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Andebol

Jornalista critica Porto após polémica com o Sporting e visa Villas-Boas: "Episódio triste"

Recente incidente ocorrido no andebol, relacionado com alegadas más condições no balneário visitante, veio agravar ainda mais ambiente entre clubes

Nuno Paralvas, jornalista do jornal A Bola,  critica as atitudes do Porto perante o episódio com a equipa de andebol do Sporting
Nuno Paralvas, jornalista do jornal A Bola, critica as atitudes do Porto perante o episódio com a equipa de andebol do Sporting

02 Abr 2026 | 15:21 |

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O último episódio envolvendo Sporting e Porto voltou a colocar a rivalidade entre os clubes sob os holofotes da opinião pública. Antes do jogo de andebol disputado no Dragão Arena, no último sábado, surgiram relatos de um cheiro intenso no balneário destinado aos leões, situação que obrigou os jogadores a equiparem-se no corredor. Para Nuno Paralvas, é triste a normalização deste incidente e relembra outros casos ligados ao clube azul e branco.


Nuno Paralvas: " Episódio triste"


"Para quem está habituado a que tudo se desvalorize, o que se passou no Porto no sábado terá, enfim, sido mais um episódio triste que o contexto da rivalidade servirá para diminuir. Podemos recordar os mais recentes — o árbitro Fábio Veríssimo denunciou que a televisão do balneário do Dragão passou, ao intervalo do jogo com o Braga, repetidamente, golo anulado ao Porto, além de um lance dele no torneio da Pontinha; ou as bolas escondidas por apanha-bolas no fim do clássico de fevereiro, para não falar das toalhas de Rui Silva", escreveu, no seu texto de opinião ao jornal A Bola.


O jornalista do mesmo órgão comunicacional comentou que a intervenção do Ministério Público pode ser muito benéfico e que o "cheiro" de transparência é o melhor. "Já aqui tinha chegado quando tomei conhecimento de que o Ministério Público abriu um processo-crime para averiguação ao que se passou no pavilhão do Porto. Para todos os envolvidos, só pode ser boa notícia. Que se aproveite a oportunidade para que, desta vez, tudo fique bem claro, que se torne público o que aconteceu e que se aplique a lei, se for o caso, com força e sem olhar a quem. Já uma vez aqui escrevi que a transparência é o melhor desinfetante, embora alguns casos exijam produtos mais agressivos", pode ler-se.

Nuno Paralvas: " Não tenha sido apenas um aroma de perfume fino"


Nuno Paralvas só espera que André Villas - Boas consiga cumprir a promessa de ser um "novo ar" para o futebol português. "Continuaremos à espera que a mudança prometida pelo novo presidente não tenha sido apenas um aroma de perfume fino que disfarçou por pouco tempo um odor insuportável" , anotou.

Vale lembrar que a Federação Portuguesa de Andebol já reagiu, em comunicado, às reuniões de Frederico Varandas e André Villas-Boas com a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto e aos incidentes registados antes do clássico entre Porto e Sporting, no Dragão Arena.


Modalidades

Federação de Andebol quebra silêncio sobre polémica entre Sporting e Porto

Entidade reagiu a todos os incidentes através de um comunicado lançado na última quarta-feira, após as reuniões com a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto

Federação Portuguesa de Andebol reagiu, em comunicado, às reuniões de Frederico Varandas (Sporting) e André Villas-Boas (Porto) com a Ministra
Federação Portuguesa de Andebol reagiu, em comunicado, às reuniões de Frederico Varandas (Sporting) e André Villas-Boas (Porto) com a Ministra

02 Abr 2026 | 09:44 |

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A Federação Portuguesa de Andebol reagiu, em comunicado, às reuniões de Frederico Varandas e André Villas-Boas com a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto e aos incidentes registados antes do clássico entre Porto e Sporting, no Dragão Arena. A entidade esclareceu que a governante solicitou a presença do presidente da federação, Mário Laranjeiro, nos encontros realizados separadamente com os dois clubes.


A FAP confirmou também que participou as ocorrências ao Conselho de Disciplina, que decidiu instaurar um processo de inquérito ao jogo para apurar eventuais responsabilidades disciplinares. No entanto, a federação sublinhou que eventuais responsabilidades de natureza criminal ou contraordenacional não são da sua competência.


Na mesma nota, a entidade destacou que cabe ao clube promotor do encontro - neste caso, o Porto - garantir todas as condições de segurança no recinto desportivo, sendo responsável por incidentes que ocorram nas instalações, incluindo balneários. Este esclarecimento surge após as queixas do Sporting relativas a um alegado cheiro intenso no balneário.


Entretanto, o Ministério Público instaurou um processo-crime para averiguar os factos, depois de o treinador Ricardo Costa e o jogador Christian Moga terem necessitado de assistência médica no local. O caso continua sob investigação.

A Federação Portuguesa de Andebol reforçou ainda a defesa da ética e do fair play, manifestando disponibilidade para promover o diálogo entre clubes. O presidente Mário Laranjeiro destacou a importância do entendimento entre todas as partes para preservar o bom ambiente no andebol nacional.


Confira o comunicado na íntegra:

"1. A Senhora Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Dr.ª Margarida Balseiro Lopes, solicitou a presença da Federação de Andebol de Portugal, na qualidade de entidade reguladora da modalidade em Portugal, em reunião realizada hoje, com os Clubes Sporting Clube de Portugal e Futebol Clube do Porto.

2. A FAP enquanto detentora do estatuto de utilidade pública desportiva, detém os poderes normativo, disciplinar e de supervisão da modalidade, poderes que tem exercido e cumprido na integra, designadamente e entre outros, determinando a obrigatoriedade de presença de Gestor de Segurança nos jogos do Campeonato Placard Andebol 1, propondo a qualificação do jogo como de Risco Elevado de Nível 1 (o que determina a adoção de especiais e reforçadas medidas de segurança pelo Clube e pelas forças policiais afetas ao jogo) e designando dois delegados para o jogo, que atuaram, em conjunto com os árbitros nomeados, de acordo com as orientações técnicas da modalidade em vigor, a nível nacional e internacional- que inclui o dever de assegurar todas as condições para a realização do jogo- e que são do pleno conhecimento de todos os Clubes participantes na competição.

3. Atentas as disposições e quadro legal decorrente da Lei da Violência associada ao Desporto e do Regulamento de Prevenção de Violência no Andebol, ao Clube promotor incumbe garantir todas as condições de segurança no recinto, elaborar e implementar planos de segurança, assegurar o controlo de entradas e permanência de espectadores e no geral, colaborar com as forças de segurança; assim, é o Clube promotor responsável pelos incidentes eventualmente ocorridos no recinto desportivo, incluindo as cabines.

4. Tendo sido o jogo classificado pela APCVD, em 26.2.2026, de Risco elevado de nível 1, essa qualificação implica legalmente o reforço de medidas de segurança; a adoção de planos específicos de prevenção e uma maior exigência no controlo de acessos e circulação interna, de modo a garantir a segurança em todas as áreas do recinto.

5. A FAP participou as ocorrências verificadas no próprio dia 28.3.2026 ao Conselho de Disciplina, que, entretanto, deliberou ontem a instauração de processo de inquérito ao jogo, no âmbito do qual serão apuradas as eventuais responsabilidades disciplinares.

6. As eventuais responsabilidades de outra natureza, que estejam associadas às ocorrências verificadas, nomeadamente de nível criminal e ou contraordenacional, não cabem na esfera de competências da FAP. 7. A FAP defende a ética no desporto em geral e no andebol em particular, pugnando por um clima de desportivismo, fair play e integridade das competições, e estará sempre disponível para estabelecer e promover o diálogo que os clubes entendam por bem encetar".


Modalidades

Técnico do Sporting deixa escândalo para trás e foca-se na Liga dos Campeões: "Queremos muito..."

Treinador leonino esquece polémica que se tem vindo a arrastar nos últimos dias e aponta para objetivo dos leões na prova internacional

Ricardo Costa, treinador da equipa de andebol do Sporting, já esqueceu o que aconteceu no Dragão Arena, focando-se agora na Liga dos Campeões
Ricardo Costa, treinador da equipa de andebol do Sporting, já esqueceu o que aconteceu no Dragão Arena, focando-se agora na Liga dos Campeões

01 Abr 2026 | 17:53 |

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Pronto para voltar ao banco depois de ser assistido e ficado de fora do último Clássico no Dragão Arena, Ricardo Costa, treinador da equipa de andebol do Sporting, optou por não comentar as ocorrências desse encontro e focou-se apenas na primeira mão do 'play-off' de acesso aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, contra os polacos do Wisla Plock.


Ricardo Costa: "Estamos onde queremos estar: em todas as frentes"


"Estamos onde queremos estar: em todas as frentes. Em 1.º no campeonato, com a possibilidade de conquistarmos mais uma Taça de Portugal e [estamos] na competição mais emblemática, a EHF Champions League. Entramos na fase a eliminar, decisiva, diante de um grande adversário, mas o momento da equipa é bom", sublinhou em declarações aos meios do Clube.


Depois de em 2024/25 se ter qualificado diretamente para os 'quartos', os leões ficaram em 6.º no grupo A, tendo agora pela frente o bicampeão da Polónia, 3.º do grupo B. Apesar de ser um adversário de boa memória, o técnico de 44 anos alerta que este é um Wisla "substancialmente diferente... para melhor."

"As eliminatórias são sempre de 120 minutos, por isso ficam sempre em aberto para o segundo jogo, mas queremos vencer. Jogámos duas vezes com o Wisla Plock no ano passado, mas acho que está substancialmente diferente, com muita capacidade de investimento e mais qualidade”, realçou.


Recorde-se que o duelo diante dos polacos está muito próximo de acontecer. A partida válida para a primeira mão do 'play-off' de acesso aos quartos-de-final da competição internacional, está agendada para esta quinta-feira, dia 2 de abril, às 19h45, no Pavilhão João Rocha.


Modalidades

Drástica medida do Ministério Público poderá tornar-se realidade após escândalo no Porto - Sporting

Segundo determinadas opiniões, existe alta probabilidade de que decisão seja tomada, pois o respetivo caso contempla "crimes de natureza pública"

Segundo Lúcio Correio, é possível que o Ministério Público torne a Dragão Arena interdita, em consequência ao que aconteceu no Porto - Sporting
Segundo Lúcio Correio, é possível que o Ministério Público torne a Dragão Arena interdita, em consequência ao que aconteceu no Porto - Sporting

01 Abr 2026 | 17:01 |

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A Dragão Arena corre sérios riscos de vir a ser interdita, na sequência da polémica que derivou do 'escaldante' Clássico da jornada inaugural da fase final do campeonato nacional de andebol, no passado sábado, que culminou num triunfo conquistado pelo Sporting sobre o Porto, por 33-30.


Os leões, recorde-se, queixaram-se de um cheiro intenso a amoníaco no balneário, o que levou mesmo a que o treinador Ricardo Costa (que foi substituído por Ricardo Candeias, no banco de suplentes) e o jogador Christian Moga (que foi retirado da lista de convocados) tivessem de ser assistidos pelos bombeiros, no local.


O Ministério Público anunciou, entretanto, a abertura de um inquérito criminal, algo que pode vir a custar bastante caro ao emblema azul e branco, de acordo com declarações prestadas, esta quarta-feira, por Lúcio Correia, professor de Direito do Desporto.


Lúcio Correia: "Há alta probabilidade de a Dragão Arena ficar impedido de ser utilizado"

"Nesta situação vai ser muito provável a aplicação de uma sanção de multa alta, de acordo com o que a lei da violência transmite. Mas também, provavelmente, o impedimento de utilização daquele recinto na modalidade andebol. Ou seja, há alta probabilidade de o pavilhão ficar impedido de ser utilizado", começou por afirmar, presente ao programa 'Bola Branca', emitido pela Rádio Renascença.


"Penso que isto tem mais a ver com uma guerra, infelizmente, instalada entre Sporting e Porto do que propriamente com a modalidade andebol, portanto o andebol vem a reboque de um clima que se tem gerado entre os clubes que vem do futebol e passou par ao andebol. Espero que fique por aqui e não passe para mais nenhuma modalidade", acrescentou.

Para Lúcio Correia, este caso contempla "crimes de natureza pública", que colocam em causa a "própria segurança dos intervenientes". Algo que leva este a estranhar que a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) não tenha colocado em prática um "procedimento igual" ao do Ministério Público.


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