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Futebol
01 Mai 2025 | 09:07 |
Num momento decisivo da época, Rui Borges decidiu não facilitar. Morten Hjulmand será utilizado pelo Sporting frente ao Gil Vicente, no próximo domingo, em Alvalade, apesar de estar perto de atingir o limite de cartões amarelos e de poder, por isso, ter um jogo de castigo. A ideia de poupá-lo para o dérbi com o Benfica, agendado para dia 10 de maio, foi ponderada, mas descartada. O treinador leonino está focado no presente e, por isso mesmo, não há margem para deslizes.
De acordo com o jornal A Bola, embora o jogo na Luz seja visto como a grande final da temporada, Rui Borges considera que tudo começa - ou pode terminar - frente ao Gil Vicente. Um triunfo nesse jogo garante ao Sporting a possibilidade de defrontar o Benfica com uma vantagem estratégica: a de poder jogar para dois resultados (empate ou vitória) e, ainda assim, manter o topo da tabela.
Com esse cenário em mente, Hjulmand será utilizado de início. A decisão, de acordo com a fonte em causa, envolveu uma conversa com o próprio jogador que, além de ser capitão, é uma das vozes mais influentes no balneário. O médio dinamarquês está ciente do risco que carrega.
A ajudar a este decisão está, também, o facto da condição física de Hidemasa Morita ainda estar longe do ideal. O internacional japonês regressou recentemente de lesão e, embora tenha já voltado aos relvados frente ao Boavista, está a ser reintegrado com cautela. Tal como Pedro Gonçalves, será gerido com restrição de minutos.
Neste contexto, a utilização do dinamarquês passa de uma escolha a uma necessidade. Rui Borges admite eventualmente retirá-lo durante a partida, mas apenas se o resultado o permitir. Caso o Sporting consiga uma vantagem confortável, Hjulmand poderá ser poupado para os desafios seguintes. Até lá, será pilar na estrutura do meio-campo. Deverá, tal como tem acontecido nos últimos jogos, fazer dupla no meio-campo com Zeno Debast.
Recorde, abaixo, a paixão que Hjulmand demonstra ter pelo Sporting:
Leões chegaram a estar a vencer por 2-0, mas permitiram a reação do adversário e voltaram a deixar escapar uma vantagem no marcador
20 Set 2026 | 11:28 |
Gonçalo Inácio procurou transmitir tranquilidade após o empate do Sporting frente ao Arouca, mas não escondeu que a expulsão de Zeno Debast acabou por condicionar a equipa. Os leões chegaram a estar a vencer por 2-0, mas permitiram a reação do adversário e voltaram a deixar escapar uma vantagem.
G. Inácio: "Se continuarmos assim, vamos dar a volta por cima"
Questionado sobre o momento da equipa, o capitão leonino deixou uma declaração que acabou por baralhar os adeptos: "Não se passa nada. Se continuarmos assim, vamos dar a volta por cima". A expressão "se continuarmos assim" causa alguma estranheza, tendo em conta que o Sporting soma já três empates depois de ter estado em vantagem e voltou a desperdiçar dois golos de diferença.
Antes disso, Inácio tinha explicado o que, na sua perspetiva, esteve na origem do desfecho diante do Arouca. "Quando ficámos com menos um não conseguimos pressionar tão alto e não conseguimos matar as jogadas deles", justificou o defesa central.
A igualdade voltou a colocar o Sporting debaixo de contestação, numa altura em que os leões já perderam seis pontos no campeonato. Ainda assim, Inácio procurou afastar qualquer cenário de alarme e mostrou confiança na capacidade da equipa para reagir, apesar dos resultados recentes.
O capitão leonino foi também questionado sobre as críticas que tem recebido, nomeadamente na sequência dos recentes autogolos. A resposta foi curta e apontou para a necessidade de seguir em frente: "As críticas são normais no futebol. É andar para a frente".
Nuno Vieira entende que alterações efetuadas durante mercado de transferências de verão tiveram impacto no rendimento da equipa
20 Set 2026 | 11:10 |
O empate frente ao Arouca voltou a colocar Rui Borges no centro das críticas, mas Nuno Vieira entende que o treinador está a assumir um protagonismo excessivo na discussão sobre o momento do Sporting. O diretor do jornal ‘O Jogo’ reconhece erros do técnico, mas considera que há outros fatores e responsáveis, nomeadamente Frederico Varandas, que não podem ser ignorados.
O analista começou por admitir que Rui Borges teve decisões menos conseguidas durante o encontro e ao longo da sua passagem por Alvalade. No 2-2 com o Arouca, apontou a expulsão de Zeno Debast, o penálti cometido por Eduardo Quaresma e a pouca eficácia das substituições como fatores que contribuíram para a perda de uma vantagem de dois golos. Ainda assim, defendeu que o Sporting deveria ter conseguido controlar a partida mesmo reduzido a 10 jogadores.
Nuno Vieira: "Rui Borges, o culpado perfeito. Rui Borges cometeu erros no comando do Sporting e agora é vítima de uma revolução que não promoveu"
"Rui Borges, o culpado perfeito. Rui Borges cometeu erros no comando do Sporting e agora é vítima de uma revolução que não promoveu. Um desses erros foi achar que os sportinguistas gostavam muito dele...", escreveu no diário desportivo.
Para o diretor de ‘O Jogo’, contudo, existe uma questão na qual Rui Borges não pode ser responsabilizado: a profunda transformação do plantel. Nuno Vieira entende que as alterações efetuadas no grupo tiveram impacto no rendimento da equipa e que, quando os resultados não aparecem, é o treinador quem acaba inevitavelmente por ficar na linha da frente das críticas. "A revolução no plantel causou mossa e quando a bola não entra o dedo é apontado ao treinador", sustentou.
Nuno Vieira deixou ainda uma reflexão sobre a relação entre Rui Borges e os adeptos, considerando que o treinador nunca conquistou verdadeiramente o apoio das bancadas. Apesar disso, lembrou o percurso do técnico e os resultados alcançados, defendendo que já deu provas de "humildade, seriedade e competência". E terminou com uma crítica à forma como as responsabilidades estão a ser distribuídas dentro do Sporting: "Lições de humildade, seriedade e competência já deu de sobra, mas é nos resultados que está sempre o julgamento. Ainda que os arguidos devessem ser outros…", pode ler-se. De recordar que a relação conturbada entre o Clube de Alvalade e o respetivo diário desportivo não é recente.
Comentador entende que equipa recuou demasiado depois de ficar reduzida a 10 jogadores, permitindo que o Arouca ganhasse acreditasse na recuperação.
20 Set 2026 | 10:40 |
O empate do Sporting frente ao Arouca continua a gerar críticas. Luís Pedro Sousa apontou diretamente a três figuras. Na análise ao encontro, o comentador considerou que, além dos erros de Zeno Debast e Eduardo Quaresma, Rui Borges teve também um papel importante no desfecho de uma partida que os leões chegaram a vencer por 2-0.
A principal crítica prende-se com a forma como os leões reagiram à expulsão. Para o comentador, a equipa recuou demasiado depois de ficar reduzida a 10 jogadores, permitindo que o Arouca ganhasse espaço e acreditasse na recuperação.
L. Pedro Sousa: "Foi Debast, foi Quaresma mas também foi muito Rui Borges"
"Foi Debast, foi Quaresma mas também foi muito Rui Borges. O empate cedido pelo Sporting diante do Arouca explica-se em grande parte pelo recuo dos leões depois da expulsão do belga. A ganhar por 2-0 e a jogar em casa diante de uma equipa de menor dimensão, não se percebe o excesso de calculismo, ou até a cobardia, que se apoderou do treinador", escreveu no jornal 'Record'.
O analista lembrou ainda que os leões já deixaram fugir seis pontos no campeonato e considerou que a paragem de três semanas na Liga poderá ser determinante para o futuro do projeto. Luís Pedro Sousa entende que Frederico Varandas terá agora de avaliar se pretende manter o atual rumo ou aproveitar este período para introduzir mudanças.
"Os leões não tinham de pressionar alto, tão-só não recuar tanto as linhas. O Sporting já perdeu 6 pontos e vem aí uma paragem de três semanas na Liga... Cabe a Frederico Varandas decidir agora se quer continuar assim ou se o melhor é tentar ainda, e enquanto há tempo, recuperar o tempo perdido com um novo treinador", concluiu.