“O SPORTING CONTINUA…”; PSICÓLOGO PORTUGUÊS FALA DE DÉRBI DOS LEÕES FRENTE AO BENFICA
Clube de Alvalade defronta, este sábado, as águias em partida da 28.ª jornada da Liga
Redação Leonino
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6 de Abril 2024, 13:32
Hjulmand, Edwards, Coates, Paulinho, Geny Catamo, Sporting, Benfica

Jorge Silvério, especialista em Psicologia Desportiva e Psicólogo da Seleção Nacional de futsal, afirma que o Benfica pisa o relvado de Alvalade para o dérbi deste sábado com uma maior carga emocional, consequência da eliminação da Taça que aconteceu a passada terça-feira, em disputa na Luz frente ao Sporting, que voltam agora a enfrentar.

Em declarações à Agência Lusa, o psicólogo afirma: “Uma das metas que o Benfica teria era estar presente na final e poder ganhar a Taça de Portugal. Como foi eliminado, tem menos um objetivo nesta temporada. Por outro lado, o Sporting continua na luta por esse troféu. Isso irá pôr um pouco mais de carga emocional para o próximo jogo do lado do Benfica, que já só tem o campeonato como [única] prova nacional para ganhar. Até pelo atraso pontual que o Benfica possui, este dérbi ganha um bocadinho mais de relevância”, destacou.

Apenas quatro dias após o último jogo entre os eternos rivais, Sporting e Benfica voltam a enfrentar-se, desta vez para a Liga Portugal. Jorge Silvério diz que ambos os emblemas conseguirão distinguir o contexto de cada dérbi: “Seguramente, haverá essa capacidade. O fator distintivo é estarem muito próximos, embora contem para provas diferentes. Obviamente, aquilo que aconteceu na última partida será analisado por equipas técnicas e atletas, no sentido de poderem aperfeiçoar e melhorar já a pensar no jogo do campeonato”.

O psicólogo desportivo frisa a importância que a saúde mental começa a ter nesta fase do campeonato: “É uma altura em que o desgaste emocional começa a ter um peso muito importante e a maior atenção dos técnicos. Os atletas tiveram folgas para que se pudessem desligar e prepararem-se para esta fase decisiva das provas em que estão os seus clubes”.

Silvério continuou, lembrando que o trabalho psicológico deve ser feito não só posteriormente aos jogos, mas de forma regular e preventiva: “A intervenção psicológica não visa só o jogo a jogo, mas é um trabalho feito ao longo da época, no sentido de potenciar e otimizar as capacidades de cada atleta. Tratando-se de uma modalidade coletiva, creio que a tónica vai ser colocada mais na recuperação e no impacto que este último encontro teve em cada um dos atletas e não tanto no sentido da motivação, visto que aí sabemos que não é preciso fazer absolutamente nada. Todos os futebolistas querem participar num encontro desta magnitude”, admitiu o especialista em Psicologia Desportiva à Agência Lusa.

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