Futebol
Jornalista do Record atira: "Rui Borges tem de perceber que Varandas não é seu amigo"
26 Out 2026 | 13:52
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Futebol
26 Out 2026 | 18:02 |
O Sporting procura reagir à derrota frente ao Académico de Viseu, por 2-1, e tem já esta terça-feira um novo desafio pela frente. Os leões recebem o Marítimo, em Alvalade, nos quartos de final da Allianz Cup, numa partida importante para as ambições da equipa na competição.
Na antevisão ao encontro, em declarações à Sporting TV, Rui Borges prometeu que os jogadores vão dar uma resposta positiva, apesar do momento de contestação. O treinador recordou ainda o confronto da época passada com os madeirenses, que o Sporting conseguiu superar.
R. Borges: "Não tenho dúvidas de que quem jogar dará uma boa resposta"
"É um desafio. Já aconteceu a época passada, foi um desafio que nós conseguimos ultrapassar com qualidade, com mérito, com uma vitória. E amanhã esperamos o mesmo, dentro daquilo também que é a confiança total em todo o grupo, em toda a equipa, em todos os jogadores. É mais uma demonstração que acreditamos em todos e não tenho dúvidas de que quem jogar dará uma boa resposta", afirmou.
Sobre as dificuldades que espera encontrar, Rui Borges destacou a organização defensiva do Marítimo e a capacidade da equipa insular para explorar os contra-ataques. O técnico alertou para a necessidade de evitar perdas de bola que permitam ao adversário aproveitar os espaços e chegar rapidamente à baliza leonina.
"Sim, sabemos que vai ser um bocadinho dentro daquilo que temos apanhado, principalmente nos jogos da nossa Liga, com um bloco médio-baixo. É a segunda equipa que tem mais ações de contra-ataque na Liga, por isso diz bem daquilo que é o momento de jogo que eles mais gostam, que eles se sentem mais confortáveis. E é algo que nós temos de estar à espera e estar precavidos para isso. Não sermos apanhados nessas perdas de bola constantes, acima de tudo para a toda a hora estarmos a reagir para a nossa baliza. É importante termos ataques demorados, conseguir finalizar esses ataques para não deixar o Marítimo entrar nesse momento de jogo que se sente mais confortável. Agora, dentro disso, acredito que também nós daremos uma resposta diferente e melhor do que a que temos dado. E queremos muito, acima de tudo, estar na Final Four", concluiu.
Antigo candidato à presidência dos leões entende que mudanças foram feitas em excesso e não atira a tolha para o chão na luta pelo campeonato
26 Out 2026 | 16:52 |
Bruno Sá responsabiliza Frederico Varandas pelo desempenho do Sporting na atual temporada. Em conversa com o Leonino, o antigo candidato à presidência do Clube apontou o atual líder e o técnico Rui Borges como os principais culpados pelos maus resultados.
B. Sá: "É impossível resistir a tantas mudanças"
"Rui Borges devia sair? Obviamente que isso não é uma decisão minha, mas na minha visão ele não é o único culpado por esta situação que está a passar-se no Sporting. Temos de descobrir quem tomou esta série de decisões e promoveu todas estas mudanças. O Rui Borges não é o único culpado porque é impossível resistir a tantas mudanças numa equipa que vinha de ganhar títulos nos últimos tempos" , começou por dizer.
O empresário defende que as alterações no plantel deviam ter sido feitas gradualmente. "Eu acho que nos mercados anteriores, até porque tínhamos uma série de lesões de jogadores que não foram substituídos e o próprio Rui Borges na altura encontrou soluções para conseguirmos ganhar a dobradinha, estas mudanças deviam ter sido todas feitas noutros mercados. Acho que é muita coisa de uma só vez. Não só o mercado, as mudanças deviam ter sido feitas progressivamente", falou.
B. Sá: Novo treinador? Não vou decidir isso"
Acerca da possibilidade de um novo técnico, Bruno Sá não quis alongar com especulações. "Não sou eu que vou decidir isso e nesta altura não vale a pena estar a discutir isso, até porque o presidente decidiu renovar com o Rui Borges cinco meses antes do Jamor. Eu acho que o que tem que ser explicado é as razões do que é que aconteceu no Jamor e quem é que tomou estas decisões para haver tantas mudanças", opinou.
Na sua conclusão, o conhecido adepto leonino não desiste da luta pelo título. "Como qualquer Sportinguista, nós acreditamos sempre, mas já temos um atraso pontual acentuado. Vai ser difícil, mas é importante continuarmos a apoiar e a acreditar que pode haver aqui uma série de mudanças. Ainda vamos jogar com o Benfica e com o Porto e, vencendo esses jogos, podemos aproximar-nos e passar para a frente", finalizou.
Duelo da nona jornada da Liga Portugal Betclic continua a dar que falar; Antigo juiz internacional avaliou encontro entre leões e viritatos
26 Out 2026 | 16:21 |
A arbitragem do encontro entre Sporting e Académico de Viseu continua a dar que falar. Miguel Nogueira assinalou uma grande penalidade a favor da equipa leonina aos 45 minutos, acompanhada de cartão amarelo ao guarda-redes Ewerton, mas acabou por reverter a decisão depois de ser chamado pelo VAR, Luís Ferreira, para rever o lance.
Iturralde González, antigo árbitro internacional espanhol, considera que a decisão inicial deveria ter sido mantida. O especialista entende que a intervenção do guarda-redes do Académico de Viseu foi demasiado perigosa, apesar de este ter tocado primeiro na bola.
"Ainda que o guarda-redes toque a bola, para mim, é penálti e cartão amarelo para o guarda-redes, porque uma coisa é tocar a bola na sequência de uma saída normal. Sais de entre os postes de uma forma normal, tocas a bola e, de seguida, derrubas o avançado, não é penálti. Mas, aqui, ele sai com os joelhos para a frente, à altura da cabeça do avançado e acaba por acertar-lhe. A entrada é temerária. Apesar de ter tocado primeiro na bola, não deixa de ser uma entrada temerária", explicou.
O antigo juiz considerou que o VAR não deveria ter interferido. Na sua perspetiva, a forma como Ewerton saiu dos postes e colocou os joelhos na direção do adversário foi determinante para justificar a grande penalidade e a advertência disciplinar.
I. González: "É penálti"
"Mas, na minha opinião, é uma jogada muito temerária do guarda-redes, por sair com os joelhos para a frente, quando tal não era necessário. Pode sair, afastar a bola e chocar de forma natural com o avançado, que não é penálti. Mas, a forma como disputa a bola, para mim, é penálti, porque é demasiado temerária", reforçou Iturralde González.
Desaire com o Académico de Viseu aumentou a contestação dos adeptos, que assobiaram treinador e exibiram lenços brancos ao técnico
26 Out 2026 | 15:26 |
Rui Borges orientou o treino do Sporting em Alcochete esta segunda-feira, mas atravessa uma fase delicada no comando técnico dos leões. O desaire com o Académico de Viseu aumentou a contestação dos adeptos, que assobiaram o treinador e exibiram lenços brancos ao técnico.
Com a continuidade do treinador a ser cada vez mais discutida, o mercado de técnicos sem clube ganha particular interesse. Apesar de várias opções estarem atualmente comprometidas com outras equipas, existe uma lista alargada de treinadores disponíveis, entre portugueses com experiência no futebol nacional.
Entre os portugueses, Sérgio Conceição é um dos nomes mais mediáticos. O treinador deixou o Al Ittihad em junho de 2026 e reúne o apoio de alguns adeptos leoninos, embora não faça parte dos planos de Frederico Varandas, tendo em conta a tensão entre ambos durante o período em que orientou o Porto. Vítor Pereira também está livre, depois de deixar o Nottingham Forest no final da última temporada. Luís Castro é outra possibilidade disponível, após ter sido despedido do Grémio em setembro, depois de passagens por clubes como Shakhtar Donetsk, Botafogo e Al Nassr.
A lista inclui ainda treinadores com passado em Alvalade. Paulo Bento esteve quatro temporadas e meia à frente da equipa principal leonina, conquistando duas Taças de Portugal e duas Supertaças, antes de assumir o comando da Seleção. Também Carlos Carvalhal, que treinou os leões em 2009/10, está sem clube após deixar o Famalicão. Entre os restantes técnicos portugueses disponíveis estão Rui Faria, antigo adjunto de José Mourinho, e Pedro Caixinha, que construiu grande parte da carreira no estrangeiro, sobretudo no México.
No panorama internacional, as alternativas também são numerosas. Thomas Frank, antigo treinador do Tottenham, Thiago Motta, que passou pela Juventus, Kasper Hjulmand, ex-Bayer Leverkusen, Marcelino Toral, Ernesto Valverde, Stefano Pioli e Domenico Tedesco figuram entre os nomes referidos. Há ainda antigos selecionadores como Didier Deschamps, Gareth Southgate e Vincenzo Montella.