Futebol
Atitude de Luis Guilherme nos primeiros dias de Sporting não passa despercebida
12 Jan 2026 | 09:51
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12 Jan 2026 | 12:23 |
Afonso Moreira inaugurou o marcador do Lille - Lyon (2-1), do último domingo, que garantiu a passagem da turma orientada por Paulo Fonseca aos oitavos-de-final da Taça de França. O jogador formado no Sporting - que custou apenas 2M - colocou a bola no fundo das redes quando ainda nem sequer estava jogado um minuto, aproveitando uma desconcentração da defesa adversária, para marcar o seu quinto golo na presente temporada.
Após a abertura do marcador pelo antigo jogador do Sporting, Ngoy redimiu-se à passagem do minuto 28. Félix Correia cruzou para a área e, num lance confuso, o defesa-central encostou para o fundo das redes de Descamps, fazendo o empate para o Lille.
Em cima do intervalo, uma estreia a marcar do lado do Lyon no jogo inaugural com a camisola do novo clube. Endrick, assistido por um toque de classe de Tolisso, atirou de pé esquerdo para o 2-1. O internacional brasileiro, cedido pelo Real Madrid, fez o primeiro golo esta época - não marcava desde abril.
Tiago Santos, que também passou pelas camadas jovens do Sporting, entrou na segunda parte, tal como Ethan Mbappé, irmão do craque do Real Madrid. Aos 88’, o lateral-direito luso esteve perto de um golaço. O ex-Estoril disparou do meio da rua e a bola bateu com estrondo no poste direito da baliza do Lyon.
Nesta temporada, com a camisola do Lyon, Afonso Moreira – avaliado em 5 milhões de euros – realizou 21 jogos: 15 na Ligue 1, quatro na Liga Europa e dois na Taça de França. Nos 999 minutos em que esteve em campo, o antigo jogador do clube Alvalade marcou cinco golos e fez cinco assistências.
Confira o golo:
Emblema inglês figura-se, agora, como um dos principais clubes na luta pela contratação do jogador da equipa de Rui Borges
12 Jan 2026 | 11:38 |
O Tottenham mantém forte interesse em garantir a contratação de Morten Hjulmand, algo que já havia demonstrado no mercado de transferências do último verão. Ao que parece, o emblema da Premier League continua com o capitão do Sporting no seu radar, mas tem noção da concorrência e da dificuldade do negócio.
A informação está a ser avançada pelo portal 'TeamTalk', que recorda ainda a cobiça que chega do Manchester United e da Juventus, como principais admiradores do internacional dinamarquês. No entanto, a mesma fonte revela que todos os clubes estão conscientes da baixa probabilidade de contratarem o jogador na janela de inverno e, caso tal acontecesse, seria por um valor na ordem dos 70M de libras (entre 80M e 94M de euros).
Assim sendo, a Direção do Sporting está descansada em relação à continuidade de Hjulmand em Alvalade até, pelo menos, o final da temporada. O mercado de transferências do próximo verão poderá, no entanto, trazer novidades, uma vez que os leões terão feito um acordo com o médio para facilitarem uma eventual saída caso permanecesse no plantel em 2025/26.
Tudo isto acontece numa altura em que nem a cláusula de rescisão de Morten Hjulmand está ativa e o Sporting pede uma verba bastante elevada para libertar o jogador - uma vez que não é da intenção de Rui Borges nem da restante estrutura perder aquele que é uma das peças mais importantes do plantel a meio da temporada.
Esta temporada, com a camisola do Sporting, Morten Hjulmand – avaliado em 50 milhões de euros – participou em 26 partidas: 16 na Liga Portugal Betclic, seis na Liga dos Campeões, duas na Taça de Portugal, uma na Taça da Liga e outra na Supertaça. Nos 2.342 minutos em que esteve em campo, o capitão dos leões marcou dois golos e fez três assistências.
Depois da saída do sueco para o Arsenal, o avançado colombiano não tem desiludido em Alvalade, apontando um registo avassalador após 17 jornadas
12 Jan 2026 | 11:00 |
O Sporting entrou na temporada 2025/26 com uma baixa de peso no ataque, após a saída de Viktor Gyökeres para o Arsenal, no passado mercado de verão. O sueco foi uma das figuras principais do título anterior, mas os leões responderam com eficácia, encontrando em Luis Suárez, ex-Almería, o homem certo para ocupar o lugar deixado vago e manter o nível ofensivo da equipa.
Os números não deixam margem para dúvidas. Após 17 jornadas, o Sporting soma 47 golos, destacando-se como o melhor ataque da prova. Trata-se do segundo melhor registo do Clube em meio século nesta fase da época, apenas superado pelos 48 golos da temporada passada, e coloca a equipa como o terceiro melhor ataque de sempre em campeonatos a 18 clubes.
Luis Suárez chegou a Alvalade no arranque da época e rapidamente se afirmou. O colombiano é o segundo melhor marcador do campeonato, com 15 golos, apenas atrás de Pavlidis (17), do Benfica. A sua influência vai além dos números, dando profundidade, presença na área e continuidade ao modelo ofensivo que vinha de Ruben Amorim e agora é utilizado por Rui Borges.
O coletivo também tem sido determinante neste rendimento. O Sporting marcou em todas as 17 jornadas, algo que não tinha conseguido em 2024/25, quando ficou em branco por duas vezes sob o comando de João Pereira. Pedro Gonçalves, com nove golos, Francisco Trincão e Maxi Araújo, ambos com quatro, reforçam a ideia de um ataque repartido e difícil de travar.
Apesar do excelente registo, os atuais números ainda estão longe dos melhores da história do campeonato, dominados pelos próprios leões nas décadas de 40 e 50. Ainda assim, a perda de Gyökeres não travou o poderio ofensivo do Sporting, que voltou a provar que sabe reinventar-se sem perder identidade nem ambição.
Cronista afeto ao Clube de Alvalade abordou a partida que resultou na eliminação dos leões da Taça da Liga, nas meias-finais da prova
12 Jan 2026 | 10:51 |
Manuel Moura dos Santos considera que a eliminação do Sporting na meia-final da Taça da Liga frente ao Vitória de Guimarães ficou decisivamente marcada pela saída forçada de Eduardo Quaresma. Num artigo de opinião publicado no jornal O Jogo, o cronista sustenta que, não fosse a lesão traumática do jovem defesa-central, o desfecho da partida teria sido diferente, apontando ainda o dedo a Rômulo.
"O Sporting criou jogo ofensivo mais do que suficiente para ganhar o jogo"
Na análise ao encontro, Manuel Moura dos Santos admite que o início de 2026 foi “mais ou menos mal” para os leões, apontando como ponto negativo a derrota, mas sublinhando as circunstâncias adversas em que a equipa se apresentou. “O Sporting, sem ter feito uma exibição brilhante, criou jogo ofensivo mais do que suficiente para ganhar o jogo”, escreve, destacando a quantidade de oportunidades criadas e a exibição do guarda-redes vimaranense.
"Rômulo não esteve à altura da responsabilidade"
Para o conhecido adepto dos leões, a ineficácia ofensiva explica apenas parte do resultado. O fator decisivo terá sido a saída de Eduardo Quaresma, vítima de uma lesão na face. “Esta saída foi fatal para as pretensões do meu clube”, afirma, criticando a resposta encontrada no banco: “O jogador que entrou, Rômulo, não esteve à altura da responsabilidade atribuída”.
“Não entendo porque é que Rui Borges não recuou Hjulmand"
Manuel Moura dos Santos vai mais longe e questiona as opções do treinador para colmatar a ausência do defesa: “Não entendo porque é que Rui Borges não recuou Hjulmand para defesa-central, porque fazer pior do que Rômulo fez, seria difícil”, escreve, considerando que o jovem médio ainda não tem condições para integrar o onze principal.
"Com Eduardo Quaresma em campo, teríamos chegado à final"
A convicção do adepto leonino é clara quanto ao impacto da lesão de Quaresma no resultado final: “Estou convencido que com Eduardo Quaresma em campo, teríamos chegado à final da Taça da Liga”, afirma, numa das passagens mais perentórias do texto.
Apesar da eliminação, Manuel Moura dos Santos rejeita colocar no mesmo plano as exibições de Sporting e Benfica na prova, sublinhando diferenças claras na atitude e no rendimento das equipas. “Achei curioso que a análise aos dois jogos dos clubes de Lisboa tenha sido posta no mesmo prato da balança”, escreve, acrescentando que, se o Sporting tivesse jogado como o Benfica frente ao Braga, teria sido muito mais crítico.
O cronista reconhece que a exibição leonina ficou aquém do exigido: “Gostei da exibição? Não. Penso que o Sporting tinha a obrigação de ganhar aquele jogo”, admite, elogiando ainda assim a postura do treinador no pós-jogo. “Não vi o Rui Borges na conferência de imprensa a arrasar a exibição da equipa, sacudindo a água do capote”.
Atitude de Luis Guilherme nos primeiros dias de Sporting não passa despercebida
12 Jan 2026 | 09:51