Bruno Mascarenhas
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20 Nov 2020 | 17:21

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Bruno Mascarenhas

NÃO HÁ COINCIDÊNCIAS E A CERTEZA DO ACASO…

Para mim não há coincidências quanto a uma estratégia que alguém montou e que começou logo a seguir ao post de Madrid, em Abril de 2018, no Hotel dos Oitavos, para nos derrubar.

Fez, em Abril deste ano, vinte anos que a escritora Margarida Rebelo Pinto lançou e me deu a honra de ser uma das pessoas a quem dedicou, o seu enorme sucesso literário e de vendas, o Romance – “Não há coincidências”. Acaba agora de lançar a sua nova obra – “A certeza do acaso”.


Ora ambos os títulos servem de mote para a minha análise à sequência de factos que esta semana vieram a público aqui no Leonino e respeitantes ao não caso – Cashball.

Se virmos com distanciamento a forma como o Sporting CP perdeu, no final da época 17/18, na Madeira a possibilidade de atingir o acesso à Liga dos Campeões, a passividade com que os jogadores e equipa técnica abordaram aquele desafio, a forma insólita como os jogadores do Marítimo celebraram aquela vitória, que para eles não contava para nada, é na minha opinião e de muitos sportinguistas, estranho.


Passados dois dias deflagra o caso Cashball. A manhã do dia 15 de Maio pôs-nos a todos os que gostamos do Sporting CP e da verdade desportiva em estado de grande apreensão. Nessa mesma tarde, contra qualquer expectativa nossa, dá-se o ataque à Academia, que nos deixa definitivamente em estado de choque. Quisemos ir todos acompanhar o Presidente à Academia, nomeadamente e sobretudo o administrador da SAD Guilherme Pinheiro…

Foram duas “bombas atómicas” no mesmo dia, dois escândalos que nos caíram em cima, sem nada termos feito para isso e crucificados na praça pública. Tenho guardadas as mensagens que alguns animais, nas redes sociais e para o meu telemóvel, insultando-me de assassino para cima, acusando-me de factos que nunca poderia perpetrar.  Ao dia de hoje sei que estavam mancomunados com o objectivo de deitar abaixo uma direcção, recentemente eleita e ainda mais recentemente re-legitimada.


O massacre que a comunicação social nos brindou, com o conluio de identificados sportingados, querendo sangue e o nosso afastamento, tornou a situação insustentável.

Para mim não há coincidências quanto a uma estratégia que alguém montou e que começou logo a seguir ao post de Madrid, em Abril de 2018, no Hotel dos Oitavos, para nos derrubar. Soube apenas há uns meses alguns dos que lá estiveram e o que se passou a seguir.

Se, à data, soube fazer a leitura do que se estava a passar, da extensão do ataque? Não. Era inimaginável prever a dimensão daquela tempestade perfeita que foi criada para nos afastar.

A minha postura não é entrar em teorias da conspiração. Deixo isso para outros com mais experiência nessa matéria. Mas tenho a certeza do acaso que o que se passou tem muito mais gente envolvida e fora do meu Clube.

Quando os frouxos vêm sonsamente falar de união, metam a mão na pretensa consciência e peçam desculpa pelo mal que nos fizeram e ao Clube.

É por isso que me mete nojo assistir à forma como o Conselho Directivo é subserviente e alinha com os rivais nas votações na Liga, nos esquemas para contratar jogadores, na partilha e nos negócios do seu empresário favorito.

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