RUI SILVA: "FOMOS MAIS FORTES"
Treinador dos leões reagiu à vitória no dérbi eterno de andebol
Maria Pinto Jorge
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8 de Abril 2021, 09:56
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Na passada noite de quarta-feira, dia 7 de abril, a equipa de andebol do Sporting venceu, no Pavilhão João Rocha, o Benfica, por 31-29 (LER MAIS AQUI). No final do embate, o treinador leonino, Rui Silva, fez a sua análise à partida.

“Sabíamos que ia ser um jogo extremamente competitivo. O Benfica tem um estilo de jogo muito bem organizado e foi-nos causando muitas dificuldades a nível ofensivo, na nossa defesa. Conseguiu algumas situações de tiro fácil nos nove metros, o que não é normal. No ataque fomos sempre muito tranquilos e não cometemos muitos erros. Nos últimos dez minutos, conseguimos aumentar um bocadinho a agressividade na defesa e neutralizar as ações de cruzamento [do Benfica]. Fizemos algumas alterações na defesa e recuperámos algumas bolas para marcar em transição. O andebol é um jogo de defesa forte e transição e hoje fomos mais fortes”, começou por dizer na sala de conferência de imprensa.

Assim como tínhamos referido antes do encontro, Rui Silva voltou a lembrar que foi mesmo o espírito de sacrifício que faz a diferença, e por isso o “jogo não foi bonito”, uma vez que o Sporting não pôde contar com Daniel Andrejew, Edmilson Araújo, Jens Schöngarth e Tomislav Špruk.

“Houve muitos momentos com perdas de bola e ressaltos. Os jogos entre grandes são jogos de luta e sabíamos que isso ia fazer a diferença. Sabíamos que tínhamos jogadores que não podiam ajudar hoje e isso limitou o nosso jogo. Não tivemos um único canhoto na primeira linha. Houve muito mérito dos nossos jogadores no ataque. O Tiago [Rocha], por exemplo, lesionou-se no jogo em casa com o SPR Wisła Płock e treinou limitado. Este é o espírito que queremos para o nosso grupo de trabalho. Quando alguém está em dificuldade, o próximo está sempre lá para ajudar. Ganhámos sem os jogadores que podiam ter ajudado, mas ninguém reparou nisso”, referiu.

“Quando jogamos contra equipas do mesmo nível, quando não se tem a rotatividade que se pretende, jogamos sempre em cima do fio da navalha. Hoje, quase todos os jogadores estiveram bem. Em termos defensivos, tivemos de usar sempre os mesmos jogadores. É um sacrifício muito grande, mas quando existe este sentimento a responsabilidade é maior e eles responderam muito bem. Estou muito orgulhoso pela coesão e pelo espírito de luta”, sublinhou.

Antes, o treinador encarnado havia referido que o Sporting tinha vencido por ter mais experiência. Ainda assim, o míster dos leões discordou. “O Sporting não foi mais experiente. Foi, sem dúvida, mais competente. Fomos mais fortes defensivamente e mais fortes na transição. Tivemos alguns momentos de sorte em alguns momentos do jogo, mas a sorte trabalha-se imenso”.

Em modo de conclusão, Rui Silva fez um balanço ao momento do andebol leonino e àquilo que há a fazer pelo futuro.

“Todos os projetos precisam de tempo. Não há nenhum projeto no mundo, seja em que área for, que tenha sucesso numa semana, num ou dois meses. (…) Qualquer treinador precisa de três, quatro meses para ver algum sucesso no trabalho. O Sporting, esta época e neste contexto, também não teve a vida fácil. Desde outubro que não temos a equipa toda, seja por lesões ou trocas. O Sporting e os Sportinguistas têm de acreditar que o que queremos construir no andebol demora tempo. Acreditem em nós. Hoje não sou o melhor treinador do mundo porque ganhei ao Benfica como não era o pior quando perdi com o Porto. (…) Sabemos o que queremos fazer. A equipa tem crescido. Saímos da EHF European League como saímos, hoje ganhámos ao Benfica e estamos na luta pelo Campeonato. Acreditamos que podemos ganhar o Campeonato e a Taça, queremos trazer os dois títulos para casa. (…) Acredito que estamos no bom caminho”, terminou.

Fotografia de Sporting

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