ORÇAMENTO CHUMBADO? DIREÇÃO NÃO CAI E GERE-SE POR DUODÉCIMOS
Quais as consequências para o Clube e para os atuais Órgãos Sociais caso o orçamento para 2020/21 não passe. Em declarações ao Leonino, jurista explica o que pode acontecer de seguida
Duarte Pereira da Silva
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26 de Setembro 2020, 14:45
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O orçamento do Sporting CP (Clube) para 2020/21 vai, este sábado, 26 de setembro, a votos. Caso os Sócios não aprovem o orçamento para 2020/21, quais as consequências para o Clube e para os atuais Órgãos Sociais? Em declarações ao Leonino, um jurista de direito desportivo explicou que o Clube passa a ser gerido por duodécimos, não havendo lugar, automaticamente, a uma queda do conselho diretivo.

“Na prática, o Clube passa, até novo orçamento ser aprovado, a ser gerido por duodécimos, de acordo com os gastos da temporada anterior. Da leitura dos Estatutos, parece-me muito difícil concluir que um chumbo por parte dos Sócios leve a uma queda dos Órgãos Sociais”, referiu o jurista.

Porém, o mesmo jurista alertou para uma situação bem diferente: “O que pode acontecer é que a Direção liderada por Frederico Varandas faça uma leitura dos resultados e, por vontade própria, decida apresentar a sua demissão, embora não acredite que tal venha a acontecer”.

De resto, o jurista lembrou o que se passou no outro lado da segunda circular, com o SL Benfica, em que, no passado mês de junho, os adeptos encarnados chumbaram o orçamento do Clube para 2020/21 e não se deu a queda dos Órgãos Sociais.

A Assembleia Geral do Clube está a realizar-se esta tarde. As urnas fecham às 20h00.

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