Futebol
Rui Silva voltou ao onze, mas mostrou-se chateado com 'problema' no Sporting
28 Out 2026 | 11:21
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23 Fev 2024 | 10:08 |
Iván Fresneda regressou, na passada quinta-feira, ao ativo, na Liga Europa diante do Young Boys, e, no final da partida, Rúben Amorim comentou a prestação do lateral espanhol do Sporting, referindo que o mesmo precisa "de treino" e que, nesta altura do campeonato, isso é complicado.
"Para ele [Iván Fresneda] voltar a sentir o que é jogar. Precisa de treino e está numa fase difícil para isso, não conseguimos treinar as nossas nuances e rotinas, para ele é difícil apanhar tudo sem ter esses treinos. Vai continuando a caminhar devagar para nos ajudar. Estamos nas competições todas e vamos precisar de todos", referiu Rúben Amorim sobre Iván Fresneda.
"Não tenho preferência, estamos apenas focados no Rio Ave, não podemos perder pontos. É preciso ter sorte, o adversário é indiferente, mas obviamente que há equipas mais difíceis de bater. Não temos fantasmas nenhuns. Os adversários não interessa bem", referiu Rúben Amorim.
"O Leverkusen vai em primeiro da Bundesliga. Podia sair um desses e, se ganhássemos ao Rio Ave, eu assinava. Sabemos que vai ser diferente com o Rio Ave, não estávamos descansados se tivéssemos ganho 5-0", atirou Rúben Amorim.
"Ganhámos ao Raków sem sensação de não jogar bem, neste jogámos bem. Devíamos ter demonstrado através dos números o que se passou nas duas eliminatórias e o resultado ficou aquém. Chegar à final era excelente objetivo, era muito bom para nós. O adversário torna-se irrelevante", concluiu o treinador do Sporting, Rúben Amorim.
Esta temporada, Iván Fresneda – avaliado em 13 milhões de euros – realizou apenas seis encontros, fruto de ter estado lesionado: quatro na Liga Europa, um na Liga Portugal Betclic e outro na Taça de Portugal. Ao todo, o espanhol contabilizou 171 minutos. O jogador de 19 anos tem contrato com o Sporting até junho de 2028 e uma cláusula de rescisão de 80 milhões de euros.
Antigo jogador dos verdes e brancos passou por um período mais complicado no que à saúde mental diz respeito e não se sentiu valorizado em Alvalade
28 Out 2026 | 15:54 |
Jérémy Mathieu revelou uma profunda mágoa com o Sporting, último clube da carreira profissional, depois de ter procurado ajuda junto dos verdes e brancos em 2025. O antigo central francês, que atravessou uma depressão após abandonar o futebol, pretendia acompanhamento psicológico e apresentou ainda um projeto para criar uma academia em França ligada aos leões, mas a iniciativa não teve seguimento.
Mathieu: "As coisas complicaram-se depois da minha lesão no Sporting"
Em entrevista à revista ‘So Foot’, Mathieu explicou que os problemas começaram depois da grave lesão sofrida ao serviço do Sporting, em 2020, que precipitou o final da carreira. “As coisas complicaram-se depois da minha lesão no Sporting. Terminei a minha carreira em 2020, na sequência de uma rotura dos ligamentos cruzados. Tudo acabou de forma abrupta. Tinha uma joelheira e não podia fazer grande coisa. Depois, entrei numa espiral negativa. Entrei em depressão, não vale a pena esconder isso”, confessou.
O francês passou quatro anos praticamente fechado em casa, até encontrar no trabalho numa loja da Intersport uma forma de recuperar a vida social e o ânimo. Já numa fase mais estável, voltou-se para Alvalade. “Não quero apontar o dedo a ninguém. Em 2025, pedi ajuda ao Sporting, nomeadamente acompanhamento psicológico, mas não só. Tinha um projeto em mente, mas não se concretizou. É uma pena, sobretudo porque tinha ajudado o clube quando me pediu para baixar o salário. Do ponto de vista humano, não consegui compreender. Ainda hoje não sei porque é que recusaram”, explicou.
Mathieu: "Desci ao túnel e fiquei à espera, sem que ninguém aparecesse, durante 45 minutos"
Mathieu deslocou-se mesmo a Lisboa para apresentar a ideia de uma academia em França com ligação ao Sporting e reuniu-se com o diretor desportivo. Dias depois, assistiu a um encontro com o Porto para a Taça e esperava falar com Frederico Varandas, mas acabou por ficar sozinho durante largos minutos. “Desci ao túnel e fiquei à espera, sem que ninguém aparecesse, durante 45 minutos. Sentia-me um estranho. Tinha a impressão de não ter feito nada pelo clube. Tinham-se esquecido de mim, e isso magoou-me. Prefiro que me digam que não a que me deixem à espera sem qualquer explicação”, recordou.
O antigo internacional francês acabou por regressar a casa sem falar com o Presidente leonino. “Acabei por conseguir contactar o diretor desportivo, que me disse que o presidente já se tinha ido embora. Fiquei profundamente desiludido e regressei”, contou Mathieu, que representou o Sporting entre 2017 e 2020 e terminou a carreira profissional depois da lesão grave sofrida de leão ao peito.
Antigo dirigente dos verdes e brancos voltou a falar sobre o estado atual dos leões e disparou para todas as frentes, sobretudo ao líder e a Rui Borges
28 Out 2026 | 15:17 |
Jaime Marta Soares considera que a vitória do Sporting frente ao Marítimo, por 2-1, não apaga os problemas que a equipa tem vindo a apresentar. O antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral dos leões deixou críticas fortes a Rui Borges e a Frederico Varandas, defendendo que ambos têm responsabilidades no atual momento vivido em Alvalade.
Marta Soares: "Foi basicamente como tapar o sol com a peneira"
Em declarações ao jornal Record, Marta Soares foi particularmente duro com o treinador. “O que importa é ganhar. Ninguém duvida do meu amor pelo Sporting, mas ontem com o Marítimo foi basicamente como tapar o sol com a peneira. Correu razoavelmente bem, pois também podia ter corrido mal. O discurso do treinador, por quem tenho uma admiração fantástica, mas não tem perfil para ser treinador do Sporting...”, começou por afirmar.
Marta Soares: "Rui Borges não tem estatuto para treinador do Sporting"
O antigo dirigente criticou também a comunicação de Rui Borges após o encontro. “Veio enaltecer que o melhor jogador foi o guarda-redes do Sporting. Faz duas coisas mal na comunicação: primeiro diz que o guarda-redes é fenomenal. Então porque tem no banco? E diz que o Marítimo podia ter empatado o jogo. Não tem estatuto para treinador do Sporting”, acrescentou, apesar de admitir que espera uma mudança de rumo nos resultados.
Marta Soares repartiu ainda as responsabilidades com Frederico Varandas, apontando sobretudo à profunda remodelação do plantel. “Aquela mexida e revolução na equipa, deixando sair um conjunto de jogadores bons e que fazem diferença, faz com que não haja entrosamento ou uma equipa afinada. Não se tem um treinador com tal estatuto e torna-se difícil. Gostaria de perceber porque o presidente fez uma alteração tão profunda”, afirmou.
Marta Soares: "Tem uma vida boa para ser presidente do Sporting"
O antigo presidente da MAG deixou ainda críticas diretas à remuneração de Varandas e pediu explicações públicas. “Tem um salário chorudo e há adeptos que vão ao campo e nem uma refeição têm só para ver o seu Sporting. Acho que é uma coisa escandalosa”, disse, antes de acrescentar: “O presidente devia dar contas disto tudo. Não pode dizer que a sua função não é bem remunerada. Tem uma vida boa para ser presidente do Sporting. Que assuma o seu trabalho à dimensão do que aufere. Devia vir falar”.
Para Marta Soares, Varandas deve ainda explicar a renovação de Rui Borges e o projeto definido para o futuro. “Tem tomado decisões em cima do joelho. Que venha explicar aos sócios as coisas que tem vindo a fazer. Melhor do que ninguém sabe em que linhas se orienta. Em princípio de crise, renovou contrato com o treinador e assim acha que tem condições e capacidades para comandar o Sporting. Tem de explicar porque renovou e o porquê dessa confiança. O presidente não é dono do Sporting, o clube é dos sportinguistas, e deve dizer o que pensa. E qual o projeto para o futuro do Sporting”, concluiu.
Antigo administrador da SAD verde e branca analisou ao pormenor a fase vivida pelos verdes e brancos no seu mais recente artigo de opinião
28 Out 2026 | 14:39 |
Nuno Correia da Silva saiu em defesa de Rui Borges e colocou Frederico Varandas no centro das responsabilidades pelo atual momento do Sporting. O antigo administrador da SAD leonina entende que os lenços brancos vistos em Alvalade não devem ser interpretados apenas como contestação ao treinador, mas também como um aviso dirigido à estratégia definida pela administração.
Nuno Correia da Silva: "11 jogadores que não conseguem funcionar"
Num artigo de opinião publicado no jornal O Jogo, Nuno Correia da Silva considera que a equipa apresenta problemas evidentes. “No último jogo do campeonato, frente ao brilhante estreante Académico de Viseu, a equipa voltou a evidenciar fragilidades recorrentes, nomeadamente a falta de ligação entre setores, a ausência de liderança e a falta de espírito de grupo. São 11 jogadores que não conseguem funcionar como uma verdadeira equipa”.
Nuno Correia da Silva: "Treinador e presidente partilham a responsabilidade"
O antigo dirigente recorda ainda a ligação entre Rui Borges e Frederico Varandas na construção do atual projeto. “O treinador não pode ser responsabilizado isoladamente quando se limitou a seguir as orientações da Direção da SAD. Isto significa que treinador e presidente partilham a responsabilidade pelas decisões tomadas”, escreveu, apontando também à política seguida no último mercado.
Nuno Correia da Silva relaciona a saída de vários jogadores influentes com a estratégia financeira da SAD. “A saída de jogadores considerados essenciais permitiu à SAD um encaixe financeiro superior a 150 milhões de euros. Este montante contribuiu para resultados financeiros positivos e, consequentemente, para que os administradores da SAD, incluindo o seu presidente, beneficiassem de remunerações avultadas”, escreveu no mesmo texto.
O antigo administrador deixa ainda uma crítica direta à política remuneratória. “Curiosamente, na assembleia realizada há dois dias, o Sporting, representado pelo seu presidente, decidiu aumentar em mais 18% as remunerações dos administradores, após uma época sem qualquer conquista desportiva. Por isso, quando a prioridade parece ser o resultado financeiro, em detrimento do sucesso desportivo, o treinador não pode ser apontado como o principal responsável".
Para Nuno Correia da Silva, os sinais enviados pelas bancadas devem, por isso, ser lidos num sentido mais amplo. “Os lenços brancos que voltaram a surgir em Alvalade não podem, por isso, ser interpretados apenas como um sinal de contestação ao treinador. São também um alerta dirigido a quem define a estratégia do clube e tomou decisões que determinaram o seu desempenho desportivo”.
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