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Futebol
30 Out 2026 | 14:31 | Por Redação
Rui Borges entra no duelo frente ao Casa Pia - onde vai ocorrer mudanças - com o futuro cada vez mais ameaçado no Sporting. A derrota frente ao Académico de Viseu, por 2-1, terá acelerado decisivamente o desgaste em torno do treinador. Nuno Saraiva acredita que a trajetória do técnico em Alvalade está para acabar.
N. Saraiva: "Chegou ao fim da linha"
"Creio que Rui Borges chegou ao fim da linha. A sua saída parece ter-se tornado inevitável. É, sobretudo, uma questão de tempo. E prolongar uma situação que já não convence poderá apenas agravar os danos", escreveu, no seu texto de opinião ao jornal A BOLA.
O antigo dirigente verde e branco explica as razões. "A derrota na final da Taça de Portugal, frente ao Torreense, fragilizou Rui Borges. O arranque da presente temporada não ajudou a recuperar o crédito perdido. As boas prestações na Liga dos Campeões alimentaram a esperança de que o Sporting pudesse encontrar na Europa o que lhe faltava internamente, mas até essa almofada desapareceu com o traumático desaire frente ao LASK Linz. E a derrota em casa frente ao Académico de Viseu foi a gota de água", comentou.
N. Saraiva: "Fica a sensação de que o treinador viu um jogo diferente"
Nuno Saraiva destacou a alienação à realidade que Rui Borges parece demonstrar depois das derrotas. "Depois de cada desaire fica a sensação de que o treinador viu um jogo diferente daquele a que todos assistimos. As suas análises parecem frequentemente desajustadas da realidade que o relvado expõe, como se a explicação dos problemas estivesse sempre lugares isotéricos, percetíveis apenas por iluminados. Quando a leitura do treinador diverge sistematicamente da evidência, a questão deixa de ser apenas tática, passa a ser de lucidez, autocrítica e capacidade de liderança", pode ler-se.
De seguida, o conhecido adepto sportinguista defende que o treinador já não consegue convencer os adeptos com os seus discursos. "O problema é que Rui Borges parece ter perdido, não apenas a confiança de uma parte significativa dos adeptos, mas também a capacidade de convencer de que ainda tem argumentos e capacidade para inverter a situação. E quando a dúvida sobre o treinador começa a contaminar a relação com a equipa, cada jogo fica transformado num exame à sua sobrevivência.
Atleta que passou o total de quatro temporadas a representar a equipa do Clube de Alvalade formalizou a sua decisão na última quinta-feira
30 Out 2026 | 14:08 | Por Redação
Hannah Seabert anunciou, esta quinta-feira, o final da carreira como futebolista profissional, aos 31 anos. A antiga guarda-redes e capitã do Sporting coloca assim um ponto final num percurso que passou por Dinamarca, Noruega e Portugal, antes do regresso aos Estados Unidos para representar o Angel City.
Hannah Seabert: "Termino com um enorme sentimento de gratidão"
A decisão foi comunicada pelo emblema norte-americano, ao qual Seabert chegou em julho de 2025, precisamente depois de deixar o Sporting. "Uma carreira no futebol traz muitas surpresas e uma delas é perceber quando vai terminar. Termino com um enorme sentimento de gratidão por todas as pessoas, lugares e experiências que o futebol trouxe à minha vida", afirmou.
A norte-americana destacou ainda o simbolismo de terminar perto de casa. "Joguei em quatro países, conquistei títulos e conheci algumas das minhas melhores amigas. Terminar a carreira no Angel City é um cenário de sonho. Poder finalmente partilhar a minha carreira com a minha cidade e comunidade foi muito gratificante", acrescentou.
A passagem pelo Sporting ocupa um lugar de destaque no percurso de Hannah Seabert. A guardiã somou 87 jogos e 7.885 minutos pelas leoas, tornando-se, à data da saída, a guarda-redes com mais encontros disputados na história da equipa feminina. Foi ainda capitã na última época em Alvalade, venceu a Taça de Portugal em 2022 e a Supertaça em 2024, além de ter sido eleita três vezes melhor guarda-redes da Liga BPI.
Antes de chegar a Portugal, Seabert representou o Fortuna Hjorring, da Dinamarca, e o Vålerenga, da Noruega, conquistando títulos em ambos os países. Já no Angel City teve uma utilização mais reduzida, com quatro partidas, 15 defesas e dois jogos sem sofrer golos, encerrando agora uma carreira marcada por vários troféus e por uma ligação forte ao Sporting.
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Treinador dos verdes e brancos prepara várias alterações para o duelo frente aos gansos e há um jogador que pode ser novidade no onze
30 Out 2026 | 13:14 | Por Redação
Pedro Lima pode ser a principal continuidade no onze do Sporting para a deslocação ao Casa Pia, depois de ter aproveitado da melhor forma a primeira titularidade pelos leões. O médio brasileiro marcou os dois golos da vitória frente ao Marítimo, por 2-1, ainda acertou no poste e deixou argumentos suficientes para Rui Borges ponderar mantê-lo entre as escolhas iniciais.
A forte rotação promovida diante dos madeirenses deverá ser praticamente desfeita esta sexta-feira, com o regresso de vários habituais titulares. Kaique, Fresneda, Ibrahima Ba, Gonçalo Inácio e Maxi Araújo deverão recuperar os respetivos lugares, enquanto Sergi Altimira e Issa Doumbia também estão na linha da frente para voltar ao meio-campo.
Pedro Lima, porém, pode escapar à revolução. O 'camisola 21' foi uma das grandes figuras do último encontro e mereceu elogios públicos de Rui Borges na antevisão ao Casa Pia. “É um jogador diferente. É um oito, tem apoios diferentes, características diferentes ao jogo. É um miúdo com um QI elevado, percebe muito o jogo e não se precisa de explicar muitas vezes a mesma coisa”.
O treinador do Sporting foi ainda mais longe na análise às características do médio. “Está sempre ligado, é um miúdo muito inteligente nesse sentido”, afirmou Rui Borges, deixando claro que a resposta dada frente ao Marítimo não passou despercebida e que Pedro Lima acrescenta soluções distintas à dinâmica do meio-campo leonino.
Depois de uma utilização reduzida no arranque da temporada, Pedro Lima parece ter aproveitado a oportunidade para ganhar terreno. A exibição frente ao Marítimo, coroada com dois golos, pode agora valer-lhe nova titularidade em Rio Maior e, caso aconteça, será a estreia no onze para uma partida da Liga.
Especialista em comunicação e comentador deixou uma opinião que está a gerar alguma polémica nas redes sociais, após declarações de ambos
30 Out 2026 | 12:41 | Por Redação
Luís Paixão Martins deixou uma crítica contundente a Rui Borges e Jérémy Mathieu, depois de ambos terem abordado publicamente situações pessoais relacionadas com o Sporting. O especialista em comunicação e comentador, conhecido também pelas frequentes opiniões sobre a atualidade leonina, colocou em causa a forma como os dois expuseram as respetivas situações.
LPM: "Presumo que a intenção é pôr os fãs do Sporting a terem pena deles"
Nas redes sociais, Luís Paixão Martins escreveu: “Ontem foi o Mathieu. Hoje é o Rui Borges. Os dois a chorarem quando estão com jornalistas. Presumo que a intenção é pôr os fãs do Sporting a terem pena deles. O clube tem de começar a contratar pessoas psicologicamente mais fortes”.
A referência a Rui Borges surge depois de o treinador do Sporting ter denunciado os insultos dirigidos ao filho, Mário Borges, num encontro do Montalegre. “Tem havido muita falta de respeito para com o Rui Borges. Não é para com o treinador, é para com o Rui Borges, desde que cheguei ao Sporting, e isso magoa-me. O meu filho joga futebol e foi enxovalhado no último jogo por ser filho de quem é, e isso não admito. É grave”, afirmou o técnico.
Rui Borges acrescentou ainda: “Porque vivemos numa sociedade, e não vou usar a palavra que tenho vontade de dizer. Pela comunicação social, ao fim de dois meses no Sporting, já tinha sido despedido, e fui campeão nacional, depois. Passa-me completamente ao lado”. O episódio envolvendo o filho foi também confirmado pelo treinador do Montalegre, que denunciou linguagem ofensiva vinda das bancadas.
Já Jérémy Mathieu tinha revelado recentemente que atravessou uma depressão após o final abrupto da carreira, provocado por uma grave lesão sofrida ao serviço do Sporting. O antigo central contou ainda que pediu ajuda ao Clube em 2025, nomeadamente acompanhamento psicológico, e mostrou-se desiludido com a forma como foi recebido quando se deslocou a Lisboa para apresentar também um projeto ligado aos leões.
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