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Futebol
20 Jun 2024 | 18:03 |
Eduardo Garcia elogia a política de contratações do Sporting. Em entrevista ao jornal Record desta quinta-feira, dia 20 de junho, o filho de Eduardo Barroso diz que a chegada de Zeno Debast a Alvalade é "um golpe de mercado ao nível do que melhor" que já viu, mas entende que leões precisam de "três ou quatro reforços".
"A confirmar-se, o Debast foi um golpe de mercado ao nível do que melhor que já vi o Sporting e o campeonato português fazer. Conseguir contratar um jogador de 20 anos, titular da seleção belga, em vésperas de Europeu, diria que foi notável. Veremos o que dá, mas à partida é muito bom", começou por dizer.
"Entendo que o Sporting precisava de três ou quatro reforços e dois deles eram o guarda-redes e o central. Há uma questão que vai fazer girar todo o mercado do Sporting, que é a saída, ou não, do Gyokeres. Ficando, acho que já há muito pouco a fazer de mercado. Saindo o Gyokeres, será fundamental fazer um grande investimento de mercado. Isto não havendo surpresas… Acho que estaria prevista a venda do Diomande. Não sendo ele, receio que possa ser o Inácio. Portanto, acho que as grandes questões de mercado do Sporting vão ser o Gyokeres e a venda de um dos centrais", continuou.
"O Gonçalo Inácio poderia ser mais difícil de substituir, pelo facto de jogar do lado esquerdo, embora o Debast também o possa fazer. A termos de fazer receita, preferia que fosse com o Diomande. Já estive mais convencido que ele pudesse sair. Atualmente acredito mais que ele poderá mesmo ficar. Creio que dificilmente algum clube pagará aquilo que o Sporting pede".
"O Paulinho é um exemplo notável. Um jogador que durante três anos e meio deu o que deu ao clube e que pode agora ir ganhar quatro ou cinco vezes mais. É uma perda desportiva grande, pelo valor que é. Se o Sporting quer continuar a ir buscar jogadores desta craveira e convencê-los a vir para cá não pode também cortar-lhes as pernas em demasia. Ou seja, tem de haver o tal balanço com o valor justo e não esticar demasiado a corda. O Sporting tem feito muito bem esta gestão emocional dos jogadores nos últimos anos, não lhes cortando as pernas", referiu Eduardo Garcia.
Confira aqui toda a qualidade de Zeno Debast:
Com uma sequência negativa de resultados e com exibições da equipa muito contestadas, muitos são os adeptos que pedem a demissão do técnico leonino
21 Set 2026 | 17:32 |
Ricardo Monsanto, treinador de futebol, analisou n´A BOLA TV as palavras utilizadas por Rui Borges na conferência de impressa pós-jogo entre Sporting e Arouca, que terminou com um empate (2-2), a contar para a sétima jornada da Liga Portuguesa.
Ricardo Monsanto: "Quem obrigou a equipa a vir para trás foi o treinador"
“O Rui Borges não tem o dom da palavra. Ponto. Não tem o dom da palavra, não sabe acertar as justificações corretas, não sabe seguir em frente muitas vezes. O Rui Borges diz: “ficar com 10 obrigou-nos a vir para trás”. Quem obrigou a equipa a vir para trás foi o treinador, não foi ficar com 10. Com 10 é possível o Sporting continuar a fazer uma pressão um pouco mais alta".
Ricardo Monsanto: "É uma falta de humildade tremenda de Rui Borges"
"Apesar do Rui Borges não ter um português muito bom, a questão aqui é a seguinte: a humildade. Durante algum tempo, quando o Rui Borges ganhava, queria dar-se a entender como o rapaz de Mirandela, muito humilde. Não, falta muita humildade ao Rui Borges. Especialmente quando perde e este empate soube a derrota".
“É uma falta de humildade tremenda o que o Rui Borges acabou de ter na conferência de imprensa. A expulsão justifica tudo? Não, não justifica tudo. Muitas equipas acabam com 10 jogadores e não sofrem dois golos por causa disso. Uma coisa era se ele estivesse a jogar contra a Juventus, contra o Atlético de Madrid, contra o Manchester United, numa competição europeia, contra outro candidato ao título, percebe-se perfeitamente. Agora, está a jogar contra o Arouca e ele teve a atitude que era natural o Arouca ter se fosse ao contrário. Essa é a questão. O Rui Borges não tem o dom da palavra e não se sabe sequer justificar".
Recorde-se que com este empate, o terceiro nesta edição da prova, o Sporting ocupa a terceira posição do campeonato, com 15 pontos. Numa altura em que as exibições da equipa são cada vez mais contestadas, muitos são os adeptos verdes e brancos que, através de publicações nas redes sociais, demonstram o seu desejo relativamente à demissão de Rui Borges.
Antigo dirigente dos verdes e brancos foi chamado a comentar a fase de má resultados que os leões estão a passar, além da continuidade do técnico
21 Set 2026 | 17:00 |
Bruno Mascarenhas considera que o universo do Sporting está dividido quanto à continuidade de Rui Borges. O antigo dirigente leonino reconhece que existe uma fação que ainda apoia o treinador, enquanto outra perdeu a tolerância após os resultados mais recentes.
Bruno Mascarenhas: "Sócios estão um bocado divididos quanto à permanência do treinador"
Em declarações ao jornal Record, o atual vereador da Câmara Municipal de Lisboa explicou as razões para essa divisão. “Neste momento, os sócios estão um bocado divididos quanto à permanência do treinador. Há uns que apoiam a sua continuidade, porque gostam da personalidade de Rui Borges, da sua forma de comunicar e porque entendem que ele está a construir uma equipa praticamente nova".
Bruno Mascarenhas destacou também o peso das alterações feitas no plantel, sobretudo no meio-campo, mas reconheceu que parte dos adeptos continua marcada pela derrota na final da Taça de Portugal frente ao Torreense e pelos três empates desta temporada em jogos nos quais o Sporting esteve em vantagem.
“Depois, há outros sócios que não perdoam a forma como se perdeu a final da Taça da época passada e estão sem qualquer tipo de tolerância para estes resultados, três empates que resultam de jogos em que o Sporting até esteve em vantagem. E, para os sócios, é natural que a culpa seja do treinador”, referiu.
Questionado sobre a sua posição, o antigo dirigente mostrou-se favorável à continuidade: “Sou daqueles que entende que o treinador merece um voto de confiança, precisamente porque ele esteve sujeito às circunstâncias do mercado e viu-se obrigado a construir uma equipa praticamente nova".
Bruno Mascarenhas: "Obviamente que este início de campeonato tem sido dececionante"
Mascarenhas acredita, ainda, que o Sporting poderá apresentar uma versão melhor na Champions: “Acredito que na Liga dos Campeões a equipa se irá transfigurar para melhor”, afirmou, apesar de admitir que o arranque no campeonato não tem correspondido às expetativas: "Obviamente que este início de campeonato tem sido dececionante e que, no futebol, as opiniões mudam tão rapidamente que em apenas uma semana o treinador pode ver aumentar muito a pressão para a sua saída".
A pausa para as seleções é vista como uma oportunidade para Rui Borges trabalhar alguns dos problemas coletivos. “É bom para o treinador aprofundar os automatismos da equipa. Vai permitir acalmar e trabalhar de forma descontraída”, explicou.
Para Bruno Mascarenhas, a principal fragilidade está identificada. “Onde se notam maiores debilidades é nos apoios defensivos. É onde tem havido mais falhas. Tem exposto demasiado os defesas-centrais. Talvez por isso o Sporting não tenha acertado ainda na dupla base”, concluiu.
Apesar do empate dos leões na sétima jornada do campeonato, as bancadas do Estádio contaram com uma presença muito especial
21 Set 2026 | 16:46 |
Apesar de uma exibição muito pouco conseguida por parte da formação leonina no encontro frente ao Arouca, a contar para a sétima jornada da Liga Portuguesa, as bancadas do Estádio José de Alvalade contaram com uma presença muito especial.
Entre os 49.941 espectadores presentes nos vários setores do estádio, um deles era Geovany Quenda. O extremo formado em Alcochete, atualmente a atuar com as cores do Chelsea, aproveitou a ocasião para vir assistir à partida dos seus antigos colegas.
Depois de ter sido utilizado por 20 minutos na derrota do clube londrino diante do Brentford (3-0), na Premier League, Quenda esteve em Alvalade para matar saudades daquela que também já foi a sua casa durante os anos em que esteve com o leão ao peito.
O início de temporada do ex-camisola 7 dos verdes e brancos também tem sido muito atribulado. Nas cinco jornadas já disputadas da Premier League, apenas foi utilizado durante 28 minutos, tendo estado fora da equipa em duas ocasiões. Desta forma, terá de procurar afirmar-se nos blues.
Com a pausa para as seleções a começar, Quenda foi chamado para integrar os trabalhos da seleção sub-21. Também Rafael Nel, Eduardo Felicíssimo e Flávio Gonçalves integrarão os trabalhos de Luís Freire. Os sub-21 defrontarão a Bulgária a 25 de setembro, em Pazardzhik, Gibraltar no dia 30, em Ponta Delgada, e a República Checa em 6 de outubro, em Leiria, a contar para a fase de qualificação para o Europeu de categoria.