ZIDANES Y PAVONES
Ronaldo tem o direito de se sentir desrespeitado. Tem o direito de sair. Não tem o direito de sair sem consequências enquanto outros as sofreram
08 Ago 2021 | 14:42
Basta não fugir à receita e manter a humildade da época passada para que sejamos, certamente, um adversário à altura de todos aqueles que se venham a cruzar no nosso caminho.
Arrancou a nova edição do principal campeonato em Portugal e o Sporting começou, oficialmente, a defender o seu título de campeão nacional! Rúben Amorim apresentou um onze muito semelhante ao da final da Supertaça, sendo que, comparando com a época passada, as trocas mais visíveis sejam as dos laterais titulares – por lesão – e o voto de confiança dado a Jovane.
Para além disso, também o regresso dos adeptos ao estádio foi uma novidade face à época anterior. Como tive oportunidade de mencionar na análise em direto, no final do jogo, chegou o momento de este clube caminhar de mãos dadas, unido e provar aos maldizentes que o mito de que este grande clube só ganha sem adeptos no estádio é apenas isso: um mito. Para já, os primeiros indicadores são globalmente positivos. A equipa apresentou-se forte e organizada em campo, com os jogadores a demonstrarem um entrosamento natural. Rúben Vinagre este em destaque, especialmente na primeira parte, e Esgaioconferiu estabilidade e segurança à ala direita. Jovanefalhou um penalti, mas foi prontamente apoiado pelos adeptos, que cumpriram na perfeição o seu papel: apoiar a equipa e mais concretamente Jovane, que certamente irá marcar na próxima oportunidade que tenha. Com o passar do tempo, o leão foi crescendo na partida, especialmente na segunda parte. A equipa de Rúben Amorim dominou sempre o Vizela – que fez uma boa partida, especialmente na primeira parte – e conseguiu materializar esse domínio com dois golos de Pote – absolutamente sensacionais! – e um último de Paulinho, assistido na perfeição pelo recém-entrado Nuno Santos. Esta equipa tem soluções e, quem entra, acrescenta sempre qualquer coisa ao jogo. Com exceção feita a uma ou outra nova cara, esta equipa do Sporting mantém todas as bases do ano passado. O discurso ganhador, mas coerente mantém-se, bem como uma gestão muito assertiva e ponderada de Rúben Amorim.
Dá gosto ver jogar este campeão nacional, e percebe-se que também eles desfrutam daquilo que fazem em campo. A temporada será longa, mas os ingredientes para o sucesso estão todos lá. Basta não fugir à receita e manter a humildade da época passada para que sejamos, certamente, um adversário à altura de todos aqueles que se venham a cruzar no nosso caminho.
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