APESAR DA VITÓRIA DO SPORTING, HÁ QUEM APONTE DEDOS A GYOKERES: "JÁ NÃO ESTÁ TÃO DEMOLIDOR..."
Goleador tem sido peça fundamental na turma verde e branca e voltou a ser titular na Reboleira
Redação Leonino
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30 de Março 2024, 10:36
Viktor Gyokeres, Sporting, Estrela da Amadora

O Sporting derrotou o Estrela da Amadora por 2-1, a passada sexta-feira, em jogo da 27.ª jornada da Liga Portugal Betclic. Com golos de Paulinho (23′) e Nuno Santos (40′), os leões arrecadaram um triunfo importante antes do dérbi com o Benfica. Em análise ao encontro, Vítor Serpa, colunista do jornal A Bola, ressalvou um aspeto importante que acredita ter influenciado a prestação da turma de Amorim.

“O Sporting poderia viver uma liderança feliz, mas a angústia de chegar ao título não o consente”, afirma o jornalista desportivo. Procede a explicar o comentário: ” [O Sporting] Tem um avanço pontual que ainda lhe permite uma tarde ou uma noite menos conseguida. No entanto, é impossível pensar-se que esta equipa não vai ter cada vez maior angústia no caminho para o título. Um caminho que vai ser sempre a subir e por isso exigirá mais esforço, mais concentração, mais sofrimento, mais paixão”, diz Vítor Serpa.

O colunista destaca algo que o técnico de Alvalade havia já referido, mostrando-se visivelmente de acordo: “Rúben Amorim tinha alertado para a importância deste jogo e chegou a surpreender quando disse que era mais importante do que o dérbi. O que o treinador do Sporting queria mesmo dizer aos seus jogadores é que estavam proibidos de pensar nos jogos com o Benfica para a Taça e para o campeonato, porque à medida que essa terra prometida do título nacional se vai aproximando, mais longe ela parece estar e por isso os jogadores estarão submetidos a uma pressão imensa que gera instabilidade emocional, perturba o espírito, gasta energias a dobrar.”

“Não foi nada fácil a vitória frente ao décimo terceiro classificado da Liga”, chuta o colunista d’A Bola, que embora diga que “Não foi brilhante a exibição do Sporting”, acaba, contudo, por elogiar ao emblema verde e branco “uma certa classe operária, que lhe permitiu virar o resultado e controlar o jogo com o menor risco possível.”

“Foi, de facto, preciso correr muitos quilómetros para este Sporting dar mais um pequeno passo na concretização de um sonho que, nas atuais condições, seria trágico não concretizar”, continuou Vítor Serpa, destacando o suor da equipa triunfante, já cansada: “Percebe-se, em cada jogador, que as botas pesam mais e a bola queima. As coisas já não estão a sair com a mesma fluidez, Gyokeres continua a ser importante, mas não tanto demolidor; a organização continua sólida, mas a equipa sente cada vez mais a necessidade de ter bola, de a proteger do adversário, porque a convicção no golo não é a mesma.”

Com mais ou menos quilómetros percorridos, a verdade é que o Sporting conseguiu garantir uma vitória importante – a 33.ª em 44 jogos esta temporada –, mantendo a liderança do campeonato nacional, com 68 pontos, mais um do que o Benfica, atual segundo classificado da competição, com 67 pontos e mais um jogo do que os leões. O Porto fecha as contas do pódio, com 58 pontos, mas ainda não disputou a partida desta jornada.

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