trabalharem, como eu e outros fizemos, de certeza que vão chegar à equipa principal. O Sporting CP teve sempre uma das melhores formações do mundo e de certeza que vai continuar a formar muitos jogadores de elevado nível”.
Por fim, o atleta considerou que uma equipa também precisa de experiência e que os mais velhos ajudam constantemente os mais novos, deixando rasgados elogios ao capitão Sebastian Coates: “O Seba [Coates] é como um pai para nós. Em campo, está-nos sempre a ajudar e a querer que façamos as coisas da melhor maneira, mas é ele e todos. Eles dão-nos muitos conselhos, mesmo fora do campo, por causa das redes sociais, por exemplo”.
Antigo jogador dos verdes e brancos passou por um período mais complicado no que à saúde mental diz respeito e não se sentiu valorizado em Alvalade
28 Out 2026 | 15:54 |
Jérémy Mathieu revelou uma profunda mágoa com o Sporting, último clube da carreira profissional, depois de ter procurado ajuda junto dos verdes e brancos em 2025. O antigo central francês, que atravessou uma depressão após abandonar o futebol, pretendia acompanhamento psicológico e apresentou ainda um projeto para criar uma academia em França ligada aos leões, mas a iniciativa não teve seguimento.
Mathieu: "As coisas complicaram-se depois da minha lesão no Sporting"
Em entrevista à revista ‘So Foot’, Mathieu explicou que os problemas começaram depois da grave lesão sofrida ao serviço do Sporting, em 2020, que precipitou o final da carreira. “As coisas complicaram-se depois da minha lesão no Sporting. Terminei a minha carreira em 2020, na sequência de uma rotura dos ligamentos cruzados. Tudo acabou de forma abrupta. Tinha uma joelheira e não podia fazer grande coisa. Depois, entrei numa espiral negativa. Entrei em depressão, não vale a pena esconder isso”, confessou.
O francês passou quatro anos praticamente fechado em casa, até encontrar no trabalho numa loja da Intersport uma forma de recuperar a vida social e o ânimo. Já numa fase mais estável, voltou-se para Alvalade. “Não quero apontar o dedo a ninguém. Em 2025, pedi ajuda ao Sporting, nomeadamente acompanhamento psicológico, mas não só. Tinha um projeto em mente, mas não se concretizou. É uma pena, sobretudo porque tinha ajudado o clube quando me pediu para baixar o salário. Do ponto de vista humano, não consegui compreender. Ainda hoje não sei porque é que recusaram”, explicou.
Mathieu: "Desci ao túnel e fiquei à espera, sem que ninguém aparecesse, durante 45 minutos"
Mathieu deslocou-se mesmo a Lisboa para apresentar a ideia de uma academia em França com ligação ao Sporting e reuniu-se com o diretor desportivo. Dias depois, assistiu a um encontro com o Porto para a Taça e esperava falar com Frederico Varandas, mas acabou por ficar sozinho durante largos minutos. “Desci ao túnel e fiquei à espera, sem que ninguém aparecesse, durante 45 minutos. Sentia-me um estranho. Tinha a impressão de não ter feito nada pelo clube. Tinham-se esquecido de mim, e isso magoou-me. Prefiro que me digam que não a que me deixem à espera sem qualquer explicação”, recordou.
O antigo internacional francês acabou por regressar a casa sem falar com o Presidente leonino. “Acabei por conseguir contactar o diretor desportivo, que me disse que o presidente já se tinha ido embora. Fiquei profundamente desiludido e regressei”, contou Mathieu, que representou o Sporting entre 2017 e 2020 e terminou a carreira profissional depois da lesão grave sofrida de leão ao peito.
Antigo dirigente dos verdes e brancos voltou a falar sobre o estado atual dos leões e disparou para todas as frentes, sobretudo ao líder e a Rui Borges
28 Out 2026 | 15:17 |
Jaime Marta Soares considera que a vitória do Sporting frente ao Marítimo, por 2-1, não apaga os problemas que a equipa tem vindo a apresentar. O antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral dos leões deixou críticas fortes a Rui Borges e a Frederico Varandas, defendendo que ambos têm responsabilidades no atual momento vivido em Alvalade.
Marta Soares: "Foi basicamente como tapar o sol com a peneira"
Em declarações ao jornal Record, Marta Soares foi particularmente duro com o treinador. “O que importa é ganhar. Ninguém duvida do meu amor pelo Sporting, mas ontem com o Marítimo foi basicamente como tapar o sol com a peneira. Correu razoavelmente bem, pois também podia ter corrido mal. O discurso do treinador, por quem tenho uma admiração fantástica, mas não tem perfil para ser treinador do Sporting...”, começou por afirmar.
Marta Soares: "Rui Borges não tem estatuto para treinador do Sporting"
O antigo dirigente criticou também a comunicação de Rui Borges após o encontro. “Veio enaltecer que o melhor jogador foi o guarda-redes do Sporting. Faz duas coisas mal na comunicação: primeiro diz que o guarda-redes é fenomenal. Então porque tem no banco? E diz que o Marítimo podia ter empatado o jogo. Não tem estatuto para treinador do Sporting”, acrescentou, apesar de admitir que espera uma mudança de rumo nos resultados.
Marta Soares repartiu ainda as responsabilidades com Frederico Varandas, apontando sobretudo à profunda remodelação do plantel. “Aquela mexida e revolução na equipa, deixando sair um conjunto de jogadores bons e que fazem diferença, faz com que não haja entrosamento ou uma equipa afinada. Não se tem um treinador com tal estatuto e torna-se difícil. Gostaria de perceber porque o presidente fez uma alteração tão profunda”, afirmou.
Marta Soares: "Tem uma vida boa para ser presidente do Sporting"
O antigo presidente da MAG deixou ainda críticas diretas à remuneração de Varandas e pediu explicações públicas. “Tem um salário chorudo e há adeptos que vão ao campo e nem uma refeição têm só para ver o seu Sporting. Acho que é uma coisa escandalosa”, disse, antes de acrescentar: “O presidente devia dar contas disto tudo. Não pode dizer que a sua função não é bem remunerada. Tem uma vida boa para ser presidente do Sporting. Que assuma o seu trabalho à dimensão do que aufere. Devia vir falar”.
Para Marta Soares, Varandas deve ainda explicar a renovação de Rui Borges e o projeto definido para o futuro. “Tem tomado decisões em cima do joelho. Que venha explicar aos sócios as coisas que tem vindo a fazer. Melhor do que ninguém sabe em que linhas se orienta. Em princípio de crise, renovou contrato com o treinador e assim acha que tem condições e capacidades para comandar o Sporting. Tem de explicar porque renovou e o porquê dessa confiança. O presidente não é dono do Sporting, o clube é dos sportinguistas, e deve dizer o que pensa. E qual o projeto para o futuro do Sporting”, concluiu.
Antigo administrador da SAD verde e branca analisou ao pormenor a fase vivida pelos verdes e brancos no seu mais recente artigo de opinião
28 Out 2026 | 14:39 |
Nuno Correia da Silva saiu em defesa de Rui Borges e colocou Frederico Varandas no centro das responsabilidades pelo atual momento do Sporting. O antigo administrador da SAD leonina entende que os lenços brancos vistos em Alvalade não devem ser interpretados apenas como contestação ao treinador, mas também como um aviso dirigido à estratégia definida pela administração.
Nuno Correia da Silva: "11 jogadores que não conseguem funcionar"
Num artigo de opinião publicado no jornal O Jogo, Nuno Correia da Silva considera que a equipa apresenta problemas evidentes. “No último jogo do campeonato, frente ao brilhante estreante Académico de Viseu, a equipa voltou a evidenciar fragilidades recorrentes, nomeadamente a falta de ligação entre setores, a ausência de liderança e a falta de espírito de grupo. São 11 jogadores que não conseguem funcionar como uma verdadeira equipa”.
Nuno Correia da Silva: "Treinador e presidente partilham a responsabilidade"
O antigo dirigente recorda ainda a ligação entre Rui Borges e Frederico Varandas na construção do atual projeto. “O treinador não pode ser responsabilizado isoladamente quando se limitou a seguir as orientações da Direção da SAD. Isto significa que treinador e presidente partilham a responsabilidade pelas decisões tomadas”, escreveu, apontando também à política seguida no último mercado.
Nuno Correia da Silva relaciona a saída de vários jogadores influentes com a estratégia financeira da SAD. “A saída de jogadores considerados essenciais permitiu à SAD um encaixe financeiro superior a 150 milhões de euros. Este montante contribuiu para resultados financeiros positivos e, consequentemente, para que os administradores da SAD, incluindo o seu presidente, beneficiassem de remunerações avultadas”, escreveu no mesmo texto.
O antigo administrador deixa ainda uma crítica direta à política remuneratória. “Curiosamente, na assembleia realizada há dois dias, o Sporting, representado pelo seu presidente, decidiu aumentar em mais 18% as remunerações dos administradores, após uma época sem qualquer conquista desportiva. Por isso, quando a prioridade parece ser o resultado financeiro, em detrimento do sucesso desportivo, o treinador não pode ser apontado como o principal responsável".
Para Nuno Correia da Silva, os sinais enviados pelas bancadas devem, por isso, ser lidos num sentido mais amplo. “Os lenços brancos que voltaram a surgir em Alvalade não podem, por isso, ser interpretados apenas como um sinal de contestação ao treinador. São também um alerta dirigido a quem define a estratégia do clube e tomou decisões que determinaram o seu desempenho desportivo”.
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